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vendaval

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vendavalvendaval
( ven·da·val

ven·da·val

)


nome masculino

1. Vento forte e tempestuoso; temporal.

2. [Antigo] [Antigo] Vento do sul.

3. O lado do sul.

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Esta palavra no dicionário



Dúvidas linguísticas



Com relação à conjugação do verbo adequar e às explicações que vocês forneceram para uma consulta enviada, quero registrar que estranha-me o fato de vocês terminarem a explicação dizendo "..., como afirma Rebelo Gonçalves, que o termo (no caso, uma forma verbal) que hoje não passa de uma hipótese, futuramente poderá ser uma realidade."
Seguramente, se formos considerar tudo o que hoje é uma hipótese, já como realidade ouviremos inúmeros "a nível de Brasil", "houveram muitos problemas", "menas pessoas", "há dez anos atrás", "fazem muitos anos que não a vejo", etc.
Entendo que, a partir daí, as regras gramaticais não farão mais nenhum sentido na nossa língua portuguesa.
Sem contar que na conjugação desse mesmo verbo, no Pretérito Perfeito do Indicativo, vocês acentuaram a primeira pessoa do plural, regra de acentuação que desconheço e que, se vocês observarem, também não consta do Houaiss.
Permita-me uma segunda observação: a resposta para essa pesquisa vocês consultaram Rebelo Gonçalves, no Vocabulário da Língua Portuguesa, datado de 1966. A última reforma ortográfica data, se não me engano, de 1973, portanto muito tempo depois.
A defectividade de determinados verbos sempre foi objecto de discussão entre linguistas e gramáticos, uma vez que, apesar de alguns serem considerados defectivos em determinadas acepções, o uso das restantes formas que não fazem parte do paradigma defectivo é sempre possível em determinados contextos. Os outros casos que refere como sendo também possíveis de utilização normativa futura são consensuais entre os gramáticos quanto à sua incorrecção, não gerando qualquer discórdia a nível semântico, lexical ou sintáctico. A justificação apresentada na resposta quer apenas indicar que, enquanto até há pouco tempo os dicionários de língua e de conjugação registavam alguns verbos como defectivos, existem obras que actualmente conjugam os mesmos verbos em todas as pessoas, fazendo a indicação da sua defectividade nas gramáticas tradicionais.

O Vocabulário de Rebelo Gonçalves, apesar de editado em 1966, continua a ser a referência para a elaboração de obras lexicográficas e para o esclarecimento de muitas dúvidas. Enquanto não sair do prelo a nova edição revista do Vocabulário de Rebelo Gonçalves ou um novo elaborado pela Academia das Ciências de Lisboa que venha a ser reconhecidamente a referência lexicográfica para o Português europeu, aquele continuará a ser a base por excelência para a elaboração de dicionários e para a resolução de dúvidas lexicais (para a norma europeia do Português).

Ao contrário do que refere, a última reforma ortográfica não data de 1973, uma vez que a lei promulgada nesse ano em Portugal é apenas uma revisão e simplificação de determinados pontos do acordo ortográfico de 1945, que o Brasil não ratificou.

Quanto à flexão acentuada graficamente do verbo adequar no pretérito perfeito do indicativo (adequámos), o paradigma dos verbos regulares da 1.ª conjugação prevê, em Portugal e não no Brasil, que se acentue as formas da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a aberto) para se distinguir das formas do presente do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a fechado): comprámos/compramos, lavámos/lavamos, registámos/registamos, etc. Portanto, a conjugação apresentada no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa está de acordo com o estabelecido no acordo ortográfico em vigor em Portugal.




Estou em dúvida quanto a acentuação gráfica das seguintes palavras: côa (verbo) e coa. Gostaria de saber porque uma é acentuada e a outra não e seus respectivos significados. Gostaria também de outros dois exemplos semelhantes, podem ser paroxítonas.
Na ortografia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990, nomeadamente segundo o Acordo Ortográfico de 1945, para o português europeu e segundo o Formulário Ortográfico de 1943, para o Brasil, as palavras com vogal tónica fechada homógrafas de palavras sem acentuação própria devem ser grafadas com acento circunflexo.

Assim, a palavra côa (flexão do verbo coar e nome feminino) deve escrever-se com acento circunflexo para se distinguir da contracção coa (contracção, hoje em dia pouco usual, da preposição com e do artigo definido ou pronome demonstrativo a). Esta regra aplica-se também, por exemplo, aos casos dos pares de palavras pêlo / pelo, pêra / pera e pôr / por.

As "palavras sem acentuação própria" referidas nestes textos legais correspondem geralmente a palavras gramaticais (como preposições ou contracções), que se considera serem átonas e integrarem fonologicamente a palavra que se segue (ou que antecede). Este critério parece ser deficiente, uma vez que algumas destas palavras podem ter acentuação própria (é o caso do par formado pelo advérbio e conjunção como e pela forma como do verbo comer, excluído desta regra pelo texto do Acordo Ortográfico).

A aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, nomeadamente na Base IX, 9.º, muda estes casos, retirando-lhes o acento gráfico (à excepção do caso de pôr, que mantém o acento). Assim, deixa de haver distinção gráfica entre para e pára, pelo e pêlo, pêra e pera, etc.

Esta alteração ortográfica também se aplica a um topónimo como Foz Côa.