Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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fôlegofôlego | s. m.
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

fô·le·go fô·le·go
nome masculino

1. Movimento completo da respiração (aspiração e expiração).

2. Respiração.

3. Ar que se respira, sopro.

4. Folga, descanso.

5. [Figurado]   [Figurado]  Ânimo.


obra de fôlego
A que demanda muito tempo e trabalho aturado.

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Dúvidas linguísticas


Em conversa com amigos ouvi alguém dizer que avestruz é um nome masculino "o avestruz". Numa pesquisa na net confirmei que realmente é masculino mas em Portugal tem a designação no feminino " a avestruz". Poderiam por favor elucidar-me nesta questão?
O vocábulo português avestruz provém do substantivo masculino espanhol avestruz. Por sua vez, o vocábulo espanhol deriva de ave + estrutz, termo occitano proveniente do latim struthio,-onis, também masculino, e este do grego strouthíon, -onos, redução de strouthokámelos (de strouthós “pardal” + kámelos “camelo”), vocábulo masculino e feminino.

A generalidade dos dicionários e vocabulários de língua portuguesa consultados (Vocabulário da Língua Portuguesa, Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, etc.) regista avestruz como palavra masculina ou feminina (este avestruz ou esta avestruz). As excepções parecem ser a obra brasileira Dicionário de Usos do Português do Brasil (São Paulo: Editora Ática, 2002), que regista avestruz apenas como substantivo masculino, e a obra portuguesa Novo Grande Dicionário da Língua Portuguesa Conforme Acordo Ortográfico (Lisboa: Texto Editores, 2007), que regista avestruz apenas como substantivo feminino.

Pesquisas em corpora e em motores de pesquisa da Internet revelam que, apesar de o género masculino (o avestruz) ser mais usado no português do Brasil e de o género feminino (a avestruz) ser mais comum no português europeu, há ocorrências consideráveis deste substantivo nos dois géneros em páginas portuguesas e brasileiras.




Em expressões como não análise, não excedente, não conhecimento, não aceitação, não provimento, etc., quando deve ser utilizado, ou não, o hífen?
A utilização do hífen em casos semelhantes aos apresentados é possível e até muito usual.

A palavra não, por se tratar de um advérbio, é uma palavra invariável usada geralmente para modificar um verbo (ex.: não comi), um adjectivo (ex.: pessoa não competente), outro advérbio (ex.: agindo não eficazmente) ou uma frase (ex.: não podemos deixar-nos adormecer) mas em geral não modifica substantivos. Por este motivo, é comum ligar este advérbio por hífen a um substantivo que se lhe segue, mas tal procedimento não é obrigatório, nem é regulado por qualquer indicação nos textos legais em vigor para a língua portuguesa.

O que é dito sobre o hífen no Acordo Ortográfico de 1945 (válido para o português europeu, mas muito semelhante ao que é dito no Formulário Ortográfico de 1943, válido para o português do Brasil) é bastante vago e nada esclarecedor sobre este assunto: “Emprega-se o hífen nos compostos em que entram, foneticamente distintos (e, portanto, com acentos gráficos, se os têm à parte), dois ou mais substantivos, ligados ou não por preposição ou outro elemento, um substantivo e um adjectivo, um adjectivo e um substantivo, dois adjectivos ou um adjectivo e um substantivo com valor adjectivo, uma forma verbal e um substantivo, duas formas verbais, ou ainda outras combinações de palavras, e em que o conjunto dos elementos, mantida a noção da composição, forma um sentido único ou uma aderência de sentidos.” (Base XXVIII [sublinhado nosso]).

O Acordo Ortográfico de 1990 não altera nada a este respeito.

O uso do hífen coloca então muitas dúvidas aos utilizadores da língua, pois não obedece geralmente a critérios lógicos, mas antes a convenções e muitas vezes é justificado devido à tradição de registo em dicionários de língua que funcionam como referência. Neste âmbito, surgem em muitos dicionários entradas com o elemento não- seguido de adjectivos, substantivos e verbos, mas como, em teoria, qualquer palavra de uma destas classes poderia ser modificada pelo advérbio não, o registo de todas as formas possíveis seria impraticável e de muito pouca utilidade para o consulente.

Em conclusão, podemos afirmar que o uso do hífen é possível para ligar o advérbio não a um substantivo; o uso do hífen para ligar o advérbio não a classes que são habitualmente modificadas por advérbios (verbos, adjectivos, advérbios) parece ser desnecessário, dadas as características da classe adverbial, mas nada o impede.

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Palavra do dia

me·nar·ca me·nar·ca
(grego men, menós, mês + grego arkhê, -ês, começo, origem)
nome feminino

[Fisiologia]   [Fisiologia]  Primeira menstruação (ex.: menarca aos 11 anos e coitarca aos 19 anos).

Confrontar: monarca.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/f%C3%B4lego [consultado em 05-07-2020]