Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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pico-pico- | pref.
piçopiço | s. m.
picopico | s. m.
Será que queria dizer pico?
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pico- pico-
(italiano piccolo, pequeno)
prefixo

Prefixo do Sistema Internacional que, colocado diante de uma unidade, a multiplica por 10-12 (símbolo: p) (ex.: picograma).



pi·ço pi·ço
(alteração de piça)
substantivo masculino

1. [Calão]   [Tabuísmo]  Pénis.

2. [Calão]   [Tabuísmo]  Gesto feito com os dedos, geralmente considerado obsceno e usado para ofender alguém.Ver imagem = MANGUITO, PIRETE

Confrontar: pico, piso.

pi·co pi·co
(derivação regressiva de picar)
substantivo masculino

1. Cume agudo de monte.

2. Monte alto terminado em pico.

3. Ponta aguçada. = BICO

4. Espinho, acúleo.

5. Instrumento de picar pedra. = PICÃO

6. Sabor acídulo.

7. Pique.

8. Graça, chiste.

9. Antigo peso da China.

10. [Informal]   [Informal]  Cada uma das bolhas das bebidas com gás. (Mais usado no plural.)

11. Sinal gráfico, geralmente semelhante à letra V, que indica que algo foi feito ou verificado. = VISTO

12. [Brasil]   [Brasil]  Agitação, tumulto.

13. [Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Dose que é injectada.

14. [Portugal, Informal, Depreciativo]   [Portugal, Informal, Depreciativo]  Homem homossexual. = PICOLHO


e pico
[Informal]   [Informal]  O mesmo que e picos.

e picos
[Informal]   [Informal]  Usa-se para indicar um pouco mais do que determinado valor ou quantidade (ex.: vou almoçar à uma hora e picos; não sei a idade dele, mas deve ter vinte e picos). = E POUCOS

Confrontar: piço, piso.
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Dúvidas linguísticas


Deve dizer-se: recepção dos convidados ou recepção aos convidados?
O substantivo recepção é geralmente seguido das preposições a ou de (ou das suas contracções), como indica o Dicionário de Regimes de Substantivos e Adjectivos (25.ª ed., São Paulo: Globo, 2000), de Francisco Fernandes, e como atestam pesquisas efectuadas em corpora e em motores de busca da Internet, pelo que ambas as expressões recepção dos convidados e recepção aos convidados estão correctas.



Porque se escreve cor-de-rosa (com hífenes) e cor de laranja (sem hífenes) Creio que já era assim antes da imposição do AO90.
Trata-se, com efeito, de uma convenção anterior ao Acordo Ortográfico de 1990.

Já no Acordo Ortográfico de 1945 (Base XXVIII) se afirmava que eram "locuções adjectivas: cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho (casos diferentes de cor-de-rosa, que não é locução, mas verdadeiro composto, por se ter tornado unidade semântica)", sem que haja outra explicação para esta diferença ortográfica. Aos olhos do relator do Acordo, esta explicação parece suficiente, mas o utilizador da língua que a questione não encontrará uma resposta ou razão inequívoca que distinga cor-de-rosa dos outros eventuais compostos com cor.

Francisco Rebelo Gonçalves, no Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa (Coimbra, Atlântida, 1947, pág. 202, nota n.º 2), que ainda hoje é uma obra de referência para a ortografia portuguesa, dá a sua explicação sobre o caso: "Diversamente de outras combinações vocabulares que se baseiam na palavra cor, como cor de laranja, cor de limão, cor de vinho, etc., as quais todas formam locuções, e não compostos, cor-de-rosa é verdadeiro composto, porque, quer como adjectivo, quer como substantivo (cf. seda cor-de-rosa, um cor-de-rosa vivo, etc), constitui uma unidade de sentido, com a qual a linguagem corrente supre, na expressão de uma das cores principais, a falta de um termo simples. De tal modo cor-de-rosa se tornou, quanto ao sentido, perfeita unidade, que até pode qualificar a própria palavra rosa[...]".

Apesar de poder haver contra-argumentos ou contraexemplos como "laranja cor de laranja", "vinho cor de vinho" ou afins, esta argumentação não foi alterada no texto do Acordo Ortográfico de 1990 (Base XV, 6.º): "Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colónia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa)."

A ortografia é um conjunto de regras convencionadas, e, como tal, é artificial e às vezes pouco amiga do utilizador. Não há nenhuma estratégia para ortografar de forma irrepreensível que não passe pela memorização do léxico e pela interiorização de regras, decorrentes da experiência de leitura e de escrita. O mais das vezes, é o utilizador da língua que mais lê e mais consulta obras de referência, como dicionários, prontuários e afins, que melhor conhece essas regras e que melhor escreve, mas há regras ou preceitos de difícil compreensão. Os textos das reformas e acordos ortográficos, quer mais antigos, quer mais recentes, não prevêem soluções para muitos dos problemas que criam e são lacunares, ambíguos ou incoerentes em alguns aspectos e o caso de cor-de-rosa é disso um exemplo.

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Palavra do dia

tre·bo·la |ô| tre·bo·la |ô|
(origem obscura)
substantivo feminino

[Portugal: Açores]   [Portugal: Açores]   [Zoologia]   [Zoologia]  Mamífero cetáceo (Physeter macrocephalus) dentado, de comprimento até 20 metros, encontrado em mares temperados e tropicais. = CACHALOTE

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/pi%C3%A7o [consultado em 22-05-2019]