Dicionário Priberam Online de Português Contemporâneo
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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geladamente

geladamentegeladamente | adv.
derivação de geladogelado
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ge·la·da·men·te ge·la·da·men·te


(gelado + -mente)
advérbio

De modo gelado.


ge·la·do ge·la·do


(particípio de gelar)
adjectivo
adjetivo

1. Coberto de gelo; muito frio.

2. [Figurado]   [Figurado]  Paralisado; entorpecido.

3. Insensível.

4. Desalentado.

5. Glacial.

6. Tomado de espanto ou terror.

nome masculino

7. Sobremesa congelada, doce e aromatizada, feita geralmente de água, leite ou sumo de frutas.Ver imagem = SORVETE

8. [Brasil]   [Brasil]  Bebida gelada.


comer gelados com a testa
[Portugal, Informal]   [Portugal, Informal]  Revelar pouca inteligência ou perspicácia; ser idiota.

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Dúvidas linguísticas


Nesta locução latina, qual das formas está correta: "status quo" ou "statu quo"?
A grafia correcta, atestada pelos principais dicionários de língua portuguesa, é statu quo e significa “o estado das coisas em determinado momento”. Esta locução, que se fixou por influência da área diplomática, é redução da expressão latina in statu quo ante que significa “no estado em que se encontrava antes”.

Em português (e em outros idiomas como o francês ou o espanhol), a locução statu quo perdeu o valor adverbial latino e adquiriu valor de substantivo (ex.: A manifestação não representa uma ruptura do statu quo), o que pode estar na origem do aparecimento da forma status quo.

Em latim (e noutras línguas declináveis, como o alemão ou o russo) as funções sintácticas são assinaladas morfologicamente: as diferentes desinências da palavra indicam se ela está a ser usada na posição de sujeito (através do caso nominativo, como em status), de complemento directo (através do caso acusativo, como em statum), de complemento indirecto (através do caso dativo, como em statui), de complemento circunstancial (através do caso ablativo, como em statu), etc. Assim, como a locução passou a ter valor de substantivo, a forma status quo, difundida maioritariamente pelo inglês, e considerada preferencial apenas pelo Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (Curitiba: Positivo, 2004), transmitiria essa mudança de significado, já que statu significa “no estado” e não “o estado”. Esta justificação é questionável porque (i) estamos perante a redução de uma outra locução latina, em que há exigência de ablativo após a preposição latina in (“em”), e porque (ii) existem outros casos de palavras e expressões latinas que se fixaram como substantivos no português com a forma de casos que não o nominativo. Exemplos disso são a expressão anno Domini (literalmente, “no ano do Senhor”) que se usa para referir a era cristã, sendo composta pelo ablativo de annus “ano” e pelo genitivo de dominus “senhor”, bem como a palavra quórum, de quorum, genitivo masculino plural do pronome relativo qui, quae, quod “que”.

A locução statu quo não deve porém ser confundida com a palavra isolada status, que significa (i) “estatuto” (ex.: A categoria do trabalhador corresponde ao seu status na empresa) e (ii) “prestígio” (ex.: Exibia nas festas os símbolos do status recém-adquirido por casamento).




Venho por este meio colocar-vos uma dúvida em relação à utilização (ou não) do hífen em palavras com o prefixo re- seguidas de e* segundo o novo Acordo Ortográfico (ex.: reedição/reeleger ou re-edição/re-eleger?). Já vi opções diferentes e gostava de saber qual delas está a seguir o Acordo.
Segundo o disposto na Base XVI, 1.º, alínea b) do Acordo Ortográfico de 1990, utiliza-se o hífen “nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento” (ex.: sobre-endividamento, micro-ondas). O texto do Acordo Ortográfico é inequívoco relativamente ao uso de hífen com um prefixo que termina na mesma vogal com que se inicia o elemento seguinte, pelo que esta regra deveria ser também aplicada ao prefixo re-. As regras para o uso do hífen nos casos de prefixação passam, com o Acordo de 1990, a ser gerais e contextuais, ao contrário do Acordo de 1945, que aplicava regras específicas a um prefixo ou a um grupo fechado de prefixos. Para este ponto, o texto legal estabelece uma única excepção, na nota à alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, referindo-se apenas ao prefixo co-, que deverá ser usado sempre sem hífen.

