Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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nulidadenulidade | s. f.
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nu·li·da·de nu·li·da·de
substantivo feminino

1. Qualidade de nulo.

2. Falta de validez.

3. Falta de aptidão ou de talento.

4. Pessoa insignificante.

5. Insignificância.

6. Incapacidade.

7. [Direito]   [Direito]  Defeito; improcedência.

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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber se o feminino de anjo é anja e se está certo.
Não entrando na questão do sexo dos anjos (serão ou não seres assexuados?), a palavra anjo é um substantivo sobrecomum, isto é, tem um só género gramatical (é masculina: o anjo era bonito) mas designa indivíduos de ambos os sexos, não apresentando por isso uma forma feminina *anja.

O mesmo se passa, aliás, com os substantivos femininos pessoa, testemunha ou vítima, por exemplo, que designam ambos os sexos, não existindo as formas masculinas *pessoo ou *vítimo e correspondendo testemunho a outro significado, que não o feminino de testemunha.

Nestes casos, quando se quer discriminar o sexo do indivíduo, usa-se uma expressão como a pessoa do sexo feminino, a testemuna masculina, a vítima do sexo masculino. O mesmo se poderá fazer no caso de anjo: o anjo do sexo feminino.




Tenho uma dúvida: a gramática da língua portuguesa não diz que um advérbio antes do verbo exige próclise? Não teria de ser "Amanhã se celebra"?
Esta questão diz respeito a uma diferença, sobretudo no registo coloquial, entre as variedades europeia e brasileira do português, que, com a natural evolução da língua, se foram distanciando relativamente a este fenómeno linguístico. No que é considerado norma culta (portuguesa e brasileira), porém, sobretudo na escrita, e em registo formal, ainda imperam regras da gramática tradicional ou normativa, fixas e pouco permissivas.

No português de Portugal, se não houver algo que atraia o pronome pessoal átono, ou clítico, para outra posição, a ênclise é a posição padrão, isto é, o pronome surge habitualmente depois do verbo (ex.: Ele mostrou-me o quadro); os casos de próclise, em que o pronome surge antes do verbo (ex.: Ele não me mostrou o quadro), resultam de condições particulares, como as que são referidas na resposta à dúvida posição dos clíticos. Nessa resposta sistematizam-se os principais contextos em que a próclise ocorre na variante europeia do português, sendo um deles a presença de certos advérbios ou locuções adverbiais, como ainda (ex.: Ainda ontem as vi), (ex.: o conheço bem), oxalá (ex.: Oxalá se mantenha assim), sempre (ex.: Sempre o conheci atrevido), (ex.: lhes entreguei o documento hoje), talvez (ex.: Talvez te lembres mais tarde) ou também (ex.: Se ainda estiverem à venda, também os quero comprar). Note-se que a listagem não é exaustiva nem se aplica a todos os advérbios e locuções adverbiais, pois como se infere a partir de pesquisas em corpora com advérbios como hoje (ex.: Hoje decide-se a passagem à final) ou com locuções adverbiais como mais tarde (ex.: Mais tarde compra-se outra lente), a tendência na norma europeia é para a colocação do pronome após o verbo. A ideia de que alguns advérbios (e não a sua totalidade) atraem o clítico é aceite até por gramáticos mais tradicionais, como Celso Cunha e Lindley Cintra, que referem, na página 313 da sua Nova Gramática do Português Contemporâneo que a língua portuguesa tende para a próclise «[...] quando o verbo vem antecedido de certos advérbios (bem, mal, ainda, já, sempre, só, talvez, etc.) ou expressões adverbiais, e não há pausa que os separe».

No Brasil, a tendência generalizada, sobretudo no registo coloquial de língua, é para a colocação do pronome antes do verbo (ex.: Ele me mostrou o quadro). Daí a relativa estranheza que uma frase como Amanhã celebra-se o Dia Mundial do Livro possa causar a falantes brasileiros que produzirão mais naturalmente um enunciado como Amanhã se celebra o Dia Mundial do Livro. O gramático brasileiro Evanildo Bechara afirma, na página 589 da sua Moderna Gramática Portuguesa, que «Não se pospõe pronome átono a verbo modificado diretamente por advérbio (isto é, sem pausa entre os dois, indicada ou não por vírgula) ou precedido de palavra de sentido negativo.». Contrariamente a Celso Cunha e Lindley Cintra, Bechara propõe um critério para o uso de próclise que parece englobar a totalidade dos advérbios. Resta saber se se trata de um critério formulado a partir do tendência brasileira para a próclise ou de uma extensão da regra formulada pela gramática tradicional. Estatisticamente, porém, é inequívoca a diferença de uso entre as duas normas do português.

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Palavra do dia

jor·gen·se jor·gen·se
([São] Jorge, topónimo + -ense)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

1. Relativo ou pertencente à ilha de São Jorge, no arquipélago dos Açores.

substantivo de dois géneros

2. Natural ou habitante da ilha de São Jorge.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/nulidade [consultado em 23-04-2019]