Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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saudinhasaudinha | interj.
derivação fem. sing. de saúdesaúde
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sa·u·di·nha |a-u| sa·u·di·nha |a-u|
(saúde + -inha)
interjeição

Diz-se ao despedir de alguém, a desejar-lhe boa saúde.


sa·ú·de sa·ú·de
(latim salus, -utis)
substantivo feminino

1. Estado de bem-estar físico, mental e psicológico.

2. Robustez; vigor.

interjeição

3. Expressão usada para desejar bem-estar ou felicidade a alguém, geralmente em brindes ou despedidas.

4. Expressão que se dirige a alguém que acabou de espirrar para lhe desejar saúde.

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Dúvidas linguísticas


No novo acordo ortográfico está assinalado que os axiônimos (pronomes de tratamento e expressões de reverência) só são usados com a inicial minúscula: senhor doutor Joaquim da Silva, excelentíssimo senhor, etc. Nesse item são inseridos os títulos também apesar dessa palavra nãos estar grafada no texto do acordo, só são colocados os exemplos: bacharel Mário Abrantes, cardeal Bembo. Todavia verifiquei que há estudiosos da língua, que ao comentarem o Novo Acordo Ortográfico (1990) citam que os axiônimos e títulos podem ter o uso facultativo de inicial maiúscula ou minúscula, podendo ser escritos: bacharel/Bacharel Mário Abrantes, cardeal/Cardeal Bembo, excelentíssimo senhor Augusto Barroso/ Excelentíssimo Senhor Augusto Barroso. Afinal, as iniciais dos axiônimos e títulos podem ser escritas somente com minúscula ou aceitam o uso facultativo em minúscula/maiúscula?
O Acordo Ortográfico de 1990 altera alguns usos decorrentes das disposições do Acordo Ortográfico de 1945 e do Formulário Ortográfico de 1943, os textos legais anteriormente em vigor, respectivamente, para a norma europeia e para a norma brasileira do português.

Desconhecendo os comentários dos estudiosos da língua que refere, podemos apenas indicar que, relativamente à designação de formas de tratamento ou de reverência (axiónimos), a alínea f) do ponto 1º da Base XIX do Acordo de 1990 estipula claramente que os mesmos devem ser escritos com inicial minúscula (ilustrando com os exemplos senhor doutor Joaquim da Silva, bacharel Mário Abrantes, o cardeal Bembo), como, aliás, menciona na sua mensagem. A mesma alínea ressalva a possibilidade de se usar minúscula inicial ou maiúscula inicial apenas no caso de nomes de santos ou nomes próprios ligados à religião (hagiónimos), como santa Filomena, que também pode ser grafado Santa Filomena. A Base XIX termina com a seguinte nota: “As disposições sobre os usos das minúsculas e maiúsculas não obstam a que obras especializadas observem regras próprias, provindas de códigos ou normalizações específicas (terminologias antropológica, geológica, bibliológica, botânica, zoológica, etc.), promanadas de entidades científicas ou normalizadoras reconhecidas internacionalmente.” Esta observação não parece contemplar a facultatividade de inicial minúscula ou maiúscula no caso dos axiónimos, pelo que, à luz do texto legal, os axiónimos devem ser escritos com inicial minúscula.




Gostaria de saber porque na palavra "raiz" não se usa o acento agudo no i, como, por exemplo, na palavra "país". São duas palavras com hiato a-i. E depois, no plural o acento aparece- raízes. Qual é a diferença?
Nas palavras raiz e país há, de facto, o mesmo hiato a-i, mas, apesar de aparentemente se tratar do mesmo contexto ortográfico, correspondem a regras ortográficas diferentes, pois a consoante que segue esse hiato é diferente, o que corresponde a pontos diferentes do Acordo Ortográfico.

Trata-se de pequenas diferenças, que justificam, por exemplo, uma diferença de acentuação gráfica entre o singular raiz e o plural raízes, mas a ortografia é mesmo um conjunto de regras convencionadas e artificiais.

Assim, em raiz, aplica-se o ponto 2.º da base X do Acordo Ortográfico, pois trata-se de um -i- tónico antecedido de uma vogal com a qual forma um hiato, seguido de um -z que faz parte da mesma sílaba:
“As vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras oxítonas e paroxítonas não levam acento agudo quando, antecedidas de vogal com que não formam ditongo, constituem sílaba com a consoante seguinte, como é o caso de nh, l, m, n, r e z: bainha, moinho, rainha; adail, paul, Raul; Aboim, Coimbra, ruim; ainda, constituinte, oriundo, ruins, triunfo; atrair, demiurgo, influir, influirmos, juiz, raiz, etc.”

Em país ou em raízes, aplica-se o ponto 1.º da base X do Acordo Ortográfico, pois trata-se de um -i- tónico antecedido de uma vogal com a qual forma um hiato, mas que em país é seguido de um -s que faz parte da mesma sílaba e que em raízes é seguido de um -z que faz parte da sílaba seguinte:
“As vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das palavras oxítonas e paroxítonas levam acento agudo quando antecedidas de uma vogal com que não formam ditongo e desde que não constituam sílaba com a eventual consoante seguinte, excetuando o caso de s: adaís (pl. de adail), , atraí (de atrair), baú, caís (de cair), Esaú, jacuí, Luís, país, etc.; alaúde, amiúde, Araújo, Ataíde, atraíam (de atrair), atraísse (id.), baía, balaústre, cafeína, ciúme, egoísmo, faísca, faúlha, graúdo, influíste (de influir), juízes, Luísa, miúdo, paraíso, raízes, recaída, ruína, saída, sanduíche, etc.”

As referências acima são do Acordo Ortográfico de 1990, mas este ponto não sofreu nenhuma alteração em relação ao Acordo Ortográfico de 1945, para o português europeu, ou ao Formulário Ortográfico de 1943, para o português do Brasil.


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Palavra do dia

ma·ta·-sãos ma·ta·-sãos
(espanhol matasanos)
substantivo masculino de dois números

[Informal]   [Informal]  Médico ou curandeiro incompetente. = CHARLATÃO, MATA-SANOS

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/saudinha [consultado em 20-02-2019]