Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Pesquisa por "camarão" nas definições

gapuiar | v. intr.
    Apanhar camarões nas pequenas lagoas....

camarão | n. m.
    Pequeno crustáceo decápode, macruro, comestível, muito frequente junto à costa marítima portuguesa, rias e embocaduras dos rios....

chilrão | n. m.
    Rede para camarões....

gamba | n. f.
    Designação dada a várias espécies de camarão....

palémon | n. m.
    Género de macruros a que pertence o camarão....

peneira | n. f. | n. 2 g. | n. f. pl.
    Aparelho para pescar camarão....

xinxim | n. m.
    Guisado de carne em óleo de palma, com camarões, amendoim e caju (ex.: xinxim de galinha)....

tacacá | n. m.
    Caldo feito de goma de mandioca, camarões, tucupi, jambu e outros condimentos....

decápode | adj. 2 g. | n. m. | n. m. pl.
    Que tem dez pés....

caril | n. m.
    Prato preparado com esse condimento (ex.: caril de camarão; caril de legumes)....

caruru | n. m.
    Nome de certas plantas da família das amarantáceas, comuns no Brasil....

marinheiro | n. m. | adj.
    Espécie de camarão encontrado no Brasil....

picha | n. f.
    Camarão pequeno....

rissol | n. m.
    Pastel com recheio de carne, peixe, legumes ou outros ingredientes, feito de massa de farinha de trigo cozida, panado e, geralmente, frito (ex.: rissóis de camarão). [Equivalente no português do Brasil: rissole.]...

talharim | n. m.
    Prato feito com essa massa alimentícia (ex.: jantaram talharim com molho de camarão)....

krill | n. m.
    Designação vulgar dada a vários pequenos crustáceos, semelhantes ao camarão, que fazem parte do zooplâncton e constituem alimento de animais maiores, nomeadamente de baleias....

matapa | n. m.
    Prato feito com folhas picadas de mandioca, ou de outros vegetais, misturadas com amendoim em pó e geralmente cozinhadas com caranguejo ou camarão....

mucapata | n. f.
    Prato zambeziano, feito à base de feijão-mungo cozido com arroz e leite de coco (ex.: mucapata com camarão grelhado)....

Dúvidas linguísticas


Quando se pretende designar o acto de nivelar, o termo nivelagem está correcto?
A palavra nivelagem encontra-se correctamente formada, a partir da aposição do sufixo -agem ao verbo nivelar, apesar de não se encontrar registada em nenhum dos dicionários de língua portuguesa à nossa disposição. Há, no entanto, outras palavras que designam o acto de nivelar e que se encontram dicionarizadas, como nivelamento ou nivelação, apresentando maior número de ocorrências em corpora e motores de pesquisa na Internet.



Tendo em conta as duas grafias do nome do escritor Eça de Queiroz/Queirós, e sendo certo que a original é a primeira, com z e sem acento, o adjectivo queiroziano, assim grafado, poder-se-ia considerar incorrecto? Não vejo porquê, apesar de só se encontrar, em vários dicionários, queirosiano como derivado de uma actualização (indevida porque desnecessária) do supracitado escritor...
A ortografia do português, como a ortografia de qualquer língua, é um conjunto de regras convencionadas e artificiais que procuram reflectir o sistema fonológico e morfológico da língua, em muitos casos com invocação de motivos etimológicos, desconhecidos da maioria dos utilizadores da língua. A ortografia portuguesa só começou a ter alguma estabilidade a partir do final do séc. XIX, com o início das reformas ortográficas. A instabilidade anterior a esta altura poderá facilmente ser verificada em textos antigos, em dicionários etimológicos ou em dicionários com formas históricas, como o Dicionário Houaiss (edição brasileira da Editora Objetiva, 2001; edição portuguesa do Círculo de Leitores, 2002). Por este motivo, é possível encontrar casos, até no séc. XX, de grafias que nos parecerão muito estranhas, atendendo à ortografia actual, fixada sobretudo a partir da década de 40 do séc. XX, com o Acordo Ortográfico de 1945, para o português europeu e com o Formulário Ortográfico de 1943, para o português do Brasil.

