Dicionário Priberam Online de Português Contemporâneo
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Este site utiliza cookies. Ao continuar no site está a consentir a sua utilização. Saiba mais...
pub
pub
pub
pub
pub

Pesquisa por "sapiens nihil affirmat quod non probet" nas definições

Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber se as palavras escritas em letras maiúsculas são acentuadas. Ex.: ÁRVORE.
Na ortografia portuguesa, as palavras têm a mesma acentuação independentemente de serem grafadas com letras maiúsculas ou minúsculas. Assim, se pretender escrever árvore, ébano, ímpeto, óbito, único com inicial maiúscula ou totalmente em maiúsculas, deverá escrever Árvore ou ÁRVORE, Ébano ou ÉBANO, Ímpeto ou ÍMPETO, Óbito ou ÓBITO ou Único ou ÚNICO.

O texto do Acordo Ortográfico, que regula a ortografia do português europeu e que tem regras específicas para o uso de maiúsculas nas bases XXXIX a XLVII, não refere explicitamente este assunto, mas o próprio texto legal contém sempre acentos em maiúsculas, nomeadamente em palavras como "MINISTÉRIO", "Ámon", "Áustria-Hungria", "Nun'Álvares", "Índias" ou no nome do Presidente da República em 1945, "ANTÓNIO ÓSCAR DE FRAGOSO CARMONA".

Outras ortografias de línguas românicas próximas do português, como o espanhol ou o francês, têm o mesmo comportamento. A Real Academia Española (Ortografía de la Lengua Española, Madrid: Editorial Espasa Calpe, 1999, p. 53) refere explicitamente que as maiúsculas levam acento e que a Academia nunca estabeleceu uma norma em sentido contrário. Quanto ao francês, a tradição escolar costuma ensinar que as maiúsculas podem não ser acentuadas, não sendo essa, no entanto, a posição da Académie Française, que recomenda o uso sistemático das maiúsculas acentuadas; também a União Europeia, no Código de Redacção Interinstitucional relativo ao francês postula que as maiúsculas são, em princípio, sempre acentuadas (http://publications.europa.eu/code/fr/fr-240203.htm).




Sempre aprendi que o correto era falar supérfulo. Porém de uns anos para cá vejo pessoas falando supérfluo e sempre imaginei que elas estavam falando errado. Procurei no dicionário Priberam e vi que supérfulo não existe. Está incorreto mesmo? Realmente não existe? Se eu falar vou passar vergonha? Sempre aprendi que assim era correto e sentirei dificuldade de falar supérfluo pois sempre imaginei ser errado. Podem me ajudar e me dizer qual das pronúncias está correta e se supérfulo realmente está errado?
A única forma correcta e atestada em dicionários é supérfluo, adjectivo derivado do latim superfluus.
O fenómeno que acontece em supérfluo, quando erradamente pronunciado ou escrito *supérfulo, é denominado por metátese e corresponde a uma troca de letras ou sons no interior de uma palavra. Há casos em que a metátese reflecte uma mudança linguística, isto é, corresponde efectivamente a uma alteração na evolução de uma palavra enquadrada na história da língua (é o caso, por exemplo, do advérbio latino semper que evoluiu para o português sempre). Não parece, porém, tratar-se de mudança linguística o que acontece com a metátese em supérfluo, quando pronunciado ou escrito *supérfulo. Em português, a estrutura regular de uma sílaba é uma sequência consoante-vogal (ex.: ba-ta-ta); há inúmeros casos que não seguem esta estrutura, mas esta é estatisticamente aquela que é mais frequente. Por este motivo, muitos falantes tendem a manter este padrão na pronúncia e a sequência consonântica -fl- seguida da sequência vocálica -uo em supérfluo é transformada numa sequência consoante-vogal-consoante-vogal (-fulo), fazendo uma regularização silábica abusiva e originando uma forma incorrecta *supérfulo.

Poderá consultar também outra resposta sobre o mesmo assunto em pronúncia de impregnar.

Palavra do dia

chi·me·co |é|chi·me·co |é|


(inglês shoemaker, sapateiro)
nome masculino

[Portugal: Madeira, Informal]   [Portugal: Madeira, Informal]  Pessoa de baixa estatura. = BAIXOTE

Confrontar: chumeco.
pub

Mais pesquisadas do dia



in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/pesquisar/sapiens%20nihil%20affirmat%20quod%20non%20probet [consultado em 29-11-2021]