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Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Dúvidas linguísticas


Qual das frases está correcta? Situação A: 1) Devo-lhes dizer que a comida está saborosa. 2) Devo dizer-lhes que a comida está saborosa. Situação B: 1) Está-se a pensar naquilo (de) que mais gostaram de fazer. 2) Está a pensar-se naquilo (de) que mais gostaram de fazer. Coloca-se (de) ou não na frase? Diz-se Está-se a pensar... ou Está a pensar-se...
A dúvida menciona dois tópicos diferentes.
O primeiro relaciona-se com a colocação dos clíticos, pronomes pessoais de uma só sílaba (como o, a, me, nos, lhe, se, etc.), que não têm acentuação própria e por isso dependem do acento da palavra que está imediatamente antes ou depois (normalmente um verbo). Sobre esta questão aconselhamos a leitura da dúvida posição dos clíticos, para uma introdução mais geral ao tema tratado. Para uma resposta mais específica à dúvida, aconselhamos a leitura de outras dúvidas já respondidas sobre o mesmo assunto: sobre a situação A, pode ser consultada a dúvida posição dos clíticos com o verbo dever como auxiliar e respectiva remissão para posição dos clíticos em locuções verbais, a qual poderá também ser consultada para a dúvida relativa à situação B.

O segundo tópico abrange a estrutura argumental do verbo gostar. Este verbo constrói-se habitualmente com a preposição de (ex.: Gosta de chocolate; Gostaram de ir ao cinema), mas é muito usual esta preposição ser elidida quando o complemento do verbo é uma oração introduzida por uma conjunção completiva (ex.: Ele não gosta [de] que façam barulho; O carro [de] que gostamos é muito caro). Este fenómeno, comum a outros verbos (ex.: Convenceu a mãe [de] que precisava de dinheiro), não é de aceitação generalizada, pelo que, em registos formais ou cuidados, deverá ser evitado (ex. Ele não gosta de que façam barulho; O carro de que gostamos é muito caro).




Hoje li um título no JN que me deixou curiosa e me fez ler a notícia completa para saber o significado do título que, mais ou menos, dizia o seguinte: O novo IP3 vai ser uma auto-estrada e portagado. Esta palavra portagado deixou-me a pensar em gado(!) mas, no final, percebi que se relacionava com o pagamento de portagens. Por isso, pergunto se existe algum verbo portagar, ou, na minha opinião, no mínimo, portajar.
A forma correcta deverá ser, de facto, portajado e não portagado. Esta forma corresponde ao particípio passado adjectival do verbo portajar, que tem o significado de 'colocar portagem em'. O verbo portajar, que se encontra já averbado no Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto Editora), é um neologismo correctamente formado a partir de portagem, sob a forma portaj-, à semelhança de outras derivações a partir de palavras terminadas em -agem (ex.: coragem > encorajar; linguagem > linguajar; massagem > massajar; viagem > viajar). Pelo contrário, não há, em português, verbos terminados em -agar derivados de palavras terminadas em -agem.

É ainda de referir que existem algumas ocorrências em corpora do verbo portagear, que ainda não se encontra dicionarizado, apesar de estar correctamente formado. Este verbo portagear deriva da aposição do sufixo -ear ao radical portag- da palavra portagem, à semelhança de outros verbos derivados de palavras terminadas em -agem (ex.: chantagem > chantagear; homenagem > homenagear; massagem > massagear).

Palavra do dia

cor·ni·fes·to cor·ni·fes·to


(origem obscura)
nome masculino

[Viticultura]   [Viticultura]  Casta de uva tinta.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/services [consultado em 28-05-2022]