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central

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centralcentral
( cen·tral

cen·tral

)


adjectivo de dois génerosadjetivo de dois géneros

1. Que ocupa o centro.MARGINAL

2. Relativo ao centro.

3. Que está no ponto mais movimentado da povoação.SUBURBANO

4. Que passa pelo meio de um território.

5. De que dimanam as ordens.


nome feminino

6. Entidade ou organismo onde se concentram actividades de natureza semelhante, para organização e distribuição dos serviços (ex.: central de comunicações; central distribuidora; central energética; central telefónica).

7. Entidade de um grupo, geralmente empresarial, que gere e controla as actividades e serviços desse grupo.

8. Local onde se situam as instalações dessas entidades.


nome masculino

9. [Desporto] [Esporte] Jogador recuado que actua na zona frontal da baliza, para impedir o ataque adversário. = DEFESA CENTRAL


central hidroeléctrica

Complexo industrial destinado à produção de electricidade a partir de turbinas movidas pela força da água. = HIDROELÉCTRICA

central nuclear

Complexo industrial destinado à produção de electricidade a partir de energia nuclear.

central termoeléctrica

Complexo industrial destinado à produção de electricidade gerada por calor. = TERMOELÉCTRICA

etimologiaOrigem etimológica:latim centralis, -e.

Auxiliares de tradução

Traduzir "central" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Com relação à conjugação do verbo adequar e às explicações que vocês forneceram para uma consulta enviada, quero registrar que estranha-me o fato de vocês terminarem a explicação dizendo "..., como afirma Rebelo Gonçalves, que o termo (no caso, uma forma verbal) que hoje não passa de uma hipótese, futuramente poderá ser uma realidade."
Seguramente, se formos considerar tudo o que hoje é uma hipótese, já como realidade ouviremos inúmeros "a nível de Brasil", "houveram muitos problemas", "menas pessoas", "há dez anos atrás", "fazem muitos anos que não a vejo", etc.
Entendo que, a partir daí, as regras gramaticais não farão mais nenhum sentido na nossa língua portuguesa.
Sem contar que na conjugação desse mesmo verbo, no Pretérito Perfeito do Indicativo, vocês acentuaram a primeira pessoa do plural, regra de acentuação que desconheço e que, se vocês observarem, também não consta do Houaiss.
Permita-me uma segunda observação: a resposta para essa pesquisa vocês consultaram Rebelo Gonçalves, no Vocabulário da Língua Portuguesa, datado de 1966. A última reforma ortográfica data, se não me engano, de 1973, portanto muito tempo depois.
A defectividade de determinados verbos sempre foi objecto de discussão entre linguistas e gramáticos, uma vez que, apesar de alguns serem considerados defectivos em determinadas acepções, o uso das restantes formas que não fazem parte do paradigma defectivo é sempre possível em determinados contextos. Os outros casos que refere como sendo também possíveis de utilização normativa futura são consensuais entre os gramáticos quanto à sua incorrecção, não gerando qualquer discórdia a nível semântico, lexical ou sintáctico. A justificação apresentada na resposta quer apenas indicar que, enquanto até há pouco tempo os dicionários de língua e de conjugação registavam alguns verbos como defectivos, existem obras que actualmente conjugam os mesmos verbos em todas as pessoas, fazendo a indicação da sua defectividade nas gramáticas tradicionais.

O Vocabulário de Rebelo Gonçalves, apesar de editado em 1966, continua a ser a referência para a elaboração de obras lexicográficas e para o esclarecimento de muitas dúvidas. Enquanto não sair do prelo a nova edição revista do Vocabulário de Rebelo Gonçalves ou um novo elaborado pela Academia das Ciências de Lisboa que venha a ser reconhecidamente a referência lexicográfica para o Português europeu, aquele continuará a ser a base por excelência para a elaboração de dicionários e para a resolução de dúvidas lexicais (para a norma europeia do Português).

Ao contrário do que refere, a última reforma ortográfica não data de 1973, uma vez que a lei promulgada nesse ano em Portugal é apenas uma revisão e simplificação de determinados pontos do acordo ortográfico de 1945, que o Brasil não ratificou.

Quanto à flexão acentuada graficamente do verbo adequar no pretérito perfeito do indicativo (adequámos), o paradigma dos verbos regulares da 1.ª conjugação prevê, em Portugal e não no Brasil, que se acentue as formas da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a aberto) para se distinguir das formas do presente do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a fechado): comprámos/compramos, lavámos/lavamos, registámos/registamos, etc. Portanto, a conjugação apresentada no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa está de acordo com o estabelecido no acordo ortográfico em vigor em Portugal.




Como se pronuncia "farelo"?
Como poderá actualmente constatar no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, a letra e de farelo pode ser pronunciada de duas maneiras: como é aberto ou como é fechado. Outras obras, como o Vocabulário da Língua Portuguesa de Rebelo Gonçalves (Coimbra: Coimbra Editora, 1966), indicam que em Portugal a pronúncia da vogal e da palavra farelo oscila entre o som do é aberto [È], como na primeira sílaba da palavra voa, e o som do é fechado [e], como na segunda sílaba da palavra camelo. A mesma obra refere que no Brasil a palavra é pronunciada com o som de é aberto [È], sem a oscilação que ocorre em Portugal.

Ao contrário da ortografia, que é regulada por textos legais, não há critérios rigorosos de correcção linguística no que diz respeito à pronúncia, e, na maioria dos casos em que os falantes têm dúvidas quanto à pronúncia das palavras, não se trata de erros, mas de variações de pronúncia relacionadas com um dialecto (variedade de uma língua própria de uma região), um sociolecto (variedade de uma língua própria de um grupo social, etário ou profissional) ou mesmo um idiolecto (variedade de uma língua própria de um indivíduo) do falante. Alguns gramáticos preconizam determinadas indicações ortoépicas e algumas obras lexicográficas contêm indicações de pronúncia ou até transcrições fonéticas; estas indicações podem então funcionar como referência, o que não invalida outras opções que têm de ser aceites, desde que não colidam com as relações entre ortografia e fonética e não constituam entraves à comunicação.