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faminto

Diz-se do animal faminto ou mal alimentado....


esgalgado | adj.

Que tem feitio esguio de galgo....


rafado | adj.

Faminto; pobre....


famaco | adj.

Que tem muita fome....


faminto | adj.

Que tem muita fome....


arado | n. m. | adj.

Instrumento rústico para lavrar a terra....


escanzelado | adj. n. m.

Que ou quem é muito magro ou faminto....


esganado | adj. n. m.

Sovina; somítico; faminto....


desafaimar | v. tr.

Dar de comer (ao faminto); matar a fome....


famélico | adj.

Que tem muita fome (ex.: gata famélica)....




Dúvidas linguísticas



A descrição de "cigano" no Dicionário Priberam, entre outras coisas, diz que os ciganos são trapaceiros. Isto não devia ser revisto por ser preconceituoso?
Um dicionário deve ter palavras e sentidos que podem insultar ou ofender? Além de "cigano", palavras como "galego", "monhé", "judeu", "preto", "fufa" ou "paneleiro"?
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) não diz que os ciganos são trapaceiros; o que se apresenta é, entre outras acepções, um uso real, ainda que potencialmente ofensivo, da palavra cigano como sinónimo de trapaceiro, o que é substancialmente diferente.

A lexicografia actual assume que um dicionário deve seguir uma abordagem descritiva na selecção das palavras e na forma como as define, usando nomeadamente um conjunto de etiquetas ou sinais para assinalar níveis de língua (como linguagem informal ou calão) ou usos específicos (como expressões depreciativas ou insultuosas), não devendo o autor ou editor do dicionário impor a sua opinião sobre o uso da língua.

Por outras palavras, a função de um dicionário passa por uma descrição dos usos da língua, devendo basear-se essencialmente em factos linguísticos e não estabelecer juízos de valor relativamente a eles, antes apresentá-los o mais objectivamente possível. Em relação às definições da palavra cigano, o DPLP veicula o significado que ela apresenta na língua, mesmo que alguns dos seus significados possam revelar o preconceito ou a discriminação presentes no uso da língua.

A acepção que se considera preconceituosa tem curso actualmente em Portugal (como se pode verificar através de pesquisa em corpora e em motores de busca na internet), sendo usada em registos informais e com intenções pejorativas, estando registada, para além de no DPLP, nas principais obras lexicográficas de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Academia das Ciências de Lisboa/Verbo, 2001) ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (edição brasileira da Editora Objetiva, 2001; edição portuguesa do Círculo de Leitores, 2002). O DPLP não pode omitir ou branquear determinados significados, independentemente das convicções de cada lexicógrafo ou utilizador do dicionário.

Como acontece com qualquer palavra, o uso desta acepção de cigano decorre da selecção feita por cada utilizador da língua, consoante o registo de língua e o conhecimento das situações de comunicação e dos códigos de conduta social. O preconceito não pode ser imputado ao dicionário, que se deve limitar a registar o uso (daí as indicações de registo pejorativo [Pejor.]). Este não é, na língua portuguesa ou em qualquer outra língua, um caso único, pois as línguas, enquanto sistemas de comunicação, veiculam também os preconceitos da cultura em que se inserem.

Esta reflexão também se aplica a outros exemplos, como o uso dos chamados palavrões, ou tabuísmos, cuja utilização em determinadas situações é considerada altamente reprovável, ou ainda de palavras que têm acepções depreciativas no que se refere a distinções sexuais, religiosas, étnicas, etc.

Ao alertar para termos e empregos preconceituosos, informais ou obscenos, muitas vezes desconhecidos dos falantes, seja porque pertencem a diferentes enquadramentos socioculturais, seja porque são falantes estrangeiros, os dicionários estão a alertar os consulentes para a possibilidade de usarem linguagem ofensiva ou de ferirem as susceptibilidades de outros falantes.




Gostaria de saber se as palavras alocar e alocação são bom português. Gostava de usá-la como sinómino de distribuição, mas tenho dúvidas.
Os termos alocar e alocação surgem averbados no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa e noutros dicionários, como sejam o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa ou o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Segundo estes dicionários, o verbo alocar significa (i) “colocar num determinado lugar de uma sequência de lugares”, (ii) “destinar, distribuir verbas ou recursos para um fim ou uma entidade” e (iii) “reservar espaço de memória para programas ou procedimentos informáticos”. O substantivo alocação corresponde à nominalização do verbo alocar, sendo sobretudo usado nas acepções de informática (iii; ex. a alocação dinâmica de memória é uma característica de certas linguagens de programação) e de economia (ii; ex.: a alocação de recursos não é um processo simples).

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