O caso do antropónimo Queiroz/Queirós é um exemplo de tentativa de uniformização ortográfica através da base V do Acordo Ortográfico de 1945, onde se pode ler: “Dada a homofonia existente entre certas consoantes, torna-se necessário diferençar os seus empregos gráficos, que fundamentalmente se regulam pela etimologia e pela história das palavras. É certo que a variedade das condições em que se fixam na escrita as consoantes homófonas nem sempre permite fácil diferenciação de todos os casos em que se deve empregar uma consoante e daqueles em que, diversamente, se deve empregar outra, ou outras, do mesmo som; mas é indispensável, apesar disso, ter presente a noção teórica dos vários tipos de consoantes homófonas e fixar praticamente, até onde for possível, os seus usos gráficos, que nos casos especiais ou dificultosos a prática do Idioma e a consulta do vocabulário ou do dicionário irão ensinando. [...] 5.° Distinção entre s final de palavra e x e z idênticos: aguarrás, aliás, anis, após, atrás, através, Avis, Brás, Dinis, Garcês, gás, Gerês, Inês, íris, Jesus, jus, lápis, Luís, país, português, Queirós, quis, retrós, resvés, revés, Tomás, Valdês [...].”

Este antropónimo tem origem, segundo o Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa de José Pedro Machado (Lisboa, Livros Horizonte, 2003), no topónimo Queirós (nas regiões de Barcelos, Lisboa, Seia e Torres Novas), que por sua vez derivará do substantivo comum queiró. A forma Queirós, além de referida no texto do Acordo Ortográfico, está também atestada em várias obras de referência para a língua portuguesa da norma europeia, nomeadamente no Vocabulário da Língua Portuguesa de Rebelo GONÇALVES (Coimbra, Coimbra Editora, 1966) e no Grande Vocabulário da Língua Portuguesa de José Pedro MACHADO (Lisboa, Âncora Editora, 2001), sendo que nenhuma delas atesta a forma Queiroz.

Refira-se adicionalmente que o intervalo de vida de Eça de Queirós (1845-1900) é anterior aos principais movimentos reformistas da ortografia, que procuraram e procuram maior uniformidade na aplicação de regras (a este respeito, é muito interessante a consulta de A Demanda da Ortografia Portuguesa, de Ivo CASTRO, Inês DUARTE e Isabel LEIRIA [Lisboa: Ed. João Sá da Costa, 1987]).

Neste caso, e em muitos outros de antropónimos registados antes do acordo de 1945, é possível o uso de ortografias divergentes daquelas preconizadas pelo acordo, pois este prevê, na sua base L, que se possa conservar a “grafia de nomes próprios adoptada pelos seus possuidores nas respectivas assinaturas”, assim como de “firmas comerciais, sociedades, marcas e títulos”. Se isto se pode aplicar a Queiroz e a outros nomes próprios, não poderá, porém, aplicar-se aos seus derivados, que deverão respeitar as regras da ortografia em vigor. Por este motivo, as formas aconselhadas dos derivados deverão grafar-se com s (ex. queirosiano, queirosianismo, queirosianista), tal como poderá constatar em dicionários de língua portuguesa.

O Acordo Ortográfico de 1990 não altera nada a este respeito.

Palavra do dia

es·ti·pen·di·ar es·ti·pen·di·ar

- ConjugarConjugar

(latim stipendior, -ari, receber pagamento, estar a soldo)
verbo transitivo

Dar estipêndio ou recompensa pecuniária a alguém por um serviço. = ASSALARIAR, ASSOLDADAR, REMUNERAR

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/Pesquisar/camar%C3%A3o [consultado em 06-05-2021]