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rampa

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ramparampa
( ram·pa

ram·pa

)
Imagem

Plano inclinado, geralmente em pedra ou cimento, que desce em direcção à água, para facilitar a saída de embarcações.


nome feminino

1. Terreno, caminho ou rua com inclinação. = LADEIRA

2. Plano inclinado, geralmente em pedra ou cimento, que desce em direcção à água, para facilitar a saída de embarcações.Imagem

3. Superfície ou estrutura com inclinação, usada geralmente para facilitar o acesso a algum lado (ex.: rampa para cadeira de rodas).

4. [Teatro] [Teatro] Parte do teatro onde representam os actores. = PALCO

5. [Teatro] [Teatro] Renque de luzes ao nível do chão do palco, no proscénio. = RIBALTA

6. [Automóvel] [Automóvel] Competição automobilística de contra-relógio num percurso a subir.


rampa de carregamento

Plataforma sobre a qual estão reunidos postos de carregamento.

rampa de escada

Balaustrada em plano inclinado que serve de corrimão.

rampa de lançamento

Dispositivo ou estrutura com plano inclinado para o lançamento dos aviões catapultados, de alguns projécteis autopropulsionados, mísseis, etc.

[Figurado, Por extensão] [Figurado, Por extensão] Meio, recurso ou situação que se pode utilizar para avançar para algo melhor ou mais importante (ex.: a galeria servia como rampa de lançamento para novos artistas; é sabido que aquele tipo de competição desportiva não passa de uma rampa de lançamento).

[Figurado, Por extensão] [Figurado, Por extensão] Aquilo que proporciona o acontecimento ou o desenvolvimento de algo (ex.: o motim anterior foi a rampa de lançamento para a revolta generalizada).

rampa dos balanceiros

Conjunto dos balanceiros e do seu suporte, num motor de explosão.

rampa timpânica vestibular

[Anatomia] [Anatomia]  Cada uma das duas partes do caracol do ouvido interno, separadas pela membrana espiral e comunicando, a primeira com a caixa do tímpano pela janela oval, e a segunda com o vestíbulo.

etimologiaOrigem etimológica:francês rampe.

Auxiliares de tradução

Traduzir "rampa" para: Espanhol Francês Inglês

Anagramas



Dúvidas linguísticas



Gostaria de saber como se emprega ...asse ou ...-se.
A questão que nos coloca parece dizer respeito à diferença entre 1) as formas da primeira e terceira pessoas do singular do pretérito imperfeito do conjuntivo (ou subjuntivo, no Brasil) de verbos de tema em -a- (ex.: lavar - Se eu lavasse o casaco com água, ele estragava-se) e em -e- (ex.: comer - Esperava que ele comesse a sopa toda; Não queria que ele vendesse a casa) e 2) as formas da terceira pessoa do singular do presente do indicativo dos mesmos verbos, seguidas do pronome pessoal átono se (ex.: Ele lava-se todos os dias; Come-se bem neste restaurante; Vende-se este carro).

Os exemplos acima indicados (lavasse/lava-se; comesse/come-se e vendesse/vende-se) são formas parónimas, isto é, escrevem-se e pronunciam-se de forma semelhante (mas não igual), tendo, porém, significados diferentes.

Uma estratégia importante para empregar correctamente estas formas diferentes é analisar o contexto em que estão inseridas. Vejamos então os contextos do conjuntivo de 1) e do pronome pessoal de 2):

1) O pretérito imperfeito do conjuntivo é um tempo verbal usado para expor um desejo/pedido num tempo passado ou atemporal (ex.: Esperava que ele comesse a sopa toda; Não queria que ele vendesse a casa) ou uma possibilidade/hipótese no passado ou num momento atemporal (ex.: Se eu gostasse de viajar, já a tinha visitado; Pediu-lhe para não conduzir, caso bebesse). Trata-se sempre, nestes casos, de uma palavra só, pois corresponde apenas a uma forma verbal.
Do ponto de vista da pronúncia, estas formas verbais têm sempre o acento tónico da palavra na penúltima sílaba (ex.: bebesse, comesse, gostasse, vendesse).

2) As formas da terceira pessoa do singular do presente do indicativo seguidas do pronome pessoal átono se podem corresponder a 3 tipos de estruturas diferentes. Trata-se sempre, em qualquer destes três casos, de duas palavras, um verbo no presente do indicativo e um pronome pessoal.
Do ponto de vista da pronúncia, e também nestes três casos, estas formas verbais têm sempre o acento tónico da palavra na penúltima sílaba (ex.: bebe, come, gosta, vende), mas como há um pronome pessoal átono a seguir, é como se a construção verbo+pronome fosse uma palavra só, acentuada sempre na antepenúltima sílaba (ex.: bebe-se, come-se, gosta-se, vende-se).

As três estruturas pronominais diferentes são as seguintes:
2.1) Forma da terceira pessoa do indicativo seguida de um pronome pessoal átono reflexo se. Neste caso, o sujeito faz uma acção sobre si próprio (ex.: Ele lava-se todos os dias.).
Para nunca confundir esta construção com formas do pretérito imperfeito do conjuntivo, poderá, no mesmo contexto e com o mesmo sentido, substituir o sujeito, a forma verbal e o pronome se por outra pessoa gramatical (ex. Ele lava-se --> Tu lavas-te, logo trata-se de verbo+pronome pessoal reflexo).

2.2) Forma da terceira pessoa do indicativo seguida de um pronome pessoal átono que desempenha a função de sujeito indefinido ou indeterminado, com um valor próximo de a gente ou alguém (ex.: Come-se bem neste restaurante).
Para nunca confundir esta construção com formas do pretérito imperfeito do conjuntivo, poderá, no mesmo contexto e com o mesmo sentido, substituir o pronome se por outro sujeito como a gente ou alguém (ex.: Come-se bem neste restaurante --> A gente come bem neste restaurante, logo trata-se de verbo+pronome pessoal sujeito indefinido).

2.3) Forma da terceira pessoa do indicativo seguida de um pronome pessoal átono apassivante se, com um valor próximo de uma frase passiva (ex.: Vende-se este carro).
Para nunca confundir esta construção com formas do pretérito imperfeito do conjuntivo, poderá, no mesmo contexto e com o mesmo sentido, substituir o pronome se por uma construção passiva (ex.: Vende-se este carro --> Este carro é vendido, logo trata-se de verbo+pronome pessoal apassivante).




Tenho dúvidas na construção desta frase: "caso tenha dúvidas, não hesite em perguntar" ou "caso tenha dúvidas, não hesite perguntar". Não sei qual a mais correcta.
As duas frases apresentadas encontram-se correctas, pois o verbo hesitar, quando selecciona uma frase infinitiva, pode ser transitivo directo, isto é, selecciona um complemento que não é regido por preposição (ex.: não hesite perguntar) ou transitivo indirecto, isto é, selecciona um complemento regido por preposição (ex.: não hesite em perguntar). Pesquisas em corpora e motores de busca mostram no entanto que a construção como transitivo indirecto (hesitar em) é mais usual.