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trás

trástrás | prep. | n. f.
trástrás | interj.
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

trás trás 1


(latim trans, além de)
preposição

1. [Pouco usado]   [Pouco usado]  Indica posterioridade no espaço ou no tempo em relação a um ponto de referência (ex.: trás um filho, veio outro). = APÓS, ATRÁS, DEPOIS DE

nome feminino

2. [Informal]   [Informal]  Parte posterior ou traseira (ex.: ). = RETAGUARDAFRENTE


de trás
A partir da parte posterior (ex.: saiu de trás do biombo).

Que está na parte posterior (ex.: não vimos a parte de trás da casa).

de trás para a frente
Do fim para o princípio (ex.: começo sempre a ler a revista de trás para a frente).

De memória, de cor (ex.: já sei o texto de trás para a frente).

para trás de
Para uma posição anterior no espaço ou no tempo em relação a um ponto de referência (ex.: passei para trás das crianças, para as segurar melhor).

Confrontar: traz.

trás trás 2


(origem onomatopaica)
interjeição

Indica pancada ruidosa.

Confrontar: traz.
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Auxiliares de tradução

Traduzir "trás" para: Espanhol | Francês | Inglês

Parecidas

Anagramas

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cargueiro e o outro teve de voltar para trás e ficar em Road Harbour por manifesto mau estado..

Em Don Vivo

No entanto, ele não explicou as razões por trás do atraso..

Em NOTÍCIAS SOBRE AVIAÇÃO AVIATION NEWS

...Albuquerque (Imagem: Arquivo Nacional) O relatório concluiu apontando a possibilidade de haver inteligência por trás daqueles objetos..

Em NOTÍCIAS SOBRE AVIAÇÃO AVIATION NEWS

...que conflito na Ucrânia significou apenas um agravar da situação, que já vinha de trás , em grande parte devido aos preços dos fertilizantes e outros componentes químicos usados...

Em VISEU, terra de Viriato.

Primeiro, Mercúrio retrógrado não é sinónimo de Mercúrio a “andar” para trás ..

Em VISEU, terra de Viriato.
Blogues do SAPO

Dúvidas linguísticas


Ao consultar terebentina fui surpreendido com a variante terebintina. Qual é a soletração certa?
Ambas as grafias terebintina e terebentina são possíveis e estão registadas, por exemplo, no Grande Dicionário da Língua Portuguesa (12 vol., Porto: Amigos do Livro Editores, 1981) e no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa / Editorial Verbo, 2001).

A grafia terebintina está mais próxima do étimo latino (terebinthus = terebinto), razão pela qual alguns dicionários optaram pela sua inclusão em detrimento de terebentina, que está mais próxima do vocábulo francês (térébenthine). Pesquisas em corpora e em motores de busca na Internet revelam uma maior tendência dos falantes para o uso de terebintina, o que parece confirmar a opção dos dicionários.




Gostaria que me esclarecessem relativamente à utilização do infinitivo pessoal e do impessoal. Diz-se "Já tens idade para SER responsável." ou "Já tens idade para SERES responsável."? Outro exemplo, "Ele mandou-os FAZER o trabalho." ou "Ele mandou-os FAZEREM o trabalho."? Para finalizar, "Elas gostam de se MAQUILHAR." ou "Elas gostam de se MAQUILHAREM."?
Nos casos em análise, estamos perante o uso do infinitivo (flexionado/pessoal ou não flexionado/impessoal) em orações subordinadas infinitivas completivas, isto é, que servem de complemento a algum constituinte.

Em geral, costuma afirmar-se que o infinitivo pessoal ou flexionado deve ser utilizado quando na oração subordinada infinitiva há um sujeito diferente do sujeito da oração principal, mas esta indicação é apenas uma referência, pois em muitos casos trata-se de escolhas estilísticas, onde não há respostas peremptórias.

No primeiro caso ("Já tens idade para SER responsável. / Já tens idade para SERES responsável.") estamos perante uma completiva de nome, pois "para ser responsável" é complemento do substantivo "idade", sendo o sujeito de ambas as orações o mesmo ([tu]), embora não esteja expresso. Nesta construção, é possível encontrar quer o infinitivo não flexionado, quer o infinitivo flexionado (ex.: fizemos a promessa de voltar/voltarmos lá; estás com medo de estragar/estragares o trabalho feito).

No segundo caso ("Ele mandou-os FAZER o trabalho. / Ele mandou-os FAZEREM o trabalho.") estamos perante uma completiva que faz parte do complemento directo, pois "-os fazerem o trabalho" é complemento directo de "ele mandou". Nesta construção (ou em construções semelhantes), quando os sujeitos das duas orações são diferentes (ele / os) será mais frequente, e mais facilmente aceite pelos falantes, o infinitivo flexionado (ex.: via as crianças brincarem no parque; aconselhou os alunos a estudarem), mas o infinitivo não flexionado também é possível e aceite (ex.: via as crianças brincar no parque; aconselhou os alunos a estudar).

No terceiro caso ("Elas gostam de se MAQUILHAR. / Elas gostam de se MAQUILHAREM.") estamos perante uma completiva com função de complemento preposicionado. Nesta construção, e tendo os sujeitos das duas orações a mesma referência (elas gostam / [elas] maquilharem-se), parece ser mais frequente e mais aceite o uso do infinitivo não flexionado (ex.: obrigaram-se a respeitar o espaço um do outro; concordámos em falar sobre o assunto), mas o infinitivo flexionado também é possível (ex.: obrigaram-se a respeitarem o espaço um do outro; concordámos em falarmos sobre o assunto).

Sublinhe-se novamente que não se pode falar de regras categóricas relativamente a este tópico porque se trata de uma questão mais do campo da estilística do que do campo da gramática, tal como afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo (14.ª ed., Edições Sá da Costa, Lisboa, 1998, p. 482): "O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. Numerosas têm sido as regras propostas pelos gramáticos para orientar com precisão o uso selectivo das duas formas. Quase todas, porém, submetidas a um exame mais acurado, revelaram-se insuficientes ou irreais. Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de ordem gramatical, mas viram-se sempre, no acto da escolha, influenciáveis por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo.

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Palavra do dia

si·na·lag·má·ti·co si·na·lag·má·ti·co


(grego sunallagmatikós, -ê, -ón, relativo a contrato)
adjectivo
adjetivo

[Jurídico, Jurisprudência]   [Jurídico, Jurisprudência]  Que liga mutuamente dois contraentes (ex.: contrato sinalagmático; relação sinalagmática). = BILATERAL

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/tr%C3%A1s [consultado em 23-05-2022]