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infatigavelmente

A forma infatigavelmentepode ser [derivação de infatigávelinfatigável] ou [advérbio].

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infatigavelmenteinfatigavelmente
( in·fa·ti·ga·vel·men·te

in·fa·ti·ga·vel·men·te

)


advérbio

De modo infatigável.

etimologiaOrigem etimológica:infatigável + -mente.
infatigávelinfatigável
( in·fa·ti·gá·vel

in·fa·ti·gá·vel

)


adjectivo de dois génerosadjetivo de dois géneros

1. Que não se fatiga. = INCANSÁVEL

2. Muito desvelado, muito zeloso ou persistente.

etimologiaOrigem etimológica:latim infatigabilis, -e.

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Dúvidas linguísticas



Gostaria de saber se o verbo vir na frase eu não quero que eles "vão" à festa, está correto e se não qual é a forma correta.
Na frase Eu não quero que eles vão à festa está presente o verbo ir, indicando que alguém faz uma acção de se deslocar de cá para lá, ou de um local próximo para um local mais afastado.
Se quiser utilizar o verbo vir, indicando que alguém faz uma acção de se deslocar de lá para cá, ou de um local afastado para um local mais próximo de quem fala, deverá utilizar a forma venham.
Em ambos os casos, a frase estará correcta, pois trata-se de formas verbais no presente do conjuntivo (ou presente do subjuntivo, no português do Brasil), por fazer parte de uma oração subordinada completiva ou integrante, que é complemento directo do verbo querer. As duas frases apenas diferem no sentido dado por ser o verbo ir ou o verbo vir.




Venho por este meio pedir-lhe que me esclareça se faz favor, a dúvida seguinte. Qual a frase correcta e porquê (penso que seja a segunda mas ouço muita gente utilizar a primeira): a) Eles hadem ver o que sou capaz de fazer. ou b) Eles hão-de-ver o que sou capaz de fazer.
A construção hão-de ver corresponde a uma forma do verbo haver (usado como auxiliar para exprimir o futuro), seguida da preposição de (à qual se liga por hífen, no português europeu, por se tratar de uma forma monossilábica do verbo haver, o que acontece também com hei-de, hás-de e há-de) e do verbo ver, considerado o verbo principal da locução verbal. Por este motivo, a frase correcta é Eles hão-de ver o que sou capaz de fazer, pois não existe nenhuma forma do verbo haver que corresponda a *hadem (o asterisco assinala erro ou agramaticalidade).

Este erro é muito frequente, sobretudo na oralidade, por os falantes não terem consciência das fronteiras de palavra nem da categoria das palavras constantes em certas locuções. Assim, ao ouvir uma forma como Ele há-de ver, e sem a preocupação de decompor a locução nos seus elementos constituintes, o falante que comete este erro considera há-de como uma única palavra e atribui-lhe a categoria de verbo. Quando tem de flexionar, este falante fá-lo como se se tratasse de um verbo regular da segunda conjugação (*hader, como comer, por exemplo), isto é, ao considerar *hade como terceira pessoa do singular (se compararmos com um verbo regular seria o correspondente a come), vai conjugar na terceira pessoa do plural como *hadem (como se fosse comem). Este raciocínio será análogo para uma forma como Tu *hades ver, em que a forma *hades corresponderia a uma hipotética segunda pessoa do singular (como se fosse comes).

A Base XVII do Acordo Ortográfico de 1990 prevê a eliminação do hífen nas formas monossilábicas do verbo haver seguidas da preposição de, pelo que a frase correcta será Eles hão de ver o que sou capaz de fazer.

No português do Brasil, quer antes quer depois do Acordo de 1990, a forma correcta é "hão de", sem hífen.