PT
BR
Pesquisar
Definições



autodeclaração

A forma autodeclaraçãopode ser [derivação feminino singular de autodeclararautodeclarar] ou [nome feminino].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
autodeclaraçãoautodeclaração
( au·to·de·cla·ra·ção

au·to·de·cla·ra·ção

)


nome feminino

Declaração em que alguém declara algo sobre si mesmo (ex.: autodeclaração de doença).

etimologiaOrigem etimológica:auto + declaração.
autodeclararautodeclarar
( au·to·de·cla·rar

au·to·de·cla·rar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo pronominal

Declarar algo sobre si mesmo; fazer uma autodeclaração (ex.: autodeclarou-se presidente logo depois do golpe de Estado).

etimologiaOrigem etimológica:auto- + declarar.
Nota: Usa-se apenas como verbo pronominal.

Esta palavra no dicionário



Dúvidas linguísticas



Pretendo saber como se lê a palavra ridículo. Há quem diga que se lê da forma que se escreve e há quem diga que se lê redículo. Assim como as palavras ministro e vizinho, onde também tenho a mesma dúvida.
A dissimilação, fenómeno fonético que torna diferentes dois ou mais segmentos fonéticos iguais ou semelhantes, é muito frequente em português europeu.

O caso da pronúncia do primeiro i não como o habitual [i] mas como [i] (idêntico à pronúncia de se ou de) na palavra ridículo é apenas um exemplo de dissimilação entre dois sons [i].

O mesmo fenómeno pode acontecer nos casos de civil, esquisito, feminino, Filipe, imbecilidade, medicina, militar, milímetro, ministro, príncipe, sacrifício, santificado, Virgílio, visita, vizinho (o segmento destacado é o que pode sofrer dissimilação), onde se pode verificar que a modificação nunca ocorre na vogal da sílaba tónica ou com acento secundário, mas nas vogais de sílabas átonas que sofrem enfraquecimento.

A este respeito, convém referir que alguns dicionários de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (Verbo, 2001) ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto Editora, 2004), apresentam transcrição fonética das palavras. Podemos verificar que nestas obras de referência, a transcrição não é uniforme. No dicionário da Academia das Ciências, estas palavras são transcritas de forma quase sistemática sem dissimilação, mas a palavra príncipe é transcrita como prínc[i]pe. No dicionário da Porto editora, algumas destas palavras são transcritas com e sem dissimilação, por esta ordem, como em feminino, medicina, militar, ministro ou vizinho, mas a palavra esquisito é transcrita com a forma sem dissimilação em primeiro lugar, enquanto as palavras civil, príncipe, sacrifício e visita são transcritas apenas sem dissimilação.

Em conclusão, nestes contextos, é possível encontrar no português europeu as duas pronúncias, com e sem dissimilação, sendo que em alguns casos parece mais rara e noutros não. A pronúncia destas e de outras palavras não obedece a critérios de correcção, pois não se trata de uma pronúncia correcta ou incorrecta, mas de variações de pronúncia relacionadas com o dialecto ou o sociolecto do falante. Assim, nos exemplos acima apresentados é igualmente correcta a pronúncia dos segmentos assinalados como [i] ou [i].




Muito agradecia que me esclarecessem se esta frase é correcta, em termos de pontuação (trata-se de uma tradução de um texto inglês, em que o discurso, assinalado entre aspas, esta na mesma linha): O Raposo reagiu imediatamente: - Como se atreve! - disse ele. Não sabe que eu sou o Rei da Floresta? Note-se que a minha questão tem a ver com a colocação do travessão a seguir aos dois pontos, sem mudar de linha.
Os dois pontos, o parágrafo, o travessão e as aspas são maneiras de assinalar graficamente o discurso directo. Não há, contudo, obrigatoriedade de uso simultâneo de todos estes recursos, pelo que a frase apontada está correcta.

Sobre assuntos relacionados, poderá consultar também as respostas travessão/ponto de interrogação combinado com ponto de exclamação e discurso directo, discurso indirecto e discurso indirecto livre.