Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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diferences (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico e norma brasileira)

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Dúvidas linguísticas


Gostaria de obter a vossa apreciação sobre o modo de formular as datas nas três seguintes frases; qual deles terá o uso prepositivo mais correcto? O depósito a prazo vence-se em 22 de Janeiro de 2006. O depósito a prazo vence-se no 22 de Janeiro de 2006. O depósito a prazo vence-se a 22 de Janeiro de 2006.
As preposições estão correctamente usadas nas três frases que menciona. Apenas na segunda frase é habitualmente usada a palavra dia antes do numeral que indica a data exacta: O depósito a prazo vence-se no dia 22 de Janeiro de 2006.



Uma professora minha disse que nunca se podia colocar uma vírgula entre o sujeito e o verbo. É verdade?
Sobre o uso da vírgula em geral, por favor consulte a dúvida vírgula antes da conjunção e. Especificamente sobre a questão colocada, de facto, a indicação de que não se pode colocar uma vírgula entre o sujeito e o verbo é verdadeira. O uso da vírgula, como o da pontuação em geral, é complexo, pois está intimamente ligado à decomposição sintáctica, lógica e discursiva das frases. Do ponto de vista lógico e sintáctico, não há qualquer motivo para separar o sujeito do seu predicado (ex.: *o rapaz [SUJEITO], comeu [PREDICADO]; *as pessoas que estiveram na exposição [SUJEITO], gostaram muito [PREDICADO]; o asterisco indica agramaticalidade). Da mesma forma, o verbo não deverá ser separado dos complementos obrigatórios que selecciona (ex.: *a casa é [Verbo], bonita [PREDICATIVO DO SUJEITO]; *o rapaz comeu [Verbo], bolachas e biscoitos [COMPLEMENTO DIRECTO]; *as pessoas gostaram [Verbo], da exposição [COMPLEMENTO INDIRECTO]; *as crianças ficaram [Verbo], no parque [COMPLEMENTO ADVERBIAL OBRIGATÓRIO]). Pela mesma lógica, o mesmo se aplica aos complementos seleccionados por substantivos (ex. * foi a casa, dos avós), por adjectivos (ex.: *estava impaciente, por sair) ou por advérbios (*lava as mãos antes, das refeições), que não deverão ser separados por vírgula da palavra que os selecciona.

Há, no entanto, alguns contextos em que pode haver entre o sujeito e o verbo uma estrutura sintáctica separada por vírgulas, mas apenas no caso de essa estrutura poder ser isolada por uma vírgula no início e no fim. Estes são normalmente os casos de adjuntos nominais (ex.: o rapaz, menino muito magro, comeu muito), adjuntos adverbiais (ex.: o rapaz, como habitualmente, comeu muito), orações subordinadas adverbiais (ex.: as pessoas que estiveram na exposição, apesar das más condições, gostaram muito), orações subordinadas relativas explicativas (ex.: o rapaz, que até não tinha fome, comeu muito).

Palavra do dia

per·sei·da per·sei·da
(inglês perseid, do latim tardio Perseides, do grego Perseides, descendentes de Perseu)
nome feminino

1. [Astronomia]   [Astronomia]  Cada uma das estrelas-cadentes das perseidas.


perseidas
nome feminino plural

2. [Astronomia]   [Astronomia]  Fenómeno observado na atmosfera terrestre, geralmente no mês de Agosto, quando esta é atravessada por um conjunto de meteoros, visíveis junto à constelação de Perseu.


SinónimoSinônimo Geral: PERSEIDE

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/deference [consultado em 12-08-2020]