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socializai

A forma socializaié [segunda pessoa plural do imperativo de socializarsocializar].

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socializarsocializar
( so·ci·a·li·zar

so·ci·a·li·zar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo e pronominal

1. Tornar ou tornar-se social ou sociável. = SOCIABILIZAR

2. Tornar ou tornar-se socialista.

3. Reunir ou reunir-se em associação. = ASSOCIAR

etimologiaOrigem etimológica:social + -izar.

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Traduzir "socializai" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Pretendo saber como se lê a palavra ridículo. Há quem diga que se lê da forma que se escreve e há quem diga que se lê redículo. Assim como as palavras ministro e vizinho, onde também tenho a mesma dúvida.
A dissimilação, fenómeno fonético que torna diferentes dois ou mais segmentos fonéticos iguais ou semelhantes, é muito frequente em português europeu.

O caso da pronúncia do primeiro i não como o habitual [i] mas como [i] (idêntico à pronúncia de se ou de) na palavra ridículo é apenas um exemplo de dissimilação entre dois sons [i].

O mesmo fenómeno pode acontecer nos casos de civil, esquisito, feminino, Filipe, imbecilidade, medicina, militar, milímetro, ministro, príncipe, sacrifício, santificado, Virgílio, visita, vizinho (o segmento destacado é o que pode sofrer dissimilação), onde se pode verificar que a modificação nunca ocorre na vogal da sílaba tónica ou com acento secundário, mas nas vogais de sílabas átonas que sofrem enfraquecimento.

A este respeito, convém referir que alguns dicionários de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (Verbo, 2001) ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto Editora, 2004), apresentam transcrição fonética das palavras. Podemos verificar que nestas obras de referência, a transcrição não é uniforme. No dicionário da Academia das Ciências, estas palavras são transcritas de forma quase sistemática sem dissimilação, mas a palavra príncipe é transcrita como prínc[i]pe. No dicionário da Porto editora, algumas destas palavras são transcritas com e sem dissimilação, por esta ordem, como em feminino, medicina, militar, ministro ou vizinho, mas a palavra esquisito é transcrita com a forma sem dissimilação em primeiro lugar, enquanto as palavras civil, príncipe, sacrifício e visita são transcritas apenas sem dissimilação.

Em conclusão, nestes contextos, é possível encontrar no português europeu as duas pronúncias, com e sem dissimilação, sendo que em alguns casos parece mais rara e noutros não. A pronúncia destas e de outras palavras não obedece a critérios de correcção, pois não se trata de uma pronúncia correcta ou incorrecta, mas de variações de pronúncia relacionadas com o dialecto ou o sociolecto do falante. Assim, nos exemplos acima apresentados é igualmente correcta a pronúncia dos segmentos assinalados como [i] ou [i].




Como se pronuncia "farelo"?
Como poderá actualmente constatar no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, a letra e de farelo pode ser pronunciada de duas maneiras: como é aberto ou como é fechado. Outras obras, como o Vocabulário da Língua Portuguesa de Rebelo Gonçalves (Coimbra: Coimbra Editora, 1966), indicam que em Portugal a pronúncia da vogal e da palavra farelo oscila entre o som do é aberto [È], como na primeira sílaba da palavra voa, e o som do é fechado [e], como na segunda sílaba da palavra camelo. A mesma obra refere que no Brasil a palavra é pronunciada com o som de é aberto [È], sem a oscilação que ocorre em Portugal.

Ao contrário da ortografia, que é regulada por textos legais, não há critérios rigorosos de correcção linguística no que diz respeito à pronúncia, e, na maioria dos casos em que os falantes têm dúvidas quanto à pronúncia das palavras, não se trata de erros, mas de variações de pronúncia relacionadas com um dialecto (variedade de uma língua própria de uma região), um sociolecto (variedade de uma língua própria de um grupo social, etário ou profissional) ou mesmo um idiolecto (variedade de uma língua própria de um indivíduo) do falante. Alguns gramáticos preconizam determinadas indicações ortoépicas e algumas obras lexicográficas contêm indicações de pronúncia ou até transcrições fonéticas; estas indicações podem então funcionar como referência, o que não invalida outras opções que têm de ser aceites, desde que não colidam com as relações entre ortografia e fonética e não constituam entraves à comunicação.