Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Este site utiliza cookies. Ao continuar no site está a consentir a sua utilização. Saiba mais...
pub
pub
pub
pub

pub

früher

Palavra não encontrada. Se procurava uma das palavras seguintes, clique nela para consultar a sua definição.
fruirá (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico)
frutar (norma brasileira, na grafia pré-Acordo Ortográfico)
frute (norma brasileira)
frutei (norma brasileira)
frutem (norma brasileira)
frutes (norma brasileira, na grafia pós-Acordo Ortográfico)

Caso a palavra que procura não seja nenhuma das apresentadas acima, sugira-nos a sua inclusão no dicionário.
pub

Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber se alguma das seguintes frases está incorrecta: 1. O carro podê-lo-ia ter atropelado; 2. O carro poderia tê-lo atropelado.
Por favor, consulte uma dúvida muito semelhante em mesóclise e verbos auxiliares. Especificamente sobre este exemplo, deve dizer-se que o pronome pessoal átono (ou clítico) o é normalmente colocado em posição enclítica (isto é, depois do verbo) relativamente ao verbo principal (ex.: poderia atropelá-lo), do qual depende semanticamente. No caso da frase em análise, trata-se de um tempo composto, construído com o verbo auxiliar ter e o particípio passado do verbo atropelar, pelo que o pronome é colocado em posição enclítica relativamente ao verbo auxiliar (ex.: poderia tê-lo atropelado).
Esta é a posição mais consensual e menos polémica, mas há verbos, como poder, cujo comportamento se aproxima do de um verbo auxiliar e esse comportamento torna aceitável a posição enclítica relativamente a este verbo. Se se tratar do modo condicional ou do futuro do indicativo, o pronome terá de ser mesoclítico, isto é, deverá ocorrer no meio da forma verbal (ex.: podê-lo-ia atropelar, podê-lo-á atropelar). Se houver outro verbo auxiliar na locução verbal, como na frase em apreço, a mesóclise no verbo poder é também possível, embora de aceitação menos generalizada (ex.: podê-lo-ia ter atropelado).

Adicionalmente, e porque os clíticos correspondem a uma questão complexa, poderá pesquisar, na caixa de pesquisa das dúvidas linguísticas, o tópico clíticos ou o tópico pronomes.




A diferença entre "pôr" e "por" é o acento circunflexo, que indica palavras diferentes. Porque não acontece o mesmo com "acordo" (forma verbal e substantivo)?
Segundo o Acordo Ortográfico de 1945, nas bases XVIII e XXII, os acentos agudo ou circunflexo são usados como marca de distinção entre palavras apenas quando se trata de diferenciar palavras com sílaba tónica homógrafas de palavras sem acentuação própria, como é o caso de palavras gramaticais como as preposições, nas quais se insere "por" (ao contrário de "pôr", que é uma palavra monossilábica com acentuação própria).

O Acordo de 1990 mantém os acentos gráficos como sinais distintivos entre determinadas palavras homógrafas de palavras gramaticais, mas especifica, na base IX, ponto 9, que nas palavras paroxítonas (isto é, com acentuação na penúltima sílaba) se prescinde dos acentos agudo e circunflexo para fazer a distinção com palavras proclíticas (isto é, de palavras sem acentuação própria). Assim sendo, "pêlo" (substantivo) passa a ser escrito sem acento circunflexo, que antes era usado como meio de distinção da contracção "pelo", assim como "pólo" perde o acento agudo, sendo grafado da mesma maneira que a contracção "polo", muito pouco usada na actualidade.

Quanto à palavra "acordo", trata-se de uma forma gráfica comum para um substantivo e para uma forma verbal, ambos com sílaba tónica, pelo que, nestes casos, os acordos de 1945 e de 1990 não instituem um acento gráfico como sinal distintivo de categoria gramatical.

Palavra do dia

zur·va·da zur·va·da


(origem obscura)
nome feminino

[Portugal: Trás-os-Montes]   [Portugal: Trás-os-Montes]  Forte aguaceiro. = BÁTEGA, CHUVADA, ZERBADA, ZURBADA, ZURVANADA

pub

Mais pesquisadas do dia



in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/fr%C3%BCher [consultado em 26-02-2021]