Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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átomosátomos | s. m. pl.
masc. pl. de átomoátomo
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á·to·mos á·to·mos
nome masculino plural

Corpúsculos levíssimos que se vêem no espaço quando banhados por uma réstia de luz.


á·to·mo á·to·mo
nome masculino

1. Partícula que se considerava o último grau da divisão da matéria e que actualmente é considerada como tendo uma grande complexidade de funções.

2. [Figurado]   [Figurado]  Coisa tenuíssima; insignificância.

3. Momento, ocasião, instante.

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Dúvidas linguísticas


...para um dia ser de vossa utilidade. Gostaria de saber se na frase acima o emprego do pronome vossa é errado.
Se não analisarmos o contexto, não há nenhuma incorrecção no fragmento frásico que nos apresenta, pois o pronome pessoal vossa pode dizer respeito à segunda pessoa do plural (vós), inferindo-se que essa é a forma de tratamento utilizada (ex.: Aprendei [vós] esta lição, para um dia ser de vossa utilidade).

Deduzimos, no entanto, que a dúvida diz respeito à utilização do pronome de segunda pessoa vosso no contexto de um tratamento por vocês, que corresponde a uma terceira pessoa gramatical.

Esta utilização é muito comum e está a ser cada vez mais aceite, apesar de ser desaconselhada por alguns gramáticos, que aconselhariam o uso do pronome seu, sua no mesmo contexto (ex.: Aprendam [vocês] esta lição, para um dia ser de sua utilidade).

O Dicionário da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa, por exemplo, apesar de registar no verbete vosso que este pronome é usado no tratamento por vós e no tratamento por vocês observa que "no uso mais purista da língua, aconselha-se seu, sua em vez de vosso, vossa para o tratamento por vocês".




A minha dúvida é relativa ao novo Acordo Ortográfico: gostava que me esclarecessem porque é que "lusodescendente" escreve-se sem hífen e "luso-brasileiro", "luso-americano" escreve-se com hífen. É que é um pouco difícil de se compreender, e já me informei com algumas pessoas que não me souberam dizer o porquê de ser assim. Espero uma resposta de vossa parte com a maior brevidade possível.
Não há no texto legal do Acordo Ortográfico de 1990 uma diferença clara entre as palavras que devem seguir o disposto na Base XV e o disposto na Base XVI. Em casos como euroafricano/euro-africano, indoeuropeu/indo-europeu ou lusobrasileiro/luso-brasileiro (e em outros análogos), poderá argumentar-se que se trata de "palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido" (Base XV) para justificar o uso do hífen. Por outro lado, poderá argumentar-se que não se justifica o uso do hífen uma vez que se trata de "formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, etc.) e de formações por recomposição, isto é, com elementos não autónomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-, etc.)" (Base XVI).

Nestes casos, e porque afro-asiático, afro-luso-brasileiro e luso-brasileiro surgem no texto legal como exemplos da Base XV, a Priberam aplicou a Base XV, considerando que "constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido". Trata-se de uma estrutura morfológica de coordenação, que estabelece uma relação de equivalência entre dois elementos (ex.: luso-brasileiro = lusitano e brasileiro; sino-japonês = chinês e japonês).

São, no entanto, excepção os casos em que o primeiro elemento não é uma unidade sintagmática e semântica e se liga a outro elemento análogo, não podendo tratar-se de justaposição (ex.: lusófono), ou quando o primeiro elemento parece modificar o valor semântico do segundo elemento, numa estrutura morfológica de subordinação ou de modificação, que equivale a uma hierarquização dos elementos (ex.:  eurodeputado = deputado [que pertence ao parlamento europeu]; lusodescendente = descendente [que provém de lusitanos]).

É necessário referir ainda que o uso ou não do hífen nestes casos não é uma questão nova na língua portuguesa e já se colocava antes da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. Em diversos dicionários e vocabulários anteriores à aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 já havia práticas ortográficas que distinguiam, tanto em Portugal como no Brasil, o uso do hífen entre euro-africano (sistematicamente com hífen) e eurodeputado (sistematicamente sem hífen).

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Palavra do dia

sig·ma sig·ma
(grego sîgma, sígmatos)
nome masculino

1. Décima oitava letra do alfabeto grego (σ, ς, Σ), correspondente ao s do alfabeto latino.


sigma invertido
Sinal, em forma de sigma lunar maiúsculo invertido (Ͻ), usado para indicar que se deve inverter a ordem dos versos ou das palavras. = ANTI-SIGMA

sigma lunar
Forma simplificada (C, c) da letra sigma, encontrada a partir do século IV a.C.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/%C3%A1tomos [consultado em 11-07-2020]