Foi este o entendimento inicial da Priberam, uma vez que outra interpretação contraria claramente a letra e o espírito do Acordo Ortográfico, estabelecendo uma excepção não prevista. A Priberam entende que seria ilógico tomar a excepção prevista para co- como modelo para re-, uma vez que as excepções devem estar explícitas e não se podem deduzir. Também a "Nota Explicativa" (ponto 6.3) reitera o que é referido na base XVI, 1.º, alínea b): "uniformiza-se o não emprego do hífen, do modo seguinte: (...) Nos casos em que o prefixo ou o pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente daquela, as duas formas aglutinam-se, sem hífen". Como este não é o caso nas sequências re-e..., o hífen deveria ser usado neste contexto.

Apesar disto, no Brasil, a Academia Brasileira de Letras (ABL), no seu Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (São Paulo: Global, 2009), entendeu que deveria instituir uma excepção para o prefixo re-. A única justificação apresentada pela Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL na "Nota explicativa" (pp. LI a LIII) do referido Vocabulário é que uma das medidas tomadas foi "incluir, por coerência e em atenção à tradição lexicográfica, os prefixos re-, pre- e pro- à excepcionalidade do prefixo co-". Se para os prefixos pre- e pro- parece haver uma justificação, não pela alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, mas pela alínea f), o mesmo não acontece com o prefixo re-. Por outro lado, não se pode invocar a tradição lexicográfica quando se trata de um tópico sobre o qual o Acordo Ortográfico se pronuncia alterando justamente a tradição lexicográfica e as indicações prescritas pelo Acordo Ortográfico anterior.

Em Portugal, o Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), cujo Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) foi recentemente adoptado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, publicada em 25 de Janeiro de 2011 no Diário da República n.º 17, I Série, pág. 488, seguiu a mesma interpretação da ABL. A Priberam manteve a sua interpretação inicial de grafar re-e... até à data em que o VOP passou a ser indicado nesta resolução como uma obra lexicográfica de referência em Portugal, nomeadamente no ensino, a partir do ano lectivo de 2011/2012. Os recursos linguísticos da Priberam têm vindo a ser alterados desde 25 de Janeiro de 2011 para seguir a excepção instituída pelo VOLP da ABL e seguida pelo VOP do ILTEC, grafando o sufixo re- sem hífen quando seguido de elemento começado por e (ex.: reedição).

Sublinhe-se que esta é uma opção que decorre da publicação do VOLP e do VOP e não da aplicação da letra e do espírito do Acordo Ortográfico, cujo texto altera inúmeros outros casos de grafias tradicionalmente estáveis. Como exemplo de grafias em que o AO vai contra a tradição lexicográfica, pode referir-se o prefixo sobre-, que já em obras do século XVIII (como o Vocabulario Portuguez & Latino, de Raphael Bluteau [1728] ou o Diccionario da lingua portugueza, de Antonio de Moraes Silva [1789]) ou do início do século XX (como o Novo Diccionário da Língua Portuguesa, de Cândido de Figueiredo [1913]) era sempre grafado sem hífen quando o elemento seguinte se iniciava com a letra e. Em determinados pontos em que o AO é omisso ou não explicita regras gerais (como, por exemplo, no caso de connosco/conosco), a tradição do registo lexicográfico de certas palavras poderá ser um argumento invocável, uma vez que não há outra maneira de se saber ou inferir qual a ortografia a adoptar. Se a tradição lexicográfica pudesse ser invocada constantemente como argumento para a manutenção de determinadas grafias, os acordos ortográficos deixariam de fazer sentido, uma vez que o objectivo destes é precisamente a alteração ou simplificação de determinadas grafias e regras ortográficas (por vezes divergentes), preconizadas durante décadas por obras lexicográficas.

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Palavra do dia

lha·nu·ra lha·nu·ra


(lhano + -ura)
nome feminino

1. [Pouco usado]   [Pouco usado]  Qualidade do que é sincero, despretensioso ou amável. = LHANEZA

2. [Pouco usado]   [Pouco usado]  Superfície plana. = PLANURA

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/geladamente [consultado em 12-08-2022]