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debochar

debochardebochar | v. tr. e pron. | v. tr.
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de·bo·char de·bo·char

- ConjugarConjugar

(deboche + -ar)
verbo transitivo e pronominal

1. [Galicismo]   [Galicismo]  Lançar(-se) numa vida de excessos e de entrega aos prazeres carnais; tornar(-se) devasso.

verbo transitivo

2. [Brasil]   [Brasil]  Troçar, zombar (ex.: o programa debocha as principais figuras políticas; eles não debocham da nação).

3. [Brasil]   [Brasil]  Desconsiderar, desprezar (ex.: o senador debochou a capacidade de resposta da oposição; estão debochando da inteligência dos consumidores).

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Dúvidas linguísticas


Venho por este meio colocar-vos uma dúvida em relação à utilização (ou não) do hífen em palavras com o prefixo re- seguidas de e* segundo o novo Acordo Ortográfico (ex.: reedição/reeleger ou re-edição/re-eleger?). Já vi opções diferentes e gostava de saber qual delas está a seguir o Acordo.
Segundo o disposto na Base XVI, 1.º, alínea b) do Acordo Ortográfico de 1990, utiliza-se o hífen “nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento” (ex.: sobre-endividamento, micro-ondas). O texto do Acordo Ortográfico é inequívoco relativamente ao uso de hífen com um prefixo que termina na mesma vogal com que se inicia o elemento seguinte, pelo que esta regra deveria ser também aplicada ao prefixo re-. As regras para o uso do hífen nos casos de prefixação passam, com o Acordo de 1990, a ser gerais e contextuais, ao contrário do Acordo de 1945, que aplicava regras específicas a um prefixo ou a um grupo fechado de prefixos. Para este ponto, o texto legal estabelece uma única excepção, na nota à alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, referindo-se apenas ao prefixo co-, que deverá ser usado sempre sem hífen.

Foi este o entendimento inicial da Priberam, uma vez que outra interpretação contraria claramente a letra e o espírito do Acordo Ortográfico, estabelecendo uma excepção não prevista. A Priberam entende que seria ilógico tomar a excepção prevista para co- como modelo para re-, uma vez que as excepções devem estar explícitas e não se podem deduzir. Também a "Nota Explicativa" (ponto 6.3) reitera o que é referido na base XVI, 1.º, alínea b): "uniformiza-se o não emprego do hífen, do modo seguinte: (...) Nos casos em que o prefixo ou o pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente daquela, as duas formas aglutinam-se, sem hífen". Como este não é o caso nas sequências re-e..., o hífen deveria ser usado neste contexto.

Apesar disto, no Brasil, a Academia Brasileira de Letras (ABL), no seu Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (São Paulo: Global, 2009), entendeu que deveria instituir uma excepção para o prefixo re-. A única justificação apresentada pela Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL na "Nota explicativa" (pp. LI a LIII) do referido Vocabulário é que uma das medidas tomadas foi "incluir, por coerência e em atenção à tradição lexicográfica, os prefixos re-, pre- e pro- à excepcionalidade do prefixo co-". Se para os prefixos pre- e pro- parece haver uma justificação, não pela alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, mas pela alínea f), o mesmo não acontece com o prefixo re-. Por outro lado, não se pode invocar a tradição lexicográfica quando se trata de um tópico sobre o qual o Acordo Ortográfico se pronuncia alterando justamente a tradição lexicográfica e as indicações prescritas pelo Acordo Ortográfico anterior.

Em Portugal, o Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), cujo Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) foi recentemente adoptado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, publicada em 25 de Janeiro de 2011 no Diário da República n.º 17, I Série, pág. 488, seguiu a mesma interpretação da ABL. A Priberam manteve a sua interpretação inicial de grafar re-e... até à data em que o VOP passou a ser indicado nesta resolução como uma obra lexicográfica de referência em Portugal, nomeadamente no ensino, a partir do ano lectivo de 2011/2012. Os recursos linguísticos da Priberam têm vindo a ser alterados desde 25 de Janeiro de 2011 para seguir a excepção instituída pelo VOLP da ABL e seguida pelo VOP do ILTEC, grafando o sufixo re- sem hífen quando seguido de elemento começado por e (ex.: reedição).

