Dicionário Priberam Online de Português Contemporâneo
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Pesquisa por "deixá-lo" nas definições

abandonar | v. tr. | v. pron.
    Deixar ao desamparo; deixar só....

abespinhar | v. tr. e pron.
    Deixar ou ficar zangado....

ablactar | v. tr.
    Deixar de amamentar; suspender a amamentação de....

adiáfano | adj.
    Que não deixa passar luz (ex.: material adiáfano)....

adilar | v. tr.
    Deixar a terra de adil ou de pousio; alqueivar....

abrir | v. tr. | v. intr. | v. pron.
    Fazer cessar o estado de fechado (ex.: abri as janelas)....

afectar | v. tr. | v. pron.
    Fingir ter....

aclasto | adj.
    Que deixa passar a luz sem reflexão....

acromático | adj.
    Que deixa ver os objectos sem irisação....

aliquanta | adj. f.
    Diz-se da parte que não divide o todo sem deixar resto....

admitir | v. tr.
    Consentir a aproximação ou a entrada de....

alcalizar | v. tr.
    Extrair (de um sal neutro) a parte ácida, para lhe deixar só a alcalina; alcalinizar....

afogar | v. tr. | v. intr.
    Fazer morrer debaixo de água....

amarfanhar | v. tr. e pron. | v. tr.
    Deixar ou ficar marcado por dobras ou rugas....

ananicar | v. tr. e pron.
    Tornar ou ficar anão ou nanico....

anãzar | v. tr. e pron.
    Tornar ou ficar anão....

amolar | v. tr. | v. pron. | v. tr., intr. e pron.
    Afiar no rebolo....

Dúvidas linguísticas


Pelo menos em termos náuticos, sempre ouvi designar HÉLICE como s.m. Nas minhas consultas, encontrei esta explicação : ..."Na verdade o termo se diferencia quanto ao seu uso. Concordo que se for tratar de geometria helicoidal o correto é feminino e quando tratamos da anatomia é masculino. Porém no caso da utilização náutica ou aeronáutica é usado no masculino se o meio fluido for líquido, e feminino se o meio fluido for gasoso. Ou seja, para a náutica usa-se "O hélice" e para a aeronáutica "A hélice".
Será que me podem ajudar ?
O género da palavra hélice não é consensualmente registado nas principais obras lexicográficas de referência e levanta várias questões problemáticas.

O Vocabulário da Língua Portuguesa (Coimbra: Coimbra Editora, 1966), de Rebelo Gonçalves, considerado uma das referências máximas na lexicografia portuguesa, regista hélice apenas como substantivo feminino, respeitando o étimo latino feminino helix, -icis com a seguinte nota em aditamento “Corrente, mas etimologicamente inexacto, o gén. masc.”.

Já o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras (São Paulo: Global, 2009; versão online disponível em: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23) classifica a palavra hélice como “s. f. s.2g.”, ou seja, como substantivo feminino e como substantivo de dois géneros (masculino e feminino).

Por sua vez, o Grande Vocabulário da Língua Portuguesa (Lisboa: Âncora Editora, 2001), de José Pedro Machado, regista hélice com indicação: “s. m. e s. f. , este o género preferível”. No entanto, em dicionários coordenados por este filólogo, como o Grande Dicionário da Língua Portuguesa (Porto: Amigos do Livro Editores, 1981), a palavra hélice surge classificada como “s. m. e f.”, classificação válida para todo o verbete. O Dicionário Lello Prático Ilustrado (Porto: Lello Editores, 2004) segue a mesma opção.

Se não parece haver dúvidas quanto à inexactidão do emprego do masculino por razões etimológicas (em latim, helix, -icis é feminino, tal como é feminino o grego héliks, -ikos, de que deriva), o mesmo já não parece suceder por razões de uso real da palavra. Por essa razão, alguns dicionários registam hélice como palavra feminina em alguns sentidos, mas masculina noutros [ver Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa / Editorial Verbo, 2001), Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (Lisboa: Círculo de Leitores, 2002) ou Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (Curitiba: Positivo, 2004), por exemplo]. Outras obras lexicográficas optaram por registar hélice como palavra feminina mas com indicação de “s. m. ou f.” em algumas acepções [ver Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto: Porto Editora, 2004), por exemplo].

Para tornar a questão ainda mais complexa, podemos referir que todos os dicionários consultados que registam a acepção de hélice relativa à anatomia, isto é, ao rebordo exterior do pavilhão da orelha, o fazem com a classificação de substantivo masculino (nesta acepção, a palavra é sinónima de hélix, vocábulo com a mesma etimologia, classificado unanimemente pelos dicionários como substantivo masculino). Esta unanimidade só pode ser explicada por uma tradição lexicográfica acrítica, pois uma palavra como antélice, que se refere também a uma estrutura anatómica da orelha, e que deriva de uma formação grega, é por sua vez classificada como substantivo feminino.

Pesquisas em corpora e em motores de busca revelam a flutuação de género de hélice mas, do ponto de vista lexicográfico, esta não pode ser justificação lógica para registar a palavra como masculina apenas em alguns sentidos. A ser seguido o critério do uso para justificar a classificação como palavra feminina ou masculina, ele teria de ser aplicado a todos os sentidos da palavra, pois há também ocorrências significativas de hélice como palavra masculina no campo da aeronáutica ou noutros contextos menos marcados do ponto de vista terminológico (ex.: a/o hélice da ventoinha está partida/o).

Pode dizer-se como conclusão que, face ao exposto acima, o uso de hélice como substantivo feminino é sempre defensável (excepto no campo da anatomia, por motivos terminológicos muito específicos). A argumentação de que a palavra é masculina no domínio da náutica e feminina no da aeronáutica parece carecer de fundamento lógico, uma vez que se trata do mesmo tipo de mecanismo; a haver uma oscilação de género, ela ocorre com os vários sentidos da palavra.




É correcto dizer Explicações do 5º ao 12º anos?
A expressão a usar deverá ser preferencialmente explicações do 5.º ao 12.º ano.

Trata-se de uma expressão para indicar um intervalo que tem como limites o 5.º ano e o 12.º ano, em dois sintagmas nominais diferentes, com utilização da preposição de em correlação com a preposição a. A expressão será equivalente a explicações do 5.º ano ao 12.º ano, sem a elisão (usual para evitar repetição) da primeira referência a ano, pelo que, do ponto de vista lógico, não há motivo para colocar ano no plural, pois serão sempre dois sintagmas diferentes, um indicando o limite inicial e outro o limite final.

Esta dúvida surge provavelmente por analogia com outras construções em que há dois ou mais sintagmas nominais que desempenham exactamente a mesma função gramatical, nomeadamente estruturas de coordenação, copulativas (ex.: o 5.º e 6.º anos não tiveram aulas) ou disjuntivas (ex.: a ficha destina-se ao 5.º ou 6.º anos), em que os sintagmas nominais podem inclusivamente ser substituídos por um único grupo nominal ou pronome (ex.: esses anos não tiveram aulas; a ficha destina-se a ambos os anos). O mesmo tipo de substituição não pode ser feito no exemplo referido na questão colocada, pois perder-se-ia a indicação dos limites.

Palavra do dia

quart·zo quart·zo


(francês quartz, do alemão Quarz)
nome masculino

[Mineralogia]   [Mineralogia]  Mineral duro e cristalino, composto de sílica, geralmente branco ou incolor e com brilho vítreo. = QUARÇO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/Pesquisar/deix%C3%A1-lo [consultado em 21-01-2022]