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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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enxamble (norma brasileira)
ex-campeã (norma brasileira)

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Dúvidas linguísticas


Ouve-se em certos telejornais expressões como a cujo ou em cujo; contudo gostaria de saber se gramaticalmente a palavra cujo pode ser antecedida de preposição.
O uso do pronome relativo cujo, equivalente à expressão do qual, pode ser antecedido de preposição em contextos que o justifiquem, nomeadamente quando a regência de alguma palavra ou locução a tal obrigue. Nas frases abaixo podemos verificar que o pronome está correctamente empregue antecedido de várias preposições (e não apenas a ou em) seleccionadas por determinadas palavras (nos exemplos de 1 e 2) ou na construção de adjuntos adverbiais (nos exemplos de 3 e 4):

1) O aluno faltou a alguns exames. O aluno reprovou nas disciplinas a cujo exame faltou. (=O aluno reprovou nas disciplinas ao exame das quais faltou);
2) Não haverá recurso da decisão. Os casos serão julgados pelo tribunal, de cuja decisão não haverá recurso. (=Os casos serão julgados pelo tribunal, dadecisão do qual não haverá recurso);
4) Houve danos em algumas casas. Os moradores em cujas casas houve danos foram indemnizados. (=Os moradores nas casas dos quais houve danos foram indemnizados);
5) Exige-se grande responsabilidade para o exercício desta profissão. Esta é uma profissão para cujo exercício se exige grande responsabilidade. (=Esta é uma profissão para o exercício da qual se exige grande responsabilidade).




Gostaria de saber qual das expressões está correcta: "ensino à distância" (com o acento grave no "à" ou "ensino a distância" (sem acento e sem sentido de complemento directo). Sobretudo alguns utilizadores da língua no domínio informático insistem em não colocar o respectivo acento, argumentando que não se trata de uma distância conhecida. Este argumento é válido? Não se estará a quebrar o paradigma que podemos estabelecer com outras expressões que têm regências preposicionais semelhantes? Por exemplo: "fato à medida"; "ter à partida"; "à medida que". Não poderão surgir ambiguidades contextuais desnecessárias na língua. Será uma influência do Português do Brasil?
Apesar de alguns dicionários de língua portuguesa, como o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, considerarem as locuções adverbiais a distância e à distância como sinónimas, também advertem para o facto de que tradicionalmente se tem feito a seguinte distinção: a locução a distância deve ser utilizada quando não se especifica a distância (ex.: viram o avião passar a distância) e a locução à distância quando há uma especificação numérica da mesma (ex.: o avião estava à distância de 3000 metros). Não nos parece existir uma razão lógica e argumentativamente sustentável para esta distinção, uma vez que há outros casos de locuções em que é utilizada a contracção da preposição a com o artigo definido (o, a, os, as), sem que haja uma pormenorização quantitativa (ex.: viram o barco ao longe; a camisa foi feita à medida; desequilibrou-se e caiu ao comprido; pôs as mãos ao alto). Pesquisas em corpora de textos portugueses indicam que estatisticamente a locução adverbial à distância é muito mais usada do que a distância.

Palavra do dia

gran·jo·li·ce gran·jo·li·ce


(granjola + -ice)
nome feminino

[Informal]   [Informal]  Acção que se destina a enganar alguém. = FAJARDICE, GRANJOLADA, INTRUJICE, PATIFARIA, VELHACARIA

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/example [consultado em 07-12-2022]