Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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masc. pl. de quêquê
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quê quê 1
(pronúncia da letra q)
nome masculino

Nome da letra Q ou q.

Confrontar: que.

que que
(latim quis, quae, quid)
pronome relativo

1. Usa-se para introduzir uma frase ou oração relativa, servindo de sujeito e relacionado com um antecedente (ex.: o homem que viu o criminoso não o consegue identificar).

2. Usa-se para introduzir uma frase ou oração relativa, servindo de complemento directo e relacionado com um antecedente (ex.: o homem que vejo não é o mesmo de ontem).

3. Usa-se para introduzir uma frase ou oração relativa, servindo de complemento indirecto ou de complemento preposicionado e relacionado com um antecedente (ex.: o homem de que falaram é suspeito do crime; o assunto a que se referem está encerrado).

determinante interrogativo

4. Serve para determinar algo ou alguém entre vários (ex.: não sei que horas são; de que jogo gostaram mais?).

pronome interrogativo

5. Que coisa (ex.: que me quer?).

advérbio

6. Usa-se para exprimir grau elevado ou intensidade em relação a adjectivo em frase exclamativa (ex.: que bela noite!).

pronome indefinido

7. Usa-se para exprimir intensidade ou quantidade em relação a um nome em frase exclamativa (ex.: que paz isto nos traz! que disparate!). = QUANTO

8. [Pouco usado]   [Pouco usado]  Usa-se para exprimir quantidade, seguido da preposição de, em relação a um nome em frase exclamativa (ex.: que de gente!). = QUANTO

conjunção integrante

9. Usa-se para introduzir uma frase ou oração que completa o sentido de outra (ex.: digo que tem razão).

conjunção comparativa

10. Usa-se para introduzir o segundo termo de uma comparação (ex.: o pai joga melhor que o filho). = DO QUE

conjunção adversativa

11. Usa-se para indicar oposição ao que é dito na frase ou oração subordinante (ex.: de mim cuidarei, que não de vós). = MAS, PORÉM

conjunção copulativa

12. Usa-se para ligar por coordenação, com valor enfático ou de repetição (ex.: dá-lhe que dá-lhe). = E

conjunção causal

13. Usa-se para introduzir uma causa em relação ao que foi dito anteriormente (ex.: deixa-o descansar mais um pouco, que ele precisa).

conjunção final

14. Usa-se para introduzir intenção ou finalidade em relação ao que foi dito anteriormente (ex.: tomai atenção que não caiais em tentação). = A FIM DE QUE

conjunção consecutiva

15. Usa-se para introduzir uma consequência em relação ao que foi dito anteriormente (ex.: ele ficou tão emocionado que nem conseguia falar).

conjunção

16. Usa-se de forma expletiva, por questões de estilo ou de ênfase (ex.: tão contente que ele está).

preposição

17. Usa-se antecedido do verbo ter, para indicar um dever, uma obrigação ou uma necessidade (ex.: tenho que acabar o trabalho hoje). = DE


do que
Usa-se para introduzir o segundo termo de uma comparação (ex.: este é ainda pior do que o outro; é preferível dizer a verdade do que contar uma mentira; o tecido era mais resistente do que parecia). [Geralmente, do que pode ser substituído por que: este é ainda pior que o outro. No entanto, quando o segundo termo da comparação inclui um verbo finito, do que geralmente não pode ser substituído por que. Veja-se a diferença de gramaticalidade entre é preferível dizer a verdade que contar uma mentira e *o tecido era mais resistente que parecia.]

Confrontar: quê.

Ver dúvida linguística pronomes relativos "que" e "o qual".
Ver também: Construções comparativas em português: porque algumas são mais iguais que outras.


quê quê 2
(latim quem)
nome masculino

1. Dificuldade, complicação (ex.: ainda há uns quês por resolver).

2. Alguma coisa (ex.: acho que isto tem um quê de subversão).

pronome interrogativo

3. Expressão usada para questionar o que foi dito anteriormente ou como pedido de repetição do que foi dito (ex.: Quê? Não entendi.). = COMO, O QUÊ

interjeição

4. Expressão usada, com entoação interrogativa, para indicar espanto ou contrariedade (ex.: Quê?! O filme ainda não começou?). = O QUÊ


e quê
Usa-se para questionar o interesse ou a importância do que foi dito anteriormente. = E DAÍ

o quê
Usa-se para questionar o que foi dito anteriormente ou como pedido de repetição do que foi dito (ex.: O quê? Pode falar mais alto, por favor?). = COMO, QUÊ

