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arrebite

A forma arrebitepode ser [primeira pessoa singular do presente do conjuntivo de arrebitararrebitar], [terceira pessoa singular do imperativo de arrebitararrebitar], [terceira pessoa singular do presente do conjuntivo de arrebitararrebitar] ou [nome masculino].

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arrebitearrebite
( ar·re·bi·te

ar·re·bi·te

)


nome masculino

1. Cabeça que se faz na ponta da cavilha depois desta estar colocada no seu lugar. = REBITE

2. Cavilha de cabeça que se emprega para manter uma peça de metal fixa em outra. = REBITE

3. [Portugal: Minho] [Portugal: Minho] Criança muito viva e esperta.

etimologiaOrigem etimológica:árabe ar-ribat, laço, atadura.
arrebitararrebitar
( ar·re·bi·tar

ar·re·bi·tar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo e pronominal

1. Virar ou virar-se para cima a ponta ou a extremidade. = REBITAR, RECURVAR, REVIRAR


verbo transitivo, intransitivo e pronominal

2. Pôr ou ficar na vertical. = ALÇAR, IÇAR, LEVANTARBAIXAR

3. [Informal] [Informal] Dar ou ganhar ânimo, força, vitalidade. = ANIMAR, ESPEVITARDESANIMAR


verbo pronominal

4. Mostrar-se arrogante, soberbo.

5. [Informal] [Informal] Ficar ofendido ou furioso. = ABESPINHAR-SE, AGASTAR-SE, EMPERTIGAR-SE

etimologiaOrigem etimológica:arrebite + -ar.

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Anagramas



Dúvidas linguísticas



Na frase Os únicos defeitos dela são ser chata e teimosa estou em dúvida quanto ao uso da palavra único no plural.
O substantivo defeito é masculino (ex.: o copo tem um defeito) e o adjectivo único concorda em género e número com o substantivo que modifica (ex.: nestas férias não leu um único livro, vendeu as únicas jóias que possuía), pelo que a frase Os únicos defeitos dela são ser chata e teimosa está correcta.



Li o texto do Acordo Ortográfico de 1990 e outros textos sobre o assunto, e tomava a liberdade de perguntar qual a posição da Priberam relativamente aos prefixos sub-, ad- e ab- quando seguidos por palavra iniciada por r cuja sílaba não se liga foneticamente com o prefixo. Concretizando: sub-rogar ou subrogar; ad-rogar ou adrogar; ab-rogar ou abrogar? O Acordo, aparentemente, é omisso quanto à matéria, e já vimos opções diferentes da por vós tomada na versão 7 do FLIP.
O texto legal do Acordo Ortográfico de 1990 (base XVI) é, de facto, omisso relativamente ao uso de hífen com prefixos terminados em consoantes oclusivas (como ab-, ad- ou sub-) quando o segundo elemento da palavra se inicia por r (como em ab-rogar, ad-rogar ou sub-rogar). Para que seja mantida a pronúncia [R] (como em carro) do segundo elemento, terá de manter-se o hífen, pois os casos de ab-r, ad-r, ob-r, sob-r, sub-r e afins são os únicos casos na língua em que há os grupos br ou dr (que se podiam juntar a cr, fr, gr, pr, tr e vr) sem que a consoante seja uma vibrante alveolar ([r], como em caro ou abrir). Se estas palavras não contiverem hífen, o r ligar-se-á à consoante que o precede e passará de vibrante velar (ex.: ab[R], sub[R]) a vibrante alveolar (ex.: ab[r], sub[r]). Não se pode, por isso, alterar a fonética por causa da ortografia, nem alterar a grafia, criando uma excepção ortográfica, só porque o legislador/relator ou afim escamoteou ou esqueceu este caso. O argumento de que a opção de manter o hífen nestes casos segue o espírito do acordo pode reforçar-se se olharmos, por exemplo, para os casos dos elementos de formação circum- e pan-, onde não se criam excepções à estrutura silábica, nem à pronúncia (cf. circum-escolar e não circumescolar; pan-africano e não panafricano).
Pelos motivos expostos, a opção da Priberam é manter o hífen nos casos descritos.