Sublinhe-se que esta é uma opção que decorre da publicação do VOLP e do VOP e não da aplicação da letra e do espírito do Acordo Ortográfico, cujo texto altera inúmeros outros casos de grafias tradicionalmente estáveis. Como exemplo de grafias em que o AO vai contra a tradição lexicográfica, pode referir-se o prefixo sobre-, que já em obras do século XVIII (como o Vocabulario Portuguez & Latino, de Raphael Bluteau [1728] ou o Diccionario da lingua portugueza, de Antonio de Moraes Silva [1789]) ou do início do século XX (como o Novo Diccionário da Língua Portuguesa, de Cândido de Figueiredo [1913]) era sempre grafado sem hífen quando o elemento seguinte se iniciava com a letra e. Em determinados pontos em que o AO é omisso ou não explicita regras gerais (como, por exemplo, no caso de connosco/conosco), a tradição do registo lexicográfico de certas palavras poderá ser um argumento invocável, uma vez que não há outra maneira de se saber ou inferir qual a ortografia a adoptar. Se a tradição lexicográfica pudesse ser invocada constantemente como argumento para a manutenção de determinadas grafias, os acordos ortográficos deixariam de fazer sentido, uma vez que o objectivo destes é precisamente a alteração ou simplificação de determinadas grafias e regras ortográficas (por vezes divergentes), preconizadas durante décadas por obras lexicográficas.




A minha dúvida reside na utilização do verbo recepcionar e da palavra recepcionado. Estas palavras existem, ou por outro lado deve ser usada a frase "acusámos a recepção de"?
O verbo recepcionar surge em alguns dicionários de língua portuguesa com os sentidos “promover recepção, festa” (ex.: Gostavam de recepcionar em casa) e “acolher com deferência” (ex.: Foram recepcionar o presidente no aeroporto), como regista o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (edição brasileira da Editora Objetiva, 2001; edição portuguesa do Círculo de Leitores, 2002).
Pesquisas em corpora e em motores de pesquisa da Internet revelam que o verbo recepcionar vem sendo também usado com os sentidos “acusar recepção de correspondência” (ex.: O funcionário perguntou se eu tinha recepcionado a carta registada) e “fazer recepção de bola” (ex.: O jogador recepcionou a bola e rematou).
Alguns gramáticos (e alguns falantes) insurgem-se contra estes novos usos do verbo recepcionar em detrimento de receber, admitindo apenas os dois primeiros sentidos mencionados acima, por se ligarem semanticamente a recepção (“reunião festiva”). Mas esse argumento é questionável, já que os novos usos também se ligam a recepção (“acto de receber”) e que o verbo receber também contempla os dois primeiros sentidos, como se pode ver pelas seguintes substituições: Gostavam de receber em casa; Foram receber o presidente no aeroporto; O funcionário perguntou se eu tinha recebido a carta registada; O jogador recebeu a bola e rematou. O que estas substituições demonstram é que tanto recepcionar quanto receber podem ser usados nestes contextos sem perda de informação, podendo por isso ser considerados sinónimos. Os mais puristas irão reclamar da intromissão destes novos sentidos de recepcionar, outros irão continuar a usá-los, produzindo assim material linguístico que será averbado pelos dicionários que descrevem a língua; a cada falante compete a escolha, consoante as suas preferências e sensibilidades linguísticas.

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Palavra do dia

en·xur·dar en·xur·dar

- ConjugarConjugar

(origem obscura)
verbo transitivo, intransitivo e pronominal

Sujar com ou revolver-se na lama (ex.: o lodo enxurdou a rua; os porcos enxurdavam-se no chiqueiro). = CHAFURDAR, ENLAMEAR, ENLODAR

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/debochar [consultado em 29-06-2022]