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tolerar

tolerartolerar | v. tr. | v. pron.
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to·le·rar to·le·rar

- ConjugarConjugar

(latim tolero, -are, suportar, sofrer)
verbo transitivo

1. Sofrer ou aceitar o que alguém não deveria permitir ou o que não se atreve a impedir; deixar passar (ex.: não vou tolerar faltas de respeito). = ADMITIR, CONSENTIR, PERMITIR, SUPORTARREJEITAR

2. Aceitar ideias, opiniões ou atitudes diferentes das suas.

3. Não apresentar reacção adversa a; reagir bem a (ex.: o paciente tolerou o aumento da dose; tolerar a dor).

verbo pronominal

4. Aceitar-se mutuamente (ex.: não são amigos, apenas se toleram).

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Dúvidas linguísticas


Ao consultar terebentina fui surpreendido com a variante terebintina. Qual é a soletração certa?
Ambas as grafias terebintina e terebentina são possíveis e estão registadas, por exemplo, no Grande Dicionário da Língua Portuguesa (12 vol., Porto: Amigos do Livro Editores, 1981) e no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa / Editorial Verbo, 2001).

A grafia terebintina está mais próxima do étimo latino (terebinthus = terebinto), razão pela qual alguns dicionários optaram pela sua inclusão em detrimento de terebentina, que está mais próxima do vocábulo francês (térébenthine). Pesquisas em corpora e em motores de busca na Internet revelam uma maior tendência dos falantes para o uso de terebintina, o que parece confirmar a opção dos dicionários.




Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.

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Palavra do dia

si·na·lag·má·ti·co si·na·lag·má·ti·co


(grego sunallagmatikós, -ê, -ón, relativo a contrato)
adjectivo
adjetivo

[Jurídico, Jurisprudência]   [Jurídico, Jurisprudência]  Que liga mutuamente dois contraentes (ex.: contrato sinalagmático; relação sinalagmática). = BILATERAL

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/tolerar [consultado em 23-05-2022]