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esgotado

esgotadoesgotado | adj.
masc. sing. part. pass. de esgotaresgotar
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es·go·ta·do es·go·ta·do


(particípio de esgotar)
adjectivo
adjetivo

1. Que se esgotou.

2. Que está muito cansado ou exaurido. = ACABADO, EXAUSTO

3. Tratado (o assunto) em todos os seus pontos capitais.


es·go·tar es·go·tar

- ConjugarConjugar

(es- gota + -ar)
verbo transitivo, intransitivo e pronominal

1. Vazar(-se) até à última gota; tornar(-se) seco (ex.: os poços esgotaram(-se); esgotar a água da fonte). = EXAURIR, SECAR

2. Consumir(-se) até ao fim; dar cabo de (ex.: esgotaram as reservas de ouro; o petróleo esgotar-se-á um dia; as suas poupanças esgotaram). = ACABAR, GASTAR, EXAURIRPOUPAR

3. Fazer perder ou perder a força, a vitalidade; ficar exausto (ex.: o turno da noite esgota (qualquer um); as suas forças esgotaram-se). = DEPAUPERAR, EXAURIR, EXTENUAR

4. Fazer vender ou ser vendido até ao último item; distribuir ou ser distribuído até não haver mais (ex.: os impressos esgotaram(-se); o grupo esgotou o auditório).

verbo transitivo e pronominal

5. Dizer a última palavra sobre (ex.: esgotar um tema de conversa; a análise da situação não se esgota num artigo).

verbo transitivo

6. [Figurado]   [Figurado]  Beber todo o líquido de (ex.: em pouco tempo esgotaram um garrafão de tinto). = ENXUGAR

7. [Pouco usado]   [Pouco usado]  Colocar esgotos.

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Parecidas

Dúvidas linguísticas


Acho que se escreve boa fé e má fé e não boa-fé e má-fé, como sugere o dicionário. Estou certo?
A tradição lexicográfica portuguesa consagrou o uso do hífen em boa-fé e em má-fé e são estas grafias que aparecem registadas nas principais obras de referência da língua portuguesa contemporânea, nomeadamente em vocabulários, como o Vocabulário da Língua Portuguesa, de Rebelo Gonçalves (Coimbra: Coimbra Ed., 1966) ou o Grande Vocabulário da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado (Lisboa: Ed. Âncora, 2001), e em dicionários, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Verbo, 2001), o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (Lisboa: Círculo de Leitores, 2002) ou o Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa (Curitiba: Positivo, 2004).

O uso do hífen é problemático para os utilizadores da língua, pois obedece a regras pouco evidentes e algo contraditórias e é por vezes ditado por uma tradição lexicográfica que os falantes desconhecem. No caso específico de boa-fé, esta dificuldade torna-se evidente numa pesquisa em corpora ou em motores de busca da internet, podendo observar-se a ocorrência da palavra hifenizada a par da locução boa fé, inclusivamente em textos jurídicos. Estes casos, não estando previstos nas bases do Acordo Ortográfico que regulam o uso do hífen, regem-se geralmente pela tradição lexicográfica, motivo pelo qual é aconselhável optar pela grafia boa-fé, atestada na maioria das obras de referência, em detrimento da locução boa fé.




As palavras Aveiro e petrologia lêem-se uma com o a aberto e a outra com o e aberto. Reparo no entanto a falta de acentuação. Será que isto se deverá à etimologia das palavras?
A acentuação gráfica das palavras em português não serve para indicar a qualidade das vogais, mas sim para marcar a sílaba tónica. Assim, Aveiro e petrologia não têm acento gráfico porque se trata de palavras graves (acentuadas nas sílabas -vei- e -gi-, respectivamente), que, de um modo geral, não são acentuadas graficamente no sistema ortográfico português.

O facto de a primeira poder ser lida com um a aberto e a segunda com um e aberto (embora a pronúncia de petrologia com e central fechado, como o e de se, seja muito comum no português europeu) não implica a necessidade de uso de diacrítico. Veja-se, a título de exemplo, o caso dos homógrafos forma (ó) e forma (ô), a que correspondem sentidos e produções fonéticas diferentes, mas cuja distinção é feita através do contexto em que ocorrem e não através do uso de acentuação gráfica (o Acordo Ortográfico de 1990 indica que o uso do acento circunflexo é facultativo no caso destes homógrafos).

Segundo o Acordo Ortográfico de 1945, há casos excepcionais de uso dos acentos gráficos, sempre em sílabas tónicas, para distinção entre palavras homónimas com categorias morfossintácticas diferentes (ex.: pelo [preposição] / pêlo [nome] ; para [preposição] / pára [forma do verbo parar]). O Acordo de 1990 prevê que o acento distintivo nos exemplos acima mencionados seja eliminado, mas mantém-no no caso de por [preposição] / pôr [verbo].

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Palavra do dia

so·bre·a·no so·bre·a·no


(sobre- + ano)
nome masculino

[Brasil: Regionalismo]   [Brasil: Regionalismo]  Rês, geralmente novilho, com mais de um ano.

Confrontar: soberano.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/esgotado [consultado em 31-01-2023]