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dispor

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dispordispor
|ô| |ô|
( dis·por

dis·por

)
Conjugação:irregular.
Particípio:irregular.


verbo transitivo

1. Pôr por ordem.

2. Pôr em ordem.

3. Ordenar, mandar.

4. Resolver; preparar.

5. Plantar.


verbo intransitivo

6. Testar; ordenar em testamento.

7. Ter à sua disposição.

8. Ser o senhor.

9. Regular por lei ou ordem.

10. Prescrever o uso (que se há-de fazer de).

11. Servir-se, utilizar-se.

12. Deixar à disposição (de outrem).


verbo pronominal

13. Propor-se; resolver-se; resignar-se.


nome masculino

14. Disposição.

15. Talante, arbítrio.


ao dispor

Em situação ou estado para ser usado ou ser útil (ex.: material ao dispor dos clientes; estou ao seu dispor). = À DISPOSIÇÃO

dispor em

Dar a forma de (a alguma coisa); amoldar.

etimologiaOrigem etimológica:latim dispono, -ere, pôr em diferentes lugares.

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Traduzir "dispor" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Qual a forma correcta: frequência do quarto ou frequência no quarto ano?
O substantivo frequência é geralmente seguido da preposição de (ou das suas contracções), como indica o Dicionário de Regimes de Substantivos e Adjectivos (25.ª ed., São Paulo: Globo, 2000), de Francisco Fernandes, e como atestam pesquisas efectuadas em corpora e em motores de busca da Internet.



Em https://www.flip.pt/Duvidas.../Duvida-Linguistica/DID/777 vocês concluem dizendo "pois trata-se de uma oração subordinada condicional, introduzida pela conjunção se". Nesse caso, pelas mesmas regras ali expostas, não teria de ser "pois se trata"? O "pois" não atrai nunca próclise?
No português europeu, a conjunção pois não é geralmente um elemento desencadeador de próclise (posição pré-verbal do pronome pessoal átono, ou clítico), a qual, como se referiu na resposta à dúvida posição dos clíticos, está associada a fenómenos gramaticais de negação, quantificação, focalização ou ênfase (vd. Eduardo RAPOSO et al. (orgs.), Gramática do Português, 1.ª ed., vol. II, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2013, pp. 2241-2242).


Pesquisas em corpora revelam que, na norma europeia, existem casos da conjunção pois com próclise (ex.: As despesas não aumentaram tanto como as receitas, pois se arredondaram em 26 811 contos) mas comprovam também que, estatisticamente, essa conjunção é mais usada com ênclise (posição pós-verbal do pronome pessoal átono), como na frase Em conclusão, as frases que nos enviou enquadram-se no contexto referido na alínea f), pois trata-se de uma oração subordinada condicional, introduzida pela conjunção se. Essa tendência é também corroborada pela seguinte afirmação de Ana Maria Martins, que se debruça sobre o tema na obra acima citada: «As orações explicativas introduzidas por pois (cf. Caps. 34, 35 e 38) apresentam sempre colocação enclítica dos pronomes átonos (desde que a próclise não seja independentemente motivada) [...].» (vd. Eduardo RAPOSO et al. (orgs.), Gramática do Português, 1.ª ed., vol. II, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2013, p. 2299).


Na norma brasileira, dado que a tendência natural é para a colocação do pronome antes do verbo, tal como se afirma na resposta à dúvida amanhã: ênclise ou próclise?, o habitual é a conjunção pois ser mais usada com próclise (ex.: O resultado foi satisfatório, pois se conseguiu atingir o objetivo).