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faca

cultriforme | adj. 2 g.

Que tem forma de lâmina de faca....


faca | n. f.

Que é pesado ou constrangedor (ex.: ambiente de cortar à faca)....


fuzil | n. m. | n. m. pl.

Peça cilíndrica de aço em que se afiam facas....


facalhaz | n. m.

O mesmo que facalhão....


facaneia | n. f.

Cavalgadura de porte regular, mansa e elegante....


facão | n. m.

Grande faca....


pajeu | n. m.

Faca de ponta....


peixeira | n. f.

Faca com lâmina larga, usada para cortar peixe....


trinchante | adj. 2 g. | n. m.

Grande faca própria para trinchar....


xerengue | n. m.

Faca velha e inútil....


canindé | n. m.

Tipo de faca comprida e afiada usada no sertão do Ceará....


catana | n. f.

Faca comprida e larga....


cutela | n. f.

Faca grande de cozinha ou açougue....


cutelo | n. m. | n. m. pl.

Faca de tijoleiro....


cultrirrostro | adj. | n. m. pl.

Cujo bico tem a forma de faca....


peixeirada | n. f.

Golpe feito com peixeira, tipo de faca (ex.: morreu com várias peixeiradas no peito)....



Dúvidas linguísticas



A minha dúvida é a respeito da etimologia de determinadas palavras cuja raiz é de origem latina, por ex. bondade, sensibilidade, depressão, etc. No Dicionário Priberam elas aparecem com a terminação nominativa mas noutros dicionários parece-me que estão na terminação ablativa e não nominativa. Gostaria que me esclarecessem.
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa regista, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas que são normalmente enunciadas na forma do nominativo, seguida do genitivo: bonitas, bonitatis (ou bonitas, -atis); sensibilitas, sensibilitatis (ou sensibilitas, -atis) e depressio, depressionis (ou depressio, -onis).

Noutros dicionários gerais de língua portuguesa, é muito usual o registo da etimologia latina através da forma do acusativo sem a desinência -m (não se trata, como à primeira vista pode parecer, do ablativo). Isto acontece por ser o acusativo o caso lexicogénico, isto é, o caso latino que deu origem à maioria das palavras do português, e por, na evolução do latim para o português, o -m da desinência acusativa ter invariavelmente desaparecido. Assim, alguns dicionários registam, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas bonitate, sensibilitate e depressione, que foram extrapoladas, respectivamente, dos acusativos bonitatem, sensibilitatem e depressionem.

Esta opção de apresentar o acusativo apocopado pode causar alguma perplexidade nos consulentes dos dicionários, que depois não encontram estas formas em dicionários de latim. Alguns dicionários optam por assinalar a queda do -m, colocando um hífen no final do étimo latino (ex.: bonitate-, sensibilitate-, depressione-). Outros, mais raros, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa optaram por enunciar os étimos latinos (ex.: bonitas, -atis; sensibilitas, -atis, depressio, -onis), não os apresentando como a maioria dos dicionários; o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa não enuncia o étimo latino dos verbos, referenciando apenas a forma do infinitivo (ex.: fazer < facere; sentir < sentire).




Gostaria de saber a procedência da palavra bruxismo.

Existem duas palavras bruxismo, com origens e com pronúncias diferentes.

A palavra bruxismo (leia-se -ch-) deriva de bruxa + -ismo e significa “crença em bruxas e em bruxarias”.

A palavra bruxismo (leia-se -cs-), aportuguesamento do inglês bruxism (que, por sua vez é um composto erudito formado a partir do grego brúkhein “ranger os dentes” mais o sufixo -ism), é usada no domínio da medicina para designar “acção de rilhar os dentes durante o sono”.


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