Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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mãos-atadas

mãos-atadasmãos-atadas | n. 2 g. 2 núm.
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mãos·-a·ta·das mãos·-a·ta·das


nome de dois géneros e de dois números

[Informal]   [Informal]  Pessoa acanhada.

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Dúvidas linguísticas


Tenho uma dúvida na utilização dos pronomes "lhe" ou "o". Por exemplo, nesta frase, qual é a forma correta: "para Carlos não lhe perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda" ou " para Carlos não o perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda"?
A questão que nos coloca toca uma área problemática no uso da língua, pois trata-se de informação lexical, isto é, de uma estrutura que diz respeito a cada palavra ou constituinte frásico e à sua relação com as outras palavras ou outros constituintes frásicos, e para a qual não há regras fixas. Na maioria dos casos, os utilizadores conhecem as palavras e empregam as estruturas correctas, e normalmente esse conhecimento é tanto maior quanto maior for a experiência de leitura do utilizador da língua.

No caso dos pronomes clíticos de objecto directo (o, os, a, as, na terceira pessoa) ou de objecto indirecto (lhe, lhes, na terceira pessoa), a sua utilização depende da regência do verbo com que se utilizam, isto é, se o verbo selecciona um objecto directo (ex.: comeu a sopa = comeu-a) ou um objecto indirecto (ex.: respondeu ao professor = respondeu-lhe); há ainda verbos que seleccionam ambos os objectos, pelo que nesses casos poderá dar-se a contracção dos pronomes clíticos (ex.: deu a bola à criança = deu-lhe a bola = deu-lha).

O verbo perturbar, quando usado como transitivo, apenas selecciona objectos directos não introduzidos por preposição (ex.: a discussão perturbou a mulher; a existência perturbava Carlos), pelo que deverá apenas ser usado com pronomes clíticos de objecto directo (ex.: a discussão perturbou-a; a existência perturbava-o) e não com pronomes clíticos de objecto indirecto.

Assim sendo, das duas frases que refere, a frase “para Carlos, não o perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda” pode ser considerada mais correcta, uma vez que respeita a regência do verbo perturbar como transitivo directo. Note que deverá usar a vírgula depois de “para Carlos”, uma vez que se trata de um complemento circunstancial antecipado.




O feminino de beirão é beirã ou é beiroa? Não encontro literatura que legitime o termo beirã, embora seja o mais usado pelos falantes.
O Vocabulário da Língua Portuguesa, de Rebelo Gonçalves, e a Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra, registam como feminino de beirão apenas a forma beiroa. No entanto, alguns dicionários de português mais recentes, como o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (DLPC), da Academia das Ciências, e o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, registam dois femininos (beirã e beiroa), apesar de tradicionalmente se aceitar apenas beiroa como feminino de beirão. O DLPC regista numa das acepções do adjectivo uma abonação para a forma beirã, da autoria de Mário Braga, datada de 1957, o que permite concluir que o uso dessa forma não é fenómeno muito recente.
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cha·pli·nes·co |ê|cha·pli·nes·co |ê|


([Charles] Chaplin, antropónimo + -esco)
adjectivo
adjetivo

[Cinema, Teatro, Televisão]   [Cinema, Teatro, Televisão]  Relativo a Charles Chaplin (1889-1977), actor e realizador inglês, à sua obra, ao seu estilo ou à sua personagem Charlot. = CHAPLINIANO



in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/m%C3%A3os-atadas [consultado em 04-03-2021]