Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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cadeadocadeado | s. m.
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ca·de·a·do ca·de·a·do
(latim catenatus, -a, -um, acorrentado, encadeado)
substantivo masculino

1. Fechadura móvel, geralmente dotada de uma barra ou aro metálico, que prende ou segura algo e que se abre por meio de chave ou de código.Ver imagem = ALOQUETE, LOQUETE

2. Corrente formada de elos de ferro.

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Dúvidas linguísticas


Trabalho na área de educação, mais especificamente com a filosofia Yôga. Sou professor da Universidade de Yôga e estou precisando da vossa ajuda. A palavra Yôga com acento circunflexo encontra-se nos dicionários de Portugal, mas infelizmente não nos brasileiros. Estou falando do Yôga e não da ioga. O primeiro é uma filosofia milenar com mais de 5000 anos, cuja pronúncia correta é com "o" fechado, já o segundo trata-se de uma terapia que surgiu no Rio de Janeiro na década de sessenta. Os dois são totalmente diferentes, porém apenas a ioga, que é muito mais recente, aparece no dicionário. Não seria útil que este dois nomes, de grafia tão semelhante, estivessem no dicionário? Nos dicionários portugueses a palavra Yoga aparece com "y", mas não com acento circunflexo. Entretanto encontramos a palavra sempre no gênero masculino, indicando uma pronúncia com o "o" fechado, diferentemente do Brasil em que temos apenas a Ioga de gênero feminino.
A questão levantada coloca um problema, frequente nos utilizadores e nos dicionários de língua portuguesa, ao nível da adaptação ao português de palavras estrangeiras, nomeadamente ao nível da ortografia e da atribuição de género.

Em termos de definição de conceitos, não haverá maior rigor do que o de especialistas como o utilizador que colocou esta questão, mas o registo lexicográfico em dicionários de língua obedece também aos textos legais (nomeadamente acordos ortográficos e decretos-lei afins). Assim sendo, e em conformidade, em Portugal, com o Acordo Ortográfico de 1945, ou, no Brasil, com a Lei nº 5765, de 18 de Dezembro de 1971 que aprova alterações na ortografia da língua portuguesa ao Formulário Ortográfico de 1943, foi abolido o acento circunflexo que diferencia palavras homógrafas em que uma tem a vogal aberta e outra tem vogal fechada (casos, por exemplo, de acerto (ê) substantivo e acerto (é), do verbo acertar, ou dos substantivos forma (ô) e forma (ó)), salvo algumas raras excepções definidas nesses textos.

A breve exposição acima não tem o intuito de afirmar incorrecta a transcrição yôga a partir do sânscrito, mas apenas de justificar que em muitos casos as opções dos dicionários de língua, quando registam uma palavra que passa a fazer parte da língua portuguesa, ainda que importada ou adaptada de outra língua, tenham de obedecer às regras de boa ortografia da língua, grafando com o i inicial e sem acento circunflexo o o no contexto acima referido, ainda que a fonética desse o seja /ô/.

Parece ter sido esse o caso da maioria dos dicionários e vocabulários consultados (como é o caso do Dicionário Houaiss, do Dicionário Aurélio, do Vocabulário da Academia Brasileira, para o português do Brasil, ou, para o português de Portugal, do DPLP, do Dicionário de Língua Portuguesa da Porto Editora, do Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa, do Vocabulário de José Pedro Machado). No entanto, o comentário feito parece ser muito pertinente, pois os dicionários não distinguem nas suas definições, entre as formas ioga /ô/ e ioga /ó/.

O outro problema colocado é relativo ao género da palavra, que é problema recorrente na adaptação de estrangeirismos ao português (e aí há frequentemente divergências entre o português de Portugal e o do Brasil, sendo que em Portugal ioga é mais usual no masculino do que no feminino).

Neste aspecto, os dicionários de língua costumam tentar um equilíbrio entre a informação etimológica disponível e o uso que é feito da palavra pelos seus utilizadores, nomeadamente por analogia com outras palavras (apenas um exemplo de um campo totalmente diferente: disquete é palavra feminina no francês original, sendo feminina também no português de Portugal, mas usualmente masculina no português do Brasil). Os resultados são muitas vezes discutíveis e sujeitos a aperfeiçoamento por especialistas, mas provavelmente a classificação menos polémica seria considerar ioga um substantivo masculino ou feminino.




Colibri diz-se: Culibri? ou Colibri (com o som do -o- aberto)? Li que a sílaba acentuada é a última? Sendo aguda, que som tem a sílaba Co-? E porquê, ou seja qual é a regra para a pronunciação desta palavra?
Na questão colocada, está em causa a qualidade da vogal de uma sílaba átona, e não a sua acentuação (a palavra é sempre acentuada na última sílaba: colibri).

A letra o pode corresponder ao som [o], como em avô ou dor, ao som [ɔ], como em avó ou corda, ou ao som [u], como em comida ou carro.

No português europeu, como regra geral (com muitas excepções), as vogais que não pertencem a uma sílaba tónica são elevadas. Por exemplo, no caso da vogal o das palavras corda e cordão, o som [ɔ] (vogal mais baixa) da palavra corda (com acento tónico em cor) passa a pronunciar-se [u] (vogal mais alta) em cordão pois a sílaba tónica passou a ser a última cordão. Esta regra geral pode aplicar-se a colibri (como a sílaba tónica é bri, a sílaba co- pode pronunciar-se [ku]), mas no caso desta palavra, há informação lexical, isto é, relativa à própria palavra e não às regras mais gerais da língua, que faz com que, por motivos etimológicos ou outros, a maioria dos falantes pronuncie [kɔ]libri. Esta é então também a pronúncia registada no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia da Ciências/Verbo e, posteriormente, no Grande Dicionário Língua Portuguesa, da Porto Editora.

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Palavra do dia

can·den·gue can·den·gue
(quimbundo kandengue)
substantivo de dois géneros

[Angola]   [Angola]  Criança ou jovem. = GAROTO, MENINO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/cadeado [consultado em 16-06-2019]