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startup

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start-upstart-up
|stàrtâpe|


nome feminino

[Economia] [Economia] Empresa ou negócio novo ou em fase de arranque, geralmente de carácter inovador e ligado à tecnologia.

vistoPlural: start-ups.
etimologiaOrigem etimológica:palavra inglesa.
iconPlural: start-ups.
Nota: Também se escreve sem hífen: startup.

Esta palavra no dicionário



Dúvidas linguísticas



Com relação à conjugação do verbo adequar e às explicações que vocês forneceram para uma consulta enviada, quero registrar que estranha-me o fato de vocês terminarem a explicação dizendo "..., como afirma Rebelo Gonçalves, que o termo (no caso, uma forma verbal) que hoje não passa de uma hipótese, futuramente poderá ser uma realidade."
Seguramente, se formos considerar tudo o que hoje é uma hipótese, já como realidade ouviremos inúmeros "a nível de Brasil", "houveram muitos problemas", "menas pessoas", "há dez anos atrás", "fazem muitos anos que não a vejo", etc.
Entendo que, a partir daí, as regras gramaticais não farão mais nenhum sentido na nossa língua portuguesa.
Sem contar que na conjugação desse mesmo verbo, no Pretérito Perfeito do Indicativo, vocês acentuaram a primeira pessoa do plural, regra de acentuação que desconheço e que, se vocês observarem, também não consta do Houaiss.
Permita-me uma segunda observação: a resposta para essa pesquisa vocês consultaram Rebelo Gonçalves, no Vocabulário da Língua Portuguesa, datado de 1966. A última reforma ortográfica data, se não me engano, de 1973, portanto muito tempo depois.
A defectividade de determinados verbos sempre foi objecto de discussão entre linguistas e gramáticos, uma vez que, apesar de alguns serem considerados defectivos em determinadas acepções, o uso das restantes formas que não fazem parte do paradigma defectivo é sempre possível em determinados contextos. Os outros casos que refere como sendo também possíveis de utilização normativa futura são consensuais entre os gramáticos quanto à sua incorrecção, não gerando qualquer discórdia a nível semântico, lexical ou sintáctico. A justificação apresentada na resposta quer apenas indicar que, enquanto até há pouco tempo os dicionários de língua e de conjugação registavam alguns verbos como defectivos, existem obras que actualmente conjugam os mesmos verbos em todas as pessoas, fazendo a indicação da sua defectividade nas gramáticas tradicionais.

O Vocabulário de Rebelo Gonçalves, apesar de editado em 1966, continua a ser a referência para a elaboração de obras lexicográficas e para o esclarecimento de muitas dúvidas. Enquanto não sair do prelo a nova edição revista do Vocabulário de Rebelo Gonçalves ou um novo elaborado pela Academia das Ciências de Lisboa que venha a ser reconhecidamente a referência lexicográfica para o Português europeu, aquele continuará a ser a base por excelência para a elaboração de dicionários e para a resolução de dúvidas lexicais (para a norma europeia do Português).

Ao contrário do que refere, a última reforma ortográfica não data de 1973, uma vez que a lei promulgada nesse ano em Portugal é apenas uma revisão e simplificação de determinados pontos do acordo ortográfico de 1945, que o Brasil não ratificou.

Quanto à flexão acentuada graficamente do verbo adequar no pretérito perfeito do indicativo (adequámos), o paradigma dos verbos regulares da 1.ª conjugação prevê, em Portugal e não no Brasil, que se acentue as formas da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a aberto) para se distinguir das formas do presente do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a fechado): comprámos/compramos, lavámos/lavamos, registámos/registamos, etc. Portanto, a conjugação apresentada no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa está de acordo com o estabelecido no acordo ortográfico em vigor em Portugal.




Si e consigo só podem ter valor reflexivo ou podem ser usados quando nos dirigimos a alguém a quem tratamos por "você"? Em relação a para si e consigo, já ouvi dizer que só têm valor reflexivo, não sendo substituíveis por "para o senhor"/"com o senhor", mas sim como "para o senhor mesmo" / "com o senhor mesmo".
Os pronomes pessoais si e consigo podem referir-se à terceira pessoa gramatical (ele, ela, eles, elas) ou ao pronome de tratamento você/vocês (que corresponde gramaticalmente, para efeito de concordâncias, à terceira pessoa e é equivalente a formas como o senhor/a senhora/os senhores/as senhoras).

Desta forma, encontramos o pronome si antecedido de preposição referindo-se à terceira pessoa gramatical (ex.: o actor não tem problemas em sair de si [= dele] para encarnar a personagem; os rapazes tomaram o dinheiro para si [= para eles]) para indicar a pessoa ou pessoas de quem se fala, com valor reflexo, mas também para se referir a uma pessoa ou pessoas com quem se fala, no tratamento por você(s) (ex.: você não tem problemas em sair de si [= de você] para encarnar a personagem; vocês tomaram o dinheiro para si [= para vocês]), sendo que este pronome pode ou não estar explícito na frase. Da mesma forma, o pronome consigo pode indicar a(s) pessoa(s) de quem se fala (ex.: ela trouxe o irmão consigo [= com ela]; levaram o material consigo [= com eles]) ou a(s) pessoa(s) com quem se fala (ex.: o seu irmão veio consigo [= com você/com o senhor]?; vocês levaram o material consigo [= com vocês]).

Quando designam a pessoa com quem se fala, os pronomes si e consigo indicam normalmente um tratamento por você(s), equivalente também a outras expressões de tratamento como o senhor/a senhora (ex.: vou combinar consigo a melhor hora para nos encontrarmos), o professor (ex.: gosto muito de si e das suas aulas), o pai (ex.: isto é para si). Neste contexto, estes pronomes normalmente não têm valor reflexo, pois correspondem a pronomes de tratamento. Em alguns casos, porém, podem ter valor reflexo, quando o sujeito corresponde à mesma pessoa do objecto (ex.: diga a senhora qual a melhor hora para si; traga o livro consigo; o pai comprou isto para si?).

É de salientar que o uso dos pronomes si e consigo para referir a pessoa com quem se fala (ex.: falei de si ao meu chefe; falei consigo ao telefone) é mais frequente no português europeu do que no português do Brasil, onde é mais comum o uso das preposições seguidas do pronome você ou vocês (ex.: falei de você a meu chefe; falei com você ao telefone).

Sobre o sistema de tratamento no português, por favor consulte também as respostas vi-os/vi-vos e vós e vocês.