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cava

A forma cavapode ser [feminino singular de cavocavo], [segunda pessoa singular do imperativo de cavarcavar], [terceira pessoa singular do presente do indicativo de cavarcavar] ou [nome feminino].

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cavacava
( ca·va

ca·va

)


nome feminino

1. Acto ou efeito de cavar.

2. Tempo em que se cava.

3. Jornal de um cavador.

4. Vala, cova.

5. Adega subterrânea.

6. Pavimento inferior de uma casa, abaixo do nível da rua.

7. Abertura a um e outro lado do vestuário, onde se pregam as mangas.

8. Escavação na coroa dos dentes dos equídeos.

9. [Anatomia] [Anatomia] Cada uma das duas veias principais (veia cava inferior e veia cava superior) que transportam o sangue venoso de todo o corpo até à aurícula direita do coração.

etimologiaOrigem etimológica:derivação regressiva de cavar.
cavocavo
( ca·vo

ca·vo

)


adjectivoadjetivo

1. Que tem uma concavidade. = CAVADO, CÔNCAVO, COVO, FUNDOCONVEXO, SALIENTE

2. Que não tem nada dentro. = OCO, VAZIO

3. Que parece vir do fundo de uma cavidade. = CAVERNOSO

etimologiaOrigem etimológica:latim cavus, -a, -um.
cavarcavar
( ca·var

ca·var

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Romper ou revolver a terra com enxada ou instrumento análogo.

2. Tornar côncavo.

3. Sulcar.

4. Extrair da terra (cavando).

5. Abrir cavas em (roupa). = CAVEAR

6. [Figurado] [Figurado] Procurar.

7. Revolver.

8. Indagar.


verbo intransitivo

9. Trabalhar, cavando.

10. Cismar.

11. [Popular] [Popular] Fugir, afastar-se.

12. [Brasil] [Brasil] Empreender negócio.

13. Obter dinheiro por meio de expedientes.

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Anagramas



Dúvidas linguísticas



Na frase "aja como homem e pense como mulher", devo usar aja ou haja de agir? Qual é o correto?
Na frase que menciona, Aja como homem e pense como mulher, o termo correcto é aja, forma verbal (3ª pessoa do singular do imperativo, podendo também ser 1ª ou 3ª pessoa do singular do presente do conjuntivo [subjuntivo, no Português do Brasil]) de agir. É uma forma homófona, i.e., lê-se da mesma maneira mas escreve-se de modo diferente de haja, forma verbal (1ª ou 3ª pessoa do singular do presente do conjuntivo [subjuntivo, no Português do Brasil] e 3ª pessoa do singular do imperativo) de haver. Para as distinguir, talvez seja útil ter presente que pode substituir a forma aja (do verbo agir) por actue – “Aja/actue como um homem e pense como uma mulher” – e a forma haja (do verbo haver) por exista – “Haja/exista paciência!”.



A minha dúvida é a respeito da etimologia de determinadas palavras cuja raiz é de origem latina, por ex. bondade, sensibilidade, depressão, etc. No Dicionário Priberam elas aparecem com a terminação nominativa mas noutros dicionários parece-me que estão na terminação ablativa e não nominativa. Gostaria que me esclarecessem.
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa regista, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas que são normalmente enunciadas na forma do nominativo, seguida do genitivo: bonitas, bonitatis (ou bonitas, -atis); sensibilitas, sensibilitatis (ou sensibilitas, -atis) e depressio, depressionis (ou depressio, -onis).

Noutros dicionários gerais de língua portuguesa, é muito usual o registo da etimologia latina através da forma do acusativo sem a desinência -m (não se trata, como à primeira vista pode parecer, do ablativo). Isto acontece por ser o acusativo o caso lexicogénico, isto é, o caso latino que deu origem à maioria das palavras do português, e por, na evolução do latim para o português, o -m da desinência acusativa ter invariavelmente desaparecido. Assim, alguns dicionários registam, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas bonitate, sensibilitate e depressione, que foram extrapoladas, respectivamente, dos acusativos bonitatem, sensibilitatem e depressionem.

Esta opção de apresentar o acusativo apocopado pode causar alguma perplexidade nos consulentes dos dicionários, que depois não encontram estas formas em dicionários de latim. Alguns dicionários optam por assinalar a queda do -m, colocando um hífen no final do étimo latino (ex.: bonitate-, sensibilitate-, depressione-). Outros, mais raros, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa optaram por enunciar os étimos latinos (ex.: bonitas, -atis; sensibilitas, -atis, depressio, -onis), não os apresentando como a maioria dos dicionários; o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa não enuncia o étimo latino dos verbos, referenciando apenas a forma do infinitivo (ex.: fazer < facere; sentir < sentire).