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banzo

A forma banzopode ser [primeira pessoa singular do presente do indicativo de banzarbanzar], [adjectivoadjetivo] ou [nome masculino].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
banzobanzo
( ban·zo

ban·zo

)
Imagem

Cada uma das duas travessas laterais de uma serra braçal.


nome masculino

1. Cada uma das duas peças paralelas que suportam os degraus de um escada.

2. Cada um dos dois braços longitudinais de uma estrutura ou armação (ex.: banzos do andor; banzos do esquife; banzos da maca).

3. Cada uma das duas travessas laterais de uma serra braçal.Imagem

4. Cada uma das peças longitudinais laterais do bastidor.

5. [Construção] [Construção] Parte horizontal de uma viga metálica, por oposição à alma (ex.: banzo inferior; banzo superior; viga com dois banzos). = MESA

6. [Desporto] [Esporte] Cada uma das peças longitudinais das barras paralelas ou das barras assimétricas.

7. [Portugal: Trás-os-Montes] [Portugal: Trás-os-Montes] Balaústre ou parapeito de varanda.

8. Nostalgia mortal ou patológica dos escravos negros africanos levados para longe da sua terra.


adjectivoadjetivo

9. [Brasil] [Brasil] Que sente tristeza ou surpresa.

etimologiaOrigem etimológica:origem duvidosa.
banzarbanzar
( ban·zar

ban·zar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo intransitivo

1. Ficar espantado (por coisa que não tem fácil explicação).

2. Sentir nostalgia.


verbo transitivo

3. Espantar, surpreender.

etimologiaOrigem etimológica:alteração de balançar.


Dúvidas linguísticas



Como se escreve: quere-la ou querêla?
As grafias quere-la, querê-la e querela são formas parónimas, isto é, formas diferentes com grafia e som semelhantes.

As formas quere-la e querê-la correspondem a formas verbais do verbo querer seguidas do clítico a, na forma -la (o pronome clítico -a assume a forma -la quando a forma verbal que o precede termina em -r, -s ou -z); quere-la pode transcrever-se foneticamente ['k3rilá] e corresponde à segunda pessoa do presente do indicativo (ex.: tu queres a sopa? = quere-la?), enquanto querê-la pode transcrever-se foneticamente [ki'relá] e corresponde ao infinitivo (ex.: para alcançares alguma coisa, tens de querê-la muito).

A grafia querela pode transcrever-se foneticamente [ki'r3lá] e corresponde a um substantivo feminino, cujo significado poderá consultar seguindo a hiperligação para o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.




Escrevo-lhes da Galiza, depois de ter procurado o significado da palavra "galego" no dicionário Priberam. Encontrei uma definição que considero desrespeitosa, e ainda mais na actualidade. Tenham em conta que como cidadãos da Galiza (espanhola ou portuguesa) e utentes da língua comum galego-portuguesa consideramos de muito mau gosto que persistam nos seus dicionários definições de 150 anos atrás que nada têm a ver com que significa ser Galego ou Galega na actualidade.
Agradecia muito que mudassem o conteúdo dessa definição mais ofensivo para os cidadãos galegos.
A função de um dicionário passa por uma descrição dos usos da língua, devendo basear-se essencialmente em factos linguísticos e não estabelecer juízos de valor relativamente a eles, antes apresentá-los o mais objectivamente possível. Em relação às definições da palavra galego, o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) veicula o significado que ela apresenta na língua, mesmo que alguns dos seus significados possam revelar o preconceito ou a discriminação presentes no uso da língua.

As acepções que considera injuriosas têm curso actualmente em Portugal (como se pode verificar através de pesquisa em corpora e em motores de busca na internet), sendo usadas em registos informais e com intenções pejorativas, estando registadas, para além do DPLP, nas principais obras lexicográficas de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Academia das Ciências de Lisboa/Verbo, 2001) ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (edição brasileira da Editora Objetiva, 2001; edição portuguesa do Círculo de Leitores, 2002). O DPLP não pode omitir ou branquear determinados significados, independentemente das convicções de cada lexicógrafo ou utilizador do dicionário.

Como acontece com qualquer palavra, o uso destas acepções de galego decorre da selecção feita pelo utilizador da língua, consoante o registo de língua e o conhecimento das situações de comunicação e dos códigos de conduta social. O preconceito não pode ser imputado ao dicionário, que se deve limitar a registar o uso (daí as indicações de registo informal [Infrm.] e depreciativo [Deprec.]). Este não é, na língua portuguesa ou em qualquer outra língua, um caso único, pois as línguas, enquanto sistemas de comunicação, veiculam também os preconceitos da cultura em que se inserem.

Esta reflexão também se aplica a outros exemplos, como o uso dos chamados palavrões, ou tabuísmos, cuja utilização em determinadas situações é considerada altamente reprovável, ou ainda de palavras que têm acepções depreciativas no que se refere a distinções sexuais, religiosas, étnicas, etc.