Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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garfogarfo | s. m.
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gar·fo gar·fo
substantivo masculino

1. Utensílio de mesa, geralmente com três ou quatro dentes, para levar os bocados de comida à boca.Ver imagem

2. Objecto com a forma desse utensílio.

3. Forcado, forquilha.

4. [Botânica]   [Botânica]  Cada um dos esgalhos que sai do ramo do vegetal.

5. Peça bifurcada na roda da bicicleta.

6. [Apicultura]   [Apicultura]  Cada um dos dois enxames que emigram juntos do cortiço em que há excesso de povoação.

7. [Figurado]   [Figurado]  Fracção.

8. [Agricultura]   [Agricultura]  Enxerto.

9. [Brasil]   [Brasil]   [Jogos]   [Jogos]  Peça comprida em que se apoia o taco para jogar a bola que fica distante da tabela, no bilhar e em jogos afins. = RABECA, RESTE

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Dúvidas linguísticas


Procuro a etimologia e o significado do termo Nexe, que podemos encontrar associado a, por exemplo, Santa Bárbara de Nexe, uma das freguesias do concelho de Faro.
A palavra Nexe do topónimo Santa Bárbara de Nexe, no concelho de Faro, formou-se, segundo José Pedro Machado (Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, vol. III, Editorial Confluência, Lisboa, s. d. [1984]), a partir do latim nixa, nixum, nisum ou nisa, que significa “ameixeira”, através das formas moçárabes nis, nix, nex.



Se, de fato, o novo acordo ortográfico dos países de língua portuguesa começar a vigorar, no qual será extinto o trema (¨), como saberemos a pronúncia correta do "QUE" em certa palavras como seqüestro, onde o "U" é pronunciado, e querida, onde não é.
A ortografia é um conjunto de regras convencionadas, e, como tal, é artificial e às vezes “pouco amiga do utilizador”. O mais das vezes, é o utilizador da língua que mais lê e mais consulta obras de referência, como dicionários, prontuários e afins, que melhor conhece essas regras e que melhor escreve. No caso do trema, a sua utilização parece resolver alguns problemas, mas pode criar outros, sobretudo na aprendizagem da pronúncia a partir da escrita.

Sendo o trema um sinal ortográfico convencionado para assinalar que uma vogal não forma ditongo com outra vogal que está imediatamente antes ou depois, no português do Brasil, este sinal usa-se apenas sobre o -u- nos grupos de letras güe, güi, qüe ou qüi, para indicar que o -u- é também lido (se o -u- for tónico, em vez de um trema usa-se um acento agudo, ex.: averigúe). Mas esta regra cria também casos em que há várias grafias possíveis (como nas grafias de sangüinário/sanguinário), quando há pronúncias alternativas possíveis, o que pode criar dúvidas nos falantes.

A abolição do trema com a entrada em vigor do novo acordo ortográfico será uma questão de habituação, como para muitas outras convenções ortográficas (por exemplo, em 1945 em Portugal e em 1971 no Brasil, a abolição de distinção ortográfica com acento circunflexo diferencial em palavras como acerto [verbo] / acêrto [substantivo]), pois os utilizadores da língua ou já conhecem as palavras ou consultam obras de referência (recorde-se que o trema no português de Portugal foi instituído em 1920 e suprimido em 1945, excepto em nomes estrangeiros e seus derivados, e que isso não constringe os falantes).

Esta reflexão é particularmente pertinente se tivermos em conta que no português do Brasil, em 1971, o trema já havia sido abolido nos hiatos átonos, onde tinha a mesma função de assinalar que uma vogal não forma ditongo com a anterior. Por exemplo, em agauchar, arcaizante, juizinho, paraibano, proibição, reunião, sauval, viuvez, entre muitas outras palavras, estamos perante hiatos (isto é, grupos de duas vogais que não formam ditongo, logo pertencem a sílabas diferentes), grafados sem trema, para cuja correcta pronúncia (do ponto de vista etimológico, pelo menos) será necessário conhecer a palavra ou a sua etimologia (ex.: agauchar < gcho), consultar um dicionário que tenha essa informação (por exemplo, o Dicionário Houaiss ou o Dicionário Aurélio têm pequenas indicações de ortoépia) ou perguntar a quem sabe (que é o que fazem geralmente as crianças ou os estudantes de português).

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Palavra do dia

co·me·nos |ê| co·me·nos |ê|
(com + meios, do português antigo comeos, do latim cum, com + latim medius, -ii, meio)
substantivo masculino de dois números

1. Instante, ocasião, emmeio.


nesse comenos
Nesse momento, nessa ocasião.

Entretanto; nesse ínterim.

neste comenos
O mesmo que nesse comenos.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/garfo [consultado em 19-12-2018]