Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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1ª pess. pl. pres. ind. de aviravir
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

a·vir a·vir - ConjugarConjugar
verbo transitivo

1. Conciliar, pôr de acordo.

verbo intransitivo

2. Suceder, acontecer.

verbo pronominal

3. Arranjar-se como puder.

4. Portar-se.

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Dúvidas linguísticas


Questiona-se muito, nos dias de hoje, a existência ou não, na língua portuguesa, da locução Na medida em que. Afinal é uma expressão que existe ou não?
A locução na medida em que vem registada em dicionários de língua que habitualmente registam locuções nos seus verbetes (por exemplo, no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciência/Verbo, 2001 e no Dicionário Houaiss, do Círculo de Leitores, 2002). Não há qualquer razão linguística para não usar a referida locução, a não ser a sensibilidade e a capacidade de opção do utilizador da língua.



O substantivo "primeiro-ministro" pode ser flexionado para "primeira-ministra" ? Li esta expressão em um site do Governo do Brasil, e achei um bocado estranha: "2012 – Visita ao Brasil da Primeira-Ministra Julia Gillard. Relações bilaterais elevadas ao nível de Parceria Estratégica"
Presentemente, a palavra primeiro-ministro designa um chefe de governo do sexo masculino (ex.: O primeiro-ministro falou à imprensa) e a palavra primeira-ministra designa um chefe de governo do sexo feminino (ex.: A primeira-ministra reuniu-se com o presidente da república).

A hesitação na utilização do termo masculino primeiro-ministro para designar um referente feminino (ex.: A primeiro-ministro da Noruega é da mesma opinião) resulta do facto de esse cargo ter sido, durante muitos anos, maioritariamente desempenhado por pessoas do sexo masculino, tal como muitas outras profissões (ex.: juiz, presidente, etc.). As palavras designativas destes cargos foram sendo registadas na tradição lexicográfica como substantivos masculinos, reflectindo esse facto.

Porém, à medida que a sociedade em que vivemos se vai alterando, torna-se necessário designar novas realidades, como seja o caso da feminização dos nomes de algumas profissões, decorrente do acesso da população feminina a tais cargos. Por exemplo, as palavras chefe, presidente, comandante passaram a ser usadas e registadas nos dicionários como substantivos comuns de dois, ou seja, com uma mesma forma para os dois géneros, sendo o feminino ou o masculino indicado nos determinantes com que coocorrem, que flexionam em género, consoante o sexo do referente: havia o chefe e passou a haver a chefe (veja-se, a este propósito, a dúvida relativa a capataz). De igual modo, surgiram primeiras-ministras, juízas, deputadas, vereadoras, governadoras, engenheiras, etc. No primeiro caso optou-se por formas invariáveis, no último, por formas flexionáveis.

Pode persistir alguma resistência na aceitação destes termos flexionados. No entanto, a estranheza inicial de uma forma flexionada como primeira-ministra tem-se esbatido à medida que estas palavras surgem regularmente na imprensa escrita e falada. Prova disto é o número de ocorrências da forma feminina em corpora e nos resultados dos motores de busca na Internet.

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Palavra do dia

qui·es·cen·te qui·es·cen·te
(latim quiescens, -entis, particípio presente de quiesco, -ere, repousar, descansar; estar calmo)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

Que descansa; que está em sossego. = QUIETO, TRANQUILO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/Avimos [consultado em 23-09-2020]