Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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boladabolada | s. f.
boladabolada | s. f.
fem. sing. part. pass. de bolarbolar
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bo·la·da bo·la·da
(bola + -ada)
nome feminino

1. Impulso dado à bola.

2. Pancada com bola (ex.: levar uma bolada na cara).

3. [Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Ocasião, oportunidade.

4. [Artilharia]   [Artilharia]  Parte do canhão entre a boca e os munhões.


desta bolada
[Informal]   [Informal]  Desta vez.


bo·la·da bo·la·da 1
(bolo + -ada)
nome feminino

1. Aposta de diversas pessoas no jogo. = BOLÃO, BOLO

2. Prémio que corresponde a um grande valor em dinheiro. = BOLÃO, BOLO

3. Apropriação indevida de valores. = DESFALQUE, PREJUÍZO, ROMBO


bo·lar bo·lar 2
(bolo + -ar)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

Diz-se da terra argilosa, também chamada bolo-arménio.


bo·lar bo·lar 1 - ConjugarConjugar
(bola + -ar)
verbo transitivo

1. Acertar (no alvo) com a bola. = SERVIR

2. Atingir com bola.

3. Dar a forma de bola a. = ABOLAR, BOLEAR

4. [Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Conceber, inventar (ex.: bolei um plano fantástico).

5. [Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Compreender, entender (ex.: você bolou alguma coisa do que ela escreveu?).

verbo intransitivo

6. [Desporto]   [Esporte]  Lançar a bola em jogo.

7. [Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Ter sucesso ou lucro; ser bem-sucedido. = ACERTAR

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Dúvidas linguísticas


Última crónica de António Lobo Antunes na Visão "Aguentar à bronca", disponível online. 1.º Parágrafo: "Ficaram por ali um bocado no passeio, a conversarem, aborrecidas por os homens repararem menos nelas do que desejavam."; 2.º Parágrafo: "nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos, nunca os tinha visto, claro, mas aí estão eles, a tremerem. Ou são os dedos que tremem?".
Dúvidas: a conversarem ou a conversar? A tremerem ou a tremer?
O uso do infinitivo flexionado (ou pessoal) e do infinitivo não flexionado (ou impessoal) é uma questão controversa da língua portuguesa, sendo mais adequado falar de tendências do que de regras, uma vez que estas nem sempre podem ser aplicadas rigidamente (cf. Celso CUNHA e Lindley CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, p. 482). É também por essa razão que dúvidas como esta são muito frequentes e as respostas raramente podem ser peremptórias.

Em ambas as frases que refere as construções com o infinitivo flexionado são precedidas pela preposição a e estão delimitadas por pontuação. Uma das interpretações possíveis é que se trata de uma oração reduzida de infinitivo, com valor adjectivo explicativo, à semelhança de uma oração gerundiva (ex.: Ficaram por ali um bocado no passeio, a conversarem, aborrecidas [...] = Ficaram por ali um bocado no passeio, conversando, aborrecidas [...]; nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] mas aí estão eles, a tremerem. = nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] mas aí estão eles, tremendo.). Nesse caso, não há uma regra específica e verifica-se uma oscilação no uso do infinitivo flexionado ou não flexionado.

No entanto, se estas construções não estivessem separadas por pontuação do resto da frase, não tivessem valor adjectival e fizessem parte de uma locução verbal, seria obrigatório o uso da forma não flexionada: Ficaram por ali um bocado no passeio a conversar, aborrecidas [...] = Ficaram a conversar por ali um bocado no passeio, aborrecidas [...]; nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] nunca os tinha visto, claro, mas aí estão eles a tremer. = nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] nunca os tinha visto, claro, mas eles aí estão a tremer. Neste caso, a forma flexionada do infinitivo pode ser classificada como agramatical (ex.: *ficaram a conversarem, *estão a tremerem [o asterisco indica agramaticalidade]), uma vez que as marcas de flexão em pessoa e número já estão no verbo auxiliar ou semiauxiliar (no caso, estar e ficar).




No português europeu qual é a forma mais correcta das seguintes frases?
Dúvida 1: Ele sabia como João se deixava convencer por Duarte. ou Ele sabia como João deixava-se convencer por Duarte.
Dúvida 2: O governo nos leva à desgraça. ou O governo leva-nos à desgraça.
Sendo possível que gramaticalmente estejam ambas correctas, decerto haverá uma forma mais aceite, ou não?
No português europeu, se não houver nenhuma palavra que atraia o clítico, a posição canónica deste pronome é depois do verbo, pelo que as frases mais consensuais serão:

O governo leva-nos à desgraça. [não há nenhuma palavra que atraia o clítico]
Ele sabia como João se deixava convencer por Duarte. [a conjunção como atrai o clítico]

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Palavra do dia

mi·rin·go·to·mi·a mi·rin·go·to·mi·a
(latim medieval miringa, do grego mênigks, -iggos, membrana + -tomia)
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]  Incisão cirúrgica na membrana do tímpano.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/bolada [consultado em 07-06-2020]