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elogiar

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elogiarelogiar
( e·lo·gi·ar

e·lo·gi·ar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Fazer o elogio ou manifestar opinião favorável em relação a algo ou alguém. = GABAR, LOUVARCENSURAR, EXPROBRAR, REPREENDER, VITUPERAR


verbo transitivo e intransitivo

2. Encontrar virtudes ou qualidades; avaliar positivamente (ex.: elogiar as medidas tomadas; ele sabe criticar, mas também elogia, quando as coisas estão bem feitas).

sinonimo ou antonimoAntónimoAntônimo geral: CRITICAR

etimologiaOrigem etimológica:latim elogio, -are, descrever brevemente, declarar, expor.

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Traduzir "elogiar" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas


Morfologicamente, como classificamos a expressão "cerca de"?
A expressão cerca de é composta pelo (pouco usado) advérbio cerca seguido da preposição de, sequência (advérbio + preposição) que, segundo a Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra (Lisboa: Ed. João Sá da Costa, 1998, 14.ª ed., p. 541) faz dela uma locução prepositiva, isto é, uma locução que tem a função de uma preposição. Esta locução é assim classificada no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, um dos raros dicionários que classificam as locuções; no entanto, em alguns contextos, esta locução tem um comportamento que a aproxima mais de um advérbio do que de uma preposição (ex.: esperei cerca de 30 minutos = esperei aproximadamente 30 minutos), pelo que nestes casos, deveria ser considerada uma locução adverbial.



Qual o critério para classificar o verbo comer de substantivo masculino? Venho por este meio mostrar a minha indignação relativamente às entradas como substantivo na pesquisa do verbo "comer" (https://dicionario.priberam.org/comer).
A língua portuguesa permite que quase todos os verbos tenham, pelo menos hipoteticamente, uma utilização nominal do infinitivo (ex.: o manipular [= manipulação] deste objecto pode ser perigoso; não entendo o proceder [= procedimento] dele). Normalmente, só há registo lexicográfico quando este uso tem um significado que ultrapassa a acção do verbo ou quando a palavra tem uma distribuição com todas as características da classe dos substantivos (ex.: o amanhecer da ideia foi uma conversa de amigos; com o correr dos anos, ficou mais dócil; vimos bonitos entardeceres; estudou os falares do Alentejo; ele é um ser estranho).

É também este o caso da palavra comer, que surge registada em todos os dicionários consultados (e o Dicionário Priberam não é excepção) como verbo e como substantivo (com os significados de comida ou refeição), seguindo este mesmo critério.

Esta classificação corresponde a um uso efectivo na língua em diversos contextos, que pode ser verificada em corpora e motores de pesquisa, podendo ter abonações literárias em autores como Afonso Lopes Vieira, Aquilino Ribeiro, Alves Redol, Guimarães Rosa ou João de Barros, entre outros, ou abonações em obras de divulgação (ex.: Comeres de África Falados em Português, Comeres de Lisboa - Um Roteiro Gastronómico, Festas e Comeres do Povo Português).

Apesar disto, a palavra é considerada informal em alguns meios; daí, provavelmente, o motivo da sua indignação. A função de um dicionário passa por uma descrição dos usos da língua, devendo basear-se essencialmente em factos linguísticos e não estabelecer juízos de valor relativamente a eles, antes apresentá-los o mais objectivamente possível. Dada a riqueza da língua, o falante terá sempre a opção de não utilizar determinadas palavras, consoante as suas necessidades, preferências ou preconceitos.