Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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picuinhaspicuinhas | adj. 2 g. 2 núm. s. 2 g. 2 núm.
fem. pl. de picuinhapicuinha
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pi·cu·i·nhas |u-í| pi·cu·i·nhas |u-í|
(picuinha + -s expressivo)
adjectivo de dois géneros e dois números e substantivo de dois géneros e dois números
adjetivo de dois géneros e dois números e substantivo de dois géneros e dois números

[Portugal, Informal, Depreciativo]   [Portugal, Informal, Depreciativo]  Que ou quem é exageradamente minucioso; que ou quem dá muita importância a pormenores. = COCA-BICHINHOS, NIQUENTO


pi·cu·i·nha |u-í| pi·cu·i·nha |u-í|
(pico + -inha)
substantivo feminino

1. Primeiro pipilar da ave.

2. Dito picante, remoque, piada.

3. Pormenor sem importância. = NINHARIA

4. Provocação que visa contrariar ou aborrecer alguém.

5. Atitude hostil em relação a alguém. = CISMA, IMPLICÂNCIA

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Dúvidas linguísticas


No novo acordo ortográfico está assinalado que os axiônimos (pronomes de tratamento e expressões de reverência) só são usados com a inicial minúscula: senhor doutor Joaquim da Silva, excelentíssimo senhor, etc. Nesse item são inseridos os títulos também apesar dessa palavra nãos estar grafada no texto do acordo, só são colocados os exemplos: bacharel Mário Abrantes, cardeal Bembo. Todavia verifiquei que há estudiosos da língua, que ao comentarem o Novo Acordo Ortográfico (1990) citam que os axiônimos e títulos podem ter o uso facultativo de inicial maiúscula ou minúscula, podendo ser escritos: bacharel/Bacharel Mário Abrantes, cardeal/Cardeal Bembo, excelentíssimo senhor Augusto Barroso/ Excelentíssimo Senhor Augusto Barroso. Afinal, as iniciais dos axiônimos e títulos podem ser escritas somente com minúscula ou aceitam o uso facultativo em minúscula/maiúscula?
O Acordo Ortográfico de 1990 altera alguns usos decorrentes das disposições do Acordo Ortográfico de 1945 e do Formulário Ortográfico de 1943, os textos legais anteriormente em vigor, respectivamente, para a norma europeia e para a norma brasileira do português.

Desconhecendo os comentários dos estudiosos da língua que refere, podemos apenas indicar que, relativamente à designação de formas de tratamento ou de reverência (axiónimos), a alínea f) do ponto 1º da Base XIX do Acordo de 1990 estipula claramente que os mesmos devem ser escritos com inicial minúscula (ilustrando com os exemplos senhor doutor Joaquim da Silva, bacharel Mário Abrantes, o cardeal Bembo), como, aliás, menciona na sua mensagem. A mesma alínea ressalva a possibilidade de se usar minúscula inicial ou maiúscula inicial apenas no caso de nomes de santos ou nomes próprios ligados à religião (hagiónimos), como santa Filomena, que também pode ser grafado Santa Filomena. A Base XIX termina com a seguinte nota: “As disposições sobre os usos das minúsculas e maiúsculas não obstam a que obras especializadas observem regras próprias, provindas de códigos ou normalizações específicas (terminologias antropológica, geológica, bibliológica, botânica, zoológica, etc.), promanadas de entidades científicas ou normalizadoras reconhecidas internacionalmente.” Esta observação não parece contemplar a facultatividade de inicial minúscula ou maiúscula no caso dos axiónimos, pelo que, à luz do texto legal, os axiónimos devem ser escritos com inicial minúscula.




É certo dizer mais grande?
Em português, o comparativo de superioridade dos adjectivos (aquele que exprime que um elemento da comparação possui uma qualidade em grau superior ao outro) forma-se, geralmente, através da anteposição do advérbio mais e da posposição da locução conjuntiva do que ou da conjunção que ao adjectivo (ex.: Ele é mais velho do que eu; O lápis é mais claro que o teu). Alguns adjectivos, porém, apresentam um comparativo irregular. É o caso de grande, que forma o comparativo de superioridade maior (ex.: O João é maior que o Pedro). A construção comparativa mais grande (do) que (ex.: *O João é mais grande do que o Pedro) está incorrecta, como indica o asterisco. Segundo afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na Nova Gramática do Português Contemporâneo (Lisboa, Edições João Sá da Costa, 14.ª ed., 1998, p. 262), tal construção só se considera correcta quando é usada para confrontar duas qualidades do mesmo elemento (ex.: O livro é mais grande que largo; Eles são mais grandes que gordos).
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Palavra do dia

ma·ta·-sãos ma·ta·-sãos
(espanhol matasanos)
substantivo masculino de dois números

[Informal]   [Informal]  Médico ou curandeiro incompetente. = CHARLATÃO, MATA-SANOS

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/picuinhas [consultado em 20-02-2019]