Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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suspeitosuspeito | adj. | adj. s. m.
1ª pess. sing. pres. ind. de suspeitarsuspeitar
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sus·pei·to sus·pei·to
adjectivo
adjetivo

1. Que causa suspeitas (ex.: comportamento suspeito). = SUSPEITOSO, SUSPICAZINSUSPEITO

2. Que não inspira confiança. = DUVIDOSOINSUSPEITO

3. Que se deve evitar. = PERIGOSO

4. Que é de diagnóstico reservado ou que inspira cuidados (ex.: doença duvidosa).

adjectivo e substantivo masculino
adjetivo e substantivo masculino

5. Que ou quem é alvo de suspeita.

6. Que ou quem é apontado como autor ou culpado de algo.


sus·pei·tar sus·pei·tar - ConjugarConjugar
verbo transitivo

1. Conjecturar, julgar, supor ou imaginar com certos dados mais ou menos seguros.

2. Considerar ou taxar por suspeitas.

3. Imputar por suspeitas alguma qualidade a (alguém).

verbo intransitivo

4. Fazer suposição; ter desconfiança.

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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber se, perante a utilização de uma oração intercalar precedida da conjunção e, a vírgula deverá vir antes ou depois da conjunção. Concretizando, qual das frases estará correcta: Tratando-se de uma questão importante, e tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente ou Tratando-se de uma questão importante e, tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente.
Na primeira frase apontada, estamos perante três orações ([1] Tratando-se de uma questão importante, [2] e tendo em conta os valores envolvidos, [3] importa tomar uma decisão urgente), havendo a coordenação (através da conjunção e) das duas orações gerundivas [1] e [2] que, por sua vez, funcionam como adjunto adverbial da oração principal [3], dela separado através de uma vírgula.

Depois de identificada esta estrutura, podemos verificar que na segunda frase apontada não há motivo para colocar a expressão tendo em conta os valores envolvidos entre vírgulas. Se o fizermos, estaremos a isolar sintacticamente uma estrutura, indicando que está intercalada (por favor, consulte também a resposta vírgula depois da conjunção e). Neste caso, verificamos que não se trata de uma oração intercalada, pois, se tentarmos suprimir o que está entre vírgulas, constatamos que o resultado é agramatical (*Tratando-se de uma questão importante e importa tomar uma decisão urgente). Com efeito, não se trata de uma coordenação da oração principal [3] com a primeira oração gerundiva [1], mas sim de uma coordenação de orações gerundivas, como se afirmou acima.

Do ponto de vista lógico, a frase correcta será então Tratando-se de uma questão importante(,) e tendo em conta os valores envolvidos, importa tomar uma decisão urgente. Os parênteses indicam aqui a opcionalidade da vírgula: aparentemente, entre [1] e [2] não haveria necessidade do uso de uma vírgula, já que a coordenação é feita pela conjunção e e esta vírgula não está a isolar uma parte da frase; no entanto, este uso da vírgula é muito frequente (cf. CUNHA e CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, p. 643) em casos de orações coordenadas unidas pela conjunção e com um sujeito diferente. No caso, as duas orações gerundivas têm sujeitos diferentes, ainda que não expressos, pois o verbo tratar está a ser usado como verbo impessoal (isto é, não tem sujeito) e o verbo ter, na locução ter em conta, tem um sujeito indefinido, como alguém ou nós.

Sobre este assunto, poderá consultar também a resposta vírgula antes da conjunção e.




Na frase O colar que eu vi era magnífico, o que, sendo um pronome relativo, tem uma função sintáctica. Neste caso, será a de nome predicativo do sujeito ou a de complemento directo?
Para determinar a função sintáctica do pronome relativo que é necessário analisar a estrutura da frase O colar que eu vi era magnífico. Esta frase é constituída por um sujeito (o colar que eu vi) e por um predicado (era magnífico) que inclui um verbo copulativo (ser) e um adjectivo (magnífico), o qual desempenha a função de predicativo do sujeito. O sujeito da frase principal (o colar que eu vi), que é onde se encontra o pronome que, contém uma frase ou oração relativa (que eu vi), cujo antecedente é o colar. Nesta oração, o sujeito é o pronome pessoal eu; sendo o verbo ver um verbo transitivo directo, isto é, um verbo que selecciona complemento directo, o pronome que está a desempenhar essa função de complemento directo (que eu vi = eu vi o colar).
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Palavra do dia

bor·bo·le·ti·ce bor·bo·le·ti·ce
(borboleta + -ice)
substantivo feminino

1. Modos ou movimentos de borboleta.

2. [Figurado]   [Figurado]  Devaneio, imaginação.

3. [Figurado]   [Figurado]  Volubilidade, capricho.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/suspeito [consultado em 26-03-2019]