Usa-se com entoação interrogativa, para indicar espanto ou contrariedade (ex.: O quê?! Isso é inadmissível!). = QUÊ

Confrontar: que.
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Dúvidas linguísticas


Este bar não tem serviço de mesas. Os utentes que as utilizar devem deixá-las limpas como gostariam de as encontrar.
Nesta frase as utilizar está bem empregue ou devo escrever as utilizarem? Acho que utilizarem não soa muito bem. Além disso, obrigaria também a escrever as encontrarem, o que soaria ainda pior.
A frase correcta será: Os utentes que as utilizarem devem deixá-las limpas como gostariam de as encontrar. O verbo utilizar está, nesta frase, no Futuro do Conjuntivo, indicando um futuro possível, e deste modo concorda obrigatoriamente com o sujeito (os utentes) em número e pessoa. O verbo encontrar está no infinitivo não flexionado, pois serve de complemento nominal do verbo gostar e tem o mesmo sujeito ([Os utentes] gostariam de [os utentes] as encontrar.). Se por acaso o sujeito do verbo fosse diferente, o infinitivo deveria estar flexionado (ex.: Ele viu os utentes sujarem as mesas).



Eu introduzi o termo caracteres no Dicionário da Língua Portuguesa On-line para precisamente ver o que dizia no singular, e qual o meu espanto quando vejo que o singular de caracteres é carácter, que tem a ver com "cunho especial que distingue as coisas entre si". Eu penso/suponho que o singular de caracteres seja caracter sem o acento na letra 'a', senão terá o outro significado já dito. Peço a vossa correcção ou a devida explicação detalhada.
De facto, no português europeu (de Portugal) o singular de caracteres é carácter. Trata-se de um plural irregular que faz deslocar o acento tónico da sílaba -rá- de carácter para a sílaba -te- de caracteres. Isto acontece provavelmente por ser uma forma de derivação culta, a partir do latim caracter, eris, correspondendo a acentuação em português às vogais longas do latim.

A palavra caracter ou caractere tem muitas ocorrências, mas é ainda considerada uma forma desaconselhada no português de Portugal. Qualquer destas formas surgiu por dedução a partir do plural irregular, isto é, nos contextos de carácter em que a palavra aparece mais frequentemente no plural (por exemplo, os caracteres tipográficos, os caracteres de um texto, digitar caracteres), os falantes fizeram a regularização, por hipercorrecção, do singular a partir do plural irregular, retirando a terminação do plural (-es ou -s) e mantendo a acentuação tónica do plural (caracter[es] ou caractere[s]).

No português do Brasil, a forma caractere surge já em vários dicionários (por exemplo no Dicionário Houaiss e no Dicionário Aurélio), com as acepções relativas a letras, tipos ou sinais, no domínio da tipografia e da informática.

A edição portuguesa do Dicionário Houaiss (Círculo de Leitores, 2002) é a única obra lexicográfica portuguesa a registar caracter como palavra do português de Portugal, mas considera-a, no entanto, menos correcta do que carácter.

O fenómeno não é exclusivo da palavra carácter. O mesmo acontece frequentemente com a palavra júnior, por exemplo, cujo plural irregular é juniores (com o acento tónico na sílaba -o-, juniores). O plural desta palavra está na origem de um singular junior que, tal como caracter ou caractere, deverá ser evitado.

O FLiP (www.flip.pt) inclui um corrector ortográfico que permite resolver dúvidas semelhantes, ao detectar erros e formas desaconselhadas.

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Palavra do dia

mon·don·guei·ro mon·don·guei·ro
(mondongo + -eiro)
nome masculino

1. Pessoa que vende fressuras. = FRESSUREIRO

2. [Figurado]   [Figurado]  Pessoa que se ocupa em trabalhos sórdidos.

3. [Portugal: Beira, Trás-os-Montes]   [Portugal: Beira, Trás-os-Montes]  Indivíduo namorador e preguiçoso.


SinónimoSinônimo Geral: MUNDONGUEIRO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/qu%C3%AAs [consultado em 26-11-2020]