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emprestado

A forma emprestadopode ser [masculino singular particípio passado de emprestaremprestar], [primeira pessoa singular do presente do indicativo de emprestadaremprestadar] ou [adjectivoadjetivo].

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emprestadoemprestado
( em·pres·ta·do

em·pres·ta·do

)


adjectivoadjetivo

Que se deu ou se tomou de empréstimo.

emprestaremprestar
( em·pres·tar

em·pres·tar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Confiar temporariamente algo, sob condição de ser devolvido (ex.: já li o livro que você me emprestou).

2. [Figurado] [Figurado] Dar; conceder; conferir (ex.: o sol emprestava uma cor avermelhada ao horizonte).

3. [Brasil] [Brasil] Tomar por empréstimo (ex.: devolveu a fantasia de bailarina que emprestou da vizinha).

etimologiaOrigem etimológica: em- + prestar.
emprestadaremprestadar
( em·pres·ta·dar

em·pres·ta·dar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

[Informal] [Informal] Fazer título de empréstimo, dádiva de.

etimologiaOrigem etimológica: emprestar + dar.
emprestadoemprestado

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Anagramas



Dúvidas linguísticas



Gostaria de saber qual a expressão mais correta a utilizar e se possível qual a justificação: Cumpre-me levar ao conhecimento de V. Exa. que, hoje 24/10/2013, pelas 11H45, desloquei-me para a Rua do Carmo... Cumpre-me levar ao conhecimento de V. Exa. que, hoje 24/10/2013, pelas 11H45, me desloquei para a Rua do Carmo…
No português de Portugal, se não houver algo que atraia o clítico para outra posição, a ênclise é a posição padrão, isto é, o clítico surge depois do verbo (ex.: Ele ofereceu-me um livro). Há, no entanto, um conjunto de situações em que o clítico é atraído para antes do verbo (próclise). Na frase em questão, a existência de uma conjunção subordinativa completiva (levar ao conhecimento que) seria um dos contextos que atraem o clítico para antes do verbo.

No entanto, a utilização de ênclise (pronome clítico depois do verbo) nesta frase também é possível e não pode ser considerada incorrecta, uma vez que a existência de uma oração adverbial temporal intercalada entre a conjunção que e a forma verbal faz com que se perca a noção da necessidade da próclise. Reescrevendo-se a frase sem nenhuma oração entre a conjunção e o verbo, torna-se bastante mais notória a noção de agramaticalidade conferida pela posição pós-verbal do clítico, em contraponto com a posição pré-verbal, que não seria posta em causa por um falante nativo do português europeu:

a) *Cumpre-me levar ao conhecimento de V. Exa. que desloquei-me para a Rua do Carmo.
b) Cumpre-me levar ao conhecimento de V. Exa. que me desloquei para a Rua do Carmo.

Em conclusão, a posição mais consensual do pronome clítico na frase que refere é a pré-verbal (Cumpre-me levar ao conhecimento de V. Exa. que, hoje 24/10/2013, pelas 11H45, me desloquei para a Rua do Carmo). No entanto, a posição pós-verbal do clítico não pode ser considerada errada, devido à distância entre a conjunção e a forma verbal com o pronome clítico.




É correta a frase há alguns anos atrás? Ou se deve dizer apenas há alguns anos ou alguns anos atrás?
A expressão há alguns anos atrás e outras de estrutura semelhante (ex.: há dois minutos atrás, há três dias atrás), apesar de muito divulgada e de ser considerada aceitável por muitos falantes, é desaconselhada por conter em si uma redundância desnecessária: o verbo haver indica tempo decorrido (ex.: há dois anos que não a vejo; o filme acabou há uns minutos) e o advérbio atrás serve também para indicar tempo passado (ex.: semanas atrás tinha havido o mesmo problema, um minuto atrás disse o contrário). Por este motivo, será aconselhável substituir a expressão há alguns anos atrás por há alguns anos ou por alguns anos atrás.