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militarizado

A forma militarizadopode ser [masculino singular particípio passado de militarizarmilitarizar] ou [adjectivoadjetivo].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
militarizadomilitarizado
( mi·li·ta·ri·za·do

mi·li·ta·ri·za·do

)


adjectivoadjetivo

1. Que se militarizou.

2. Que tem carácter militar.

sinonimo ou antonimoAntónimoAntônimo geral: DESMILITARIZADO

etimologiaOrigem etimológica:particípio de militarizar.
militarizarmilitarizar
( mi·li·ta·ri·zar

mi·li·ta·ri·zar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo e pronominal

1. Dar ou tomar feição militar.DESMILITARIZAR


verbo transitivo

2. Tornar militar.

etimologiaOrigem etimológica:militar + -izar.

Auxiliares de tradução

Traduzir "militarizado" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



É correcta a frase As PME's enfrentam dificuldades? Existe plural de PALOP e de TIC?
A flexão das siglas e dos acrónimos coloca frequentemente dúvidas aos utilizadores da língua, assim como a flexão das abreviaturas e dos símbolos. Neste contexto, é útil esclarecer cada um destes termos, para poder obter uma resposta coerente às dúvidas sobre flexão em número.

Uma sigla é um conjunto formado pelas letras iniciais de várias palavras (ex.: PME = Pequena e Média Empresa), usado como uma única palavra pela soletração das letras que o compõem (ex.: P = [pe], M = [Èmi], E = [È]); como tal, pode também corresponder ao plural de uma ou mais dessas palavras, sem que as iniciais se alterem (ex.: EUA, por exemplo, é uma sigla que corresponde a um plural, Estados Unidos da América, sem que seja necessário uma marca dessa flexão). Por este motivo, não haverá razão lógica para acrescentar um esse (-s) às siglas referidas: deverá escrever-se os CD (os Compact Discs) ou as PME (as Pequenas e Médias Empresas).

Um acrónimo é um conjunto formado pelas letras iniciais de várias palavras (ex.: EPAL), usado como uma única palavra e pronunciado não pela soletração de cada uma das letras, como as siglas, mas de forma contínua, como um nome comum (ex.: EPAL lê-se [È'pal] e não [Èpea'Èli]). Assim, pelo mesmo motivo apontado para as siglas, deverá escrever-se os PALOP (os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) ou as TIC (as Tecnologias de Informação e Comunicação). Ainda em relação aos acrónimos, deve dizer-se que estes se transformam por vezes em nomes comuns (ex.: sida < Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, cedê < CD < Compact Disc), obedecendo às regras gerais de ortografia e assumindo então as regras gerais de flexão (ex.: A sida em África é diferente das outras sidas?; Comprou vários cedês.).

Uma abreviatura corresponde a uma letra ou a um conjunto de letras que faz parte de uma palavra e a representa na escrita (ex.: Dr. < Doutor), mas que não tem em geral um correspondente fonético (a abreviatura Dr. ler-se-á doutor e não como [dri] ou com soletração das letras [de'ÈRi]), sendo que muitas vezes estas abreviaturas admitem as marcas de flexão, entendendo-se que constituem abreviaturas de palavras diferentes (ex.: Dr.ª, Dr.as).

Um símbolo corresponde a uma letra ou a um conjunto de letras que estabelece, geralmente por convenção, uma relação de correspondência com uma unidade de medida (km = quilómetro(s); V = volt(s); Y = ítrio) ou um conceito (cos = cosseno, SO = sudoeste), não havendo geralmente um correspondente fonético (ex.: V ler-se-á volt), nem marcação de flexão (ex.: corrente de 220V ler-se-á volts), pois trata-se muitas vezes de símbolos estabelecidos internacionalmente ou com um valor bastante difundido, nomeadamente em áreas científicas, e têm de ser únicos e unívocos.

No caso das siglas, acrónimos e abreviaturas, é muito usual o uso das marcas de flexão em alguns casos, nomeadamente com adjunção de -s no final (ex.: PMEs). Tal uso, não sendo proscrito pelas regras de ortografia portuguesa (o acordo ortográfico em vigor é omisso nesse aspecto), carece de motivo lógico, como acima foi defendido e obrigaria, por exemplo, no caso de se considerar que se trata de uma aplicação das regras gerais de flexão, a adaptações ortográficas no caso de siglas ou acrónimos terminados em consoantes (ex.: PALOPes).

O apóstrofo ou a plica antecedendo o -s (ex.: *PME’s) não deverá ser usado, pois não é um mecanismo de flexão da língua portuguesa.




Escrevo "tons pastel" , "tons de pastel" ou "tons pastéis", descrevendo as cores de um tecido?
Qualquer uma das hipóteses colocadas pode ser justificada, pelo que nenhuma pode ser considerada claramente incorrecta. Nesta como noutras questões linguísticas, não há respostas peremptórias.

A expressão "tons de pastel" não é sequer polémica, pois equivale na sua estrutura a outras construções como "tons de azul" ou "tons de rosa", mas verifica-se estatisticamente ser menos usada do que as outras duas.

Nas construções "tons pastel" e "tons pastéis" trata-se de um uso adjectival da palavra pastel. Por um lado, alguns dicionários e vocabulários consideram a palavra pastel neste contexto como adjectivo invariável em género e em número, sendo esta a justificação para a utilização de "tons pastel". Há, por outro lado, outros dicionários e vocabulários que consideram este adjectivo apenas invariável em género (mas não em número), o que justificaria a opção "tons pastéis".

A esta justificação prática pode acrescentar-se que este fenómeno é muito comum com tonalidades de cores (ex.: amarelo canário, castanho canela) ou com construções semelhantes em que um substantivo é colocado depois de outro com uma função qualificativa aproximada à de um adjectivo, sendo designado por vezes como "determinante específico". Este problema ocorre quer em locuções sem hífen (ex.: medida padrão), quer em palavras ligadas por hífen (ex.: couve-flor, projecto-piloto) e o seu registo em dicionários e vocabulários não é sistemático nem coerente, o que demonstra a dificuldade de tratamento destes casos.