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eléctrica

eléctricaelétricaelétrica | n. f.
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e·léc·tri·ca |ét|e·lé·tri·ca |ét|e·lé·tri·ca |ét|


(feminino substantivado de eléctrico)
nome feminino

Empresa que produz e/ou distribui electricidade (ex.: a eléctrica portuguesa integra um consórcio europeu).


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: elétrica.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: eléctrica.


• Grafia no Brasil: elétrica.

• Grafia em Portugal: eléctrica.

e·léc·tri·co |ét|e·lé·tri·co |ét|e·lé·tri·co |ét|


adjectivo
adjetivo

1. Da electricidade ou a ela relativo.

2. Em que se manifesta electricidade.

3. Que é causado pela electricidade ou que a tem por agente ou motor.

4. [Figurado]   [Figurado]  Que se propaga rapidamente.

5. Que excita ou abala como a electricidade.

nome masculino

6. [Portugal]   [Portugal]  Viatura urbana de transporte de passageiros, geralmente com apenas uma composição, movida por electricidade e que circula sobre carris de ferro. (Equivalente no português do Brasil: bonde.)Ver imagem = CARRO ELÉCTRICO, TRÂMUEI


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: elétrico.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: eléctrico.


• Grafia no Brasil: elétrico.

• Grafia em Portugal: eléctrico.
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Dúvidas linguísticas


Estou tentando descobrir a abreviatura de meritíssimo, mas não encontro no site. Será que não estou sabendo procurar?
Como abreviatura de meritíssimo, adjectivo usado no tratamento ou referência a juízes, é possível utilizar M.mo ou MM. Para o feminino, as formas M.ma ou MMª são possíveis, embora também se use MM, sem qualquer índice a indicar o feminino.



A palavra fim de semana, aparece em todo o lado escrita com hífen, inclusive no vosso dicionário. Contudo, quando estudei a língua portuguesa nas cadeiras da faculdade, foi-nos dado como referência um manual que nos serviu como a Bíblia da Língua Portuguesa: a Nova Gramática do Português Contemporâneo. Esta gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra afirma na página 107 que a palavra fim de semana é um exemplo de quando os elementos justapostos conservam a sua "autonomia gráfica", tais como Idade Média e pai de família. Assim sendo, gostaria que me informassem se é correcto a utilização das duas formas, ou se a Nova Gramática já está desactualizada.
O registo de fim-de-semana como palavra hifenizada é feito pela esmagadora maioria das obras de referência do português europeu, nomeadamente o Vocabulário da Língua Portuguesa, de Rebelo GONÇALVES, o Grande Vocabulário da Língua Portuguesa, de José Pedro MACHADO, o Dicionário da Língua Portuguesa On-line, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa, da Porto Editora.

Como contraponto, a palavra hifenizada está praticamente ausente das obras de referência do português do Brasil, não constando, por exemplo, do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras. A locução fim de semana é registada em obras como o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa ou o Aulete Digital - Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa.

É interessante, neste aspecto, comparar a edição brasileira (Ed. Objetiva, 2001) e a portuguesa (Círculo de Leitores, 2002) do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa e verificar que apesar de fim de semana estar registado nas duas edições como locução e não como palavra hifenizada, na edição portuguesa foi acrescentada a observação "também se escreve com hífen".

Relativamente ao que está estipulado nos textos legais que regem a ortografia portuguesa, a regulamentação sobre o uso do hífen é tão vaga que permitiria justificar que grande parte das locuções nominais fosse escrita com hífen. Leia-se, por exemplo, parte do texto da base XXVIII, a respeito de palavras/locuções com a mesma estrutura de fim-de-semana: "Emprega-se o hífen nos compostos em que entram [...] dois ou mais substantivos, ligados ou não por preposição ou outro elemento [...] e em que o conjunto dos elementos, mantida a noção da composição, forma um sentido único ou uma aderência de sentidos. Exemplos: água-de-colónia, arco-da-velha, bispo-conde, brincos-de-princesa, cor-de-rosa". Se aplicarmos estas indicações a fim-de-semana, podemos concluir que esta locução pode corresponder a um sentido único, pois corresponde a um intervalo temporal específico que não se limita a ser o fim de uma semana de trabalho, uma vez que pode a semana pode começar ao domingo e este está incluído no fim-de-semana.

A Nova Gramática do Português Contemporâneo de Celso CUNHA e Lindley CINTRA não se encontra desactualizada, nem está incorrecta. O que acontece é que o ponto de partida desta gramática de 1985 foi a Gramática da língua portuguesa, de Celso Cunha (1972). Apesar de a colaboração de Lindley Cintra ter permitido incluir informação adicional sobre o português de Portugal e um contraste entre as duas normas, alguma informação veiculada segue a tradição lexicográfica do português do Brasil, como parece ser o caso com fim de semana. Citando os autores da referida gramática, "reitere-se que o emprego do hífen é uma simples convenção ortográfica" (p. 107) e, atendendo à sua parca regulamentação nos textos legais, baseia-se essencialmente nas tradições lexicográficas portuguesa e brasileira.

Em conclusão, pode dizer-se que não se trata de uma incorrecção escrever de uma ou de outra forma, pois não há determinação ortográfica que impeça nenhuma delas, tratando-se apenas de uma questão de respeito pela tradição lexicográfica das duas normas. Actualmente, será preferível escrever fim-de-semana no português de norma europeia, e fim de semana no português de norma brasileira, mas é de referir ainda que o Acordo Ortográfico assinado em 1990 (que, saliente-se, não está em vigor) preconiza (na alínea a) do art. 6.º da base XV), a forma fim de semana, ignorando o texto do parágrafo anterior que defende excepções "já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colónia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa)".

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Palavra do dia

mor·cas |ô|mor·cas |ô|


(espanhol morca, borra do azeite)
nome masculino de dois números

1. [Informal, Depreciativo]   [Informal, Depreciativo]  Pessoa preguiçosa ou sem iniciativa. = BANANA, MANDRIÃO

2. [Informal, Depreciativo]   [Informal, Depreciativo]  Pessoa que mostra falta de inteligência. = IDIOTA, IMBECIL, INHENHO, LORPA, PARVO


SinónimoSinônimo Geral: MORCÃO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/el%C3%A9ctrica [consultado em 17-01-2022]