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razia

raziarazia | n. f.
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ra·zi·a ra·zi·a


(francês razzia, do árabe magrebino gazyia, do árabe clássico gazua, expedição militar, invasão, incursão, ataque)
nome feminino

1. [História]   [História]  Incursão árabe em território inimigo, que visa a destruição e o saque. = GAZIVA, GAZUA

2. [Por extensão]   [Por extensão]  Ataque violento. = DEPREDAÇÃO, INVESTIDA, SAQUE

3. [Figurado]   [Figurado]  Destruição em grande escala. = DEVASTAÇÃO

4. [Figurado]   [Figurado]  Acontecimento nefasto que atinge grande número de indivíduos.

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Dúvidas linguísticas


Em expressões como não análise, não excedente, não conhecimento, não aceitação, não provimento, etc., quando deve ser utilizado, ou não, o hífen?
A utilização do hífen em casos semelhantes aos apresentados é possível e até muito usual.

A palavra não, por se tratar de um advérbio, é uma palavra invariável usada geralmente para modificar um verbo (ex.: não comi), um adjectivo (ex.: pessoa não competente), outro advérbio (ex.: agindo não eficazmente) ou uma frase (ex.: não podemos deixar-nos adormecer) mas em geral não modifica substantivos. Por este motivo, é comum ligar este advérbio por hífen a um substantivo que se lhe segue, mas tal procedimento não é obrigatório, nem é regulado por qualquer indicação nos textos legais em vigor para a língua portuguesa.

O que é dito sobre o hífen no Acordo Ortográfico de 1945 (válido para o português europeu, mas muito semelhante ao que é dito no Formulário Ortográfico de 1943, válido para o português do Brasil) é bastante vago e nada esclarecedor sobre este assunto: “Emprega-se o hífen nos compostos em que entram, foneticamente distintos (e, portanto, com acentos gráficos, se os têm à parte), dois ou mais substantivos, ligados ou não por preposição ou outro elemento, um substantivo e um adjectivo, um adjectivo e um substantivo, dois adjectivos ou um adjectivo e um substantivo com valor adjectivo, uma forma verbal e um substantivo, duas formas verbais, ou ainda outras combinações de palavras, e em que o conjunto dos elementos, mantida a noção da composição, forma um sentido único ou uma aderência de sentidos.” (Base XXVIII [sublinhado nosso]).

O Acordo Ortográfico de 1990 não altera nada a este respeito.

O uso do hífen coloca então muitas dúvidas aos utilizadores da língua, pois não obedece geralmente a critérios lógicos, mas antes a convenções e muitas vezes é justificado devido à tradição de registo em dicionários de língua que funcionam como referência. Neste âmbito, surgem em muitos dicionários entradas com o elemento não- seguido de adjectivos, substantivos e verbos, mas como, em teoria, qualquer palavra de uma destas classes poderia ser modificada pelo advérbio não, o registo de todas as formas possíveis seria impraticável e de muito pouca utilidade para o consulente.

Em conclusão, podemos afirmar que o uso do hífen é possível para ligar o advérbio não a um substantivo; o uso do hífen para ligar o advérbio não a classes que são habitualmente modificadas por advérbios (verbos, adjectivos, advérbios) parece ser desnecessário, dadas as características da classe adverbial, mas nada o impede.




Surgiu uma dúvida sobre a escrita correta: nenhuma - está correto - e nem uma - é correto também ou não se usa?

Ambas as grafias, nenhuma e nem uma, estão correctas; os seus usos e funções é que são distintos.

A palavra nenhuma pode funcionar como determinante (i.e., antes de um nome) ou como pronome (i.e., em vez de um nome) indefinido, indicando negação (1)-(2), ausência (3)-(4) ou reforço de negação (5)-(6). As frases dos números ímpares correspondem a exemplos de nenhuma como determinante, as dos números pares correspondem a exemplos de nenhuma como pronome:
(1) Nenhuma pedra será removida.
(2) Juntou várias pedras mas nenhuma foi removida.

(3) Nenhuma sócia compareceu à festa.
(4) Convidou várias pessoas mas nenhuma compareceu à festa.

(5) Não tenho nenhuma vontade de sair hoje à noite.
(6) Experimentou várias blusas, mas não gostou de nenhuma.

Ainda em posição pré-nominal, e ligada à partícula de negação não, nenhuma pode ser equivalente ao indefinido uma:
(7) Ela não é nenhuma especialista na matéria, mas sabe o que diz.

Note-se que nas frases (1) e (3) nenhuma pode ser substituída por nem uma sem perda de sentido, contrariamente ao que sucede com a frase (5), que gera uma frase agramatical (5a):
(1a) Nem uma pedra será removida.
(3a) Nem uma das sócias compareceu à festa.
(5a) *Não tenho nem uma vontade de sair.

A palavra nenhuma, em posição pós-nominal, tem ainda uma função adjectival, reforçando a negação (5b). Neste contexto, nenhuma nunca pode ser substituída por nem uma, uma vez que tal substituição produz frases agramaticais como (5c):
(5b) Não tenho vontade nenhuma de sair.
(5c) *Não tenho vontade nem uma de sair.

A expressão nem uma pode também significar “nem mesmo uma”:
(8) Nem uma escavadora conseguiria remover esta pedra!

A frase de (8) significa que nem sequer uma escavadora conseguiria remover a pedra. Se nenhuma fosse utilizada em (8), o sentido seria outro: escavadora alguma conseguiria remover a pedra.


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Palavra do dia

za·gai·ar za·gai·ar

- ConjugarConjugar

(zagaia + -ar)
verbo transitivo

1. Arremessar zagaia, tipo de lança curta.

2. Ferir ou matar com esse tipo de lança.

verbo transitivo e intransitivo

3. [Pesca]   [Pesca]  Pescar com zagaia, tipo de engodo artificial.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/razia [consultado em 27-09-2021]