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destemperar

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destemperardestemperar
( des·tem·pe·rar

des·tem·pe·rar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Proceder à destêmpera de.

2. Tirar o tempero a.

3. Deixar insípido.

4. Desafinar (instrumentos).

5. Alargar as cordas (do tambor), para tocar em funeral.

6. Desconcertar, desorganizar.

7. Suavizar (à força de um líquido muito alcoólico).

8. Desconcertar (o ventre); causar soltura.


verbo intransitivo e pronominal

9. Perder (o aço) a têmpera.

10. Exceder-se (em palavras ou acções).

11. Despropositar.



Dúvidas linguísticas



Pretendo saber como se lê a palavra ridículo. Há quem diga que se lê da forma que se escreve e há quem diga que se lê redículo. Assim como as palavras ministro e vizinho, onde também tenho a mesma dúvida.
A dissimilação, fenómeno fonético que torna diferentes dois ou mais segmentos fonéticos iguais ou semelhantes, é muito frequente em português europeu.

O caso da pronúncia do primeiro i não como o habitual [i] mas como [i] (idêntico à pronúncia de se ou de) na palavra ridículo é apenas um exemplo de dissimilação entre dois sons [i].

O mesmo fenómeno pode acontecer nos casos de civil, esquisito, feminino, Filipe, imbecilidade, medicina, militar, milímetro, ministro, príncipe, sacrifício, santificado, Virgílio, visita, vizinho (o segmento destacado é o que pode sofrer dissimilação), onde se pode verificar que a modificação nunca ocorre na vogal da sílaba tónica ou com acento secundário, mas nas vogais de sílabas átonas que sofrem enfraquecimento.

A este respeito, convém referir que alguns dicionários de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (Verbo, 2001) ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto Editora, 2004), apresentam transcrição fonética das palavras. Podemos verificar que nestas obras de referência, a transcrição não é uniforme. No dicionário da Academia das Ciências, estas palavras são transcritas de forma quase sistemática sem dissimilação, mas a palavra príncipe é transcrita como prínc[i]pe. No dicionário da Porto editora, algumas destas palavras são transcritas com e sem dissimilação, por esta ordem, como em feminino, medicina, militar, ministro ou vizinho, mas a palavra esquisito é transcrita com a forma sem dissimilação em primeiro lugar, enquanto as palavras civil, príncipe, sacrifício e visita são transcritas apenas sem dissimilação.

Em conclusão, nestes contextos, é possível encontrar no português europeu as duas pronúncias, com e sem dissimilação, sendo que em alguns casos parece mais rara e noutros não. A pronúncia destas e de outras palavras não obedece a critérios de correcção, pois não se trata de uma pronúncia correcta ou incorrecta, mas de variações de pronúncia relacionadas com o dialecto ou o sociolecto do falante. Assim, nos exemplos acima apresentados é igualmente correcta a pronúncia dos segmentos assinalados como [i] ou [i].




Gostaria de saber a principal diferença entre o uso das palavras íntegro e integro e se não existe esta última palavra enquanto adjectivo.
As formas íntegro e integro são duas palavras homógrafas que se distinguem graficamente apenas pela acentuação mas que se pronunciam de maneira diferente.

A forma íntegro corresponde ao masculino singular do adjectivo (ex.: político íntegro) e a forma integro corresponde à primeira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo integrar (ex.: eu integro a comitiva).