Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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manhamanha | s. f.
manhãmanhã | s. f.
Será que queria dizer manhã?
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

ma·nha ma·nha
substantivo feminino

1. Artes de conseguir o que se deseja, sem trabalho, ou enganando.

2. Finura, astúcia.

3. Destreza dolosa.

4. Balda, defeito.

5. Segredo.

6. Mau hábito ou costume desagradável. = VÍCIO


ma·nhã ma·nhã
substantivo feminino

1. Período de tempo entre o amanhecer e o meio-dia.

2. Princípio do dia. = ALVA, ALVORADA, AMANHECER, AURORA

3. Período de tempo entre a meia-noite e meio-dia (ex.: o avião chegou às 3 da manhã; a reunião está marcada para as 9h30 da manhã). = MATINA

4. [Figurado]   [Figurado]  Princípio de algo. = COMEÇO, INÍCIODECADÊNCIA, DECLÍNIO, OCASO


de manhã
Entre o amanhecer e o meio-dia.

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Dúvidas linguísticas


Existem muitos verbos que usamos como transitivos diretos (ex.: Paula irritou Pedro), mas, quando usados com relação a Deus, sempre aparecem como indiretos (ex.: essa atitude irritou a Deus). Isso é correto?
No exemplo referido e em outros afins, trata-se de uma construção com um verbo considerado transitivo directo, mas usado com um complemento iniciado pela preposição a (que é uma construção típica dos complementos indirectos).

Por este motivo, poderia parecer à primeira vista que se trata de um complemento indirecto, como em ofereceu uma flor a seu pai = ofereceu-lhe uma flor. No entanto, em irritou a Deus, o complemento a Deus só pode ser pronominalizado com o pronome de complemento directo (irritou-O, e não *irritou-Lhe). Estes complementos são por isso habitualmente designados por complementos directos preposicionados.

As construções com complemento directo preposicionado são normalmente descritas pelas gramáticas como ocorrendo "com os verbos que exprimem sentimentos" (Celso CUNHA e Lindley CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, pp. 143), mas esta descrição é muito vaga e insuficiente, pois na verdade são construções usadas em contextos muito restritos e pouco usuais, geralmente apenas no discurso religioso. Estas construções ocorrem sobretudo em contextos com verbos como adorar, amar, bendizer, honrar, louvar ou temer e a palavra "deus" como complemento directo (ex.: amar a Deus), mas ocorrem também com outros complementos directos aos quais se dá, de alguma forma, uma relevância reverencial ou respeitosa (ex.: amar ao próximo).

Por outro lado, o conjunto de verbos a que se pode estender este tipo de construção é difícil de delimitar e identificar. O exemplo dado (irritou a Deus) é disso prova, pois o verbo irritar não aparece em gramáticas e dicionários nos exemplários de verbos com este comportamento, mas tem uso efectivo em discursos religiosos e afins.

Mais difícil ainda é delimitar quando é que estas construções se podem estender a outros complementos directos a que se quer dar carácter reverencial, com este ou com outros verbos considerados transitivos directos (por exemplo, se podemos ou não aceitar sem problemas Paula irritou a Pedro ou Paula admoestou a Pedro).

Pelos motivos acima apontados, pode dizer-se que a construção irritou a Deus não pode ser considerada incorrecta, pois segue um paradigma que é comummente aceite para outros verbos. No entanto, se se quiser evitar construções que possam ser polémicas ou questionáveis, o uso desta construção deverá ser limitado aos exemplos tidos como mais comuns (ex.: adorar a Deus, temer a Deus).




Além de aborígEne já vi também grafado aborígIne... Até num dicionário... Em que ficamos?
As palavras aborígene e aborígine são variantes e têm ambas origem na palavra latina aborigines, que designava os primeiros habitantes do Lácio (Itália) e, por extensão, de qualquer região. A primeira forma, aborígene, que se afasta da forma latina através de uma dissimilação (fenómeno que torna diferentes dois ou mais segmentos iguais ou semelhantes), tem sido, em geral, a forma consagrada pela lexicografia portuguesa, não havendo muitas vezes sequer registo da variante aborígine. A segunda forma, aborígine, mais próxima da forma latina, tem sido considerada preferencial pela lexicografia brasileira. O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, que tem uma edição brasileira e outra portuguesa, é disso o melhor exemplo, fazendo a remissão de aborígine para aborígene na edição portuguesa e vice-versa na edição brasileira.
Pelos motivos acima apontados, será aconselhável utilizar aborígene na norma europeia do português, uma vez que é a forma consagrada pela lexicografia portuguesa e pelo uso.

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Palavra do dia

ba·a·í·smo ba·a·í·smo
(árabe baha, esplendor + -ismo)
substantivo masculino

[Religião]   [Religião]  Religião monoteísta, baseada no babismo, que enfatiza a união de toda a humanidade e de todas as religiões. = BAHAÍSMO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/manha [consultado em 21-01-2020]