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lanceolado

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lanceoladolanceolado
( lan·ce·o·la·do

lan·ce·o·la·do

)
Imagem

BotânicaBotânica

Que tem o limbo estreito e comprido e termina numa ponta estreita (ex.: folhas lanceoladas).


adjectivoadjetivo

1. Que tem a forma do ferro da lança.

2. [Botânica] [Botânica] Que tem o limbo estreito e comprido e termina numa ponta estreita (ex.: folhas lanceoladas).Imagem

etimologiaOrigem etimológica:latim lanceolatus, -a, -um, de lanceola, -ae, pequena lança.

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Traduzir "lanceolado" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Pretendo saber como se lê a palavra ridículo. Há quem diga que se lê da forma que se escreve e há quem diga que se lê redículo. Assim como as palavras ministro e vizinho, onde também tenho a mesma dúvida.
A dissimilação, fenómeno fonético que torna diferentes dois ou mais segmentos fonéticos iguais ou semelhantes, é muito frequente em português europeu.

O caso da pronúncia do primeiro i não como o habitual [i] mas como [i] (idêntico à pronúncia de se ou de) na palavra ridículo é apenas um exemplo de dissimilação entre dois sons [i].

O mesmo fenómeno pode acontecer nos casos de civil, esquisito, feminino, Filipe, imbecilidade, medicina, militar, milímetro, ministro, príncipe, sacrifício, santificado, Virgílio, visita, vizinho (o segmento destacado é o que pode sofrer dissimilação), onde se pode verificar que a modificação nunca ocorre na vogal da sílaba tónica ou com acento secundário, mas nas vogais de sílabas átonas que sofrem enfraquecimento.

A este respeito, convém referir que alguns dicionários de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (Verbo, 2001) ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto Editora, 2004), apresentam transcrição fonética das palavras. Podemos verificar que nestas obras de referência, a transcrição não é uniforme. No dicionário da Academia das Ciências, estas palavras são transcritas de forma quase sistemática sem dissimilação, mas a palavra príncipe é transcrita como prínc[i]pe. No dicionário da Porto editora, algumas destas palavras são transcritas com e sem dissimilação, por esta ordem, como em feminino, medicina, militar, ministro ou vizinho, mas a palavra esquisito é transcrita com a forma sem dissimilação em primeiro lugar, enquanto as palavras civil, príncipe, sacrifício e visita são transcritas apenas sem dissimilação.

Em conclusão, nestes contextos, é possível encontrar no português europeu as duas pronúncias, com e sem dissimilação, sendo que em alguns casos parece mais rara e noutros não. A pronúncia destas e de outras palavras não obedece a critérios de correcção, pois não se trata de uma pronúncia correcta ou incorrecta, mas de variações de pronúncia relacionadas com o dialecto ou o sociolecto do falante. Assim, nos exemplos acima apresentados é igualmente correcta a pronúncia dos segmentos assinalados como [i] ou [i].




Ao considerar a palavra Aristo uma palavra do dicionário português (honra seja feita à marca austríaca desde 1862) não estamos a incorrer no erro de usar uma marca para definir algo? Imaginem: Em vez de significado de gasosa com sabor a cola, usarmos uma das marcas que exstem no mercado. Ainda mais injusto quando uma das referências que existe é: ... aristo tipo"rotring" ... (Rötring, como sabemos outra marca, desta vez alemã).
No Dicionário Priberam (e nos dicionários gerais de língua) são registadas como entradas palavras de uso corrente. A lexicalização de nomes próprios, nomeadamente de marcas comerciais, é um fenómeno linguístico e acontece por uma derivação metonímica, nomeadamente quando uma marca passou a designar genericamente objectos análogos.
São exemplos deste fenómeno palavras como cotonete, creolina, gilete, jipe, licra, rímel, roscofe, velcro ou vespa, entre outros, e também o caso de aristo (ex.: a lista de material escolar inclui um aristo; secção de réguas, esquadros, aristos e transferidores). Não é exclusivo do português e pode assumir comportamento diferente mesmo dentro da mesma língua (por exemplo, esferovite/isopor, respectivamente no português de Portugal/português do Brasil).
Nesses casos, a palavra é registada no Dicionário Priberam com minúscula e na etimologia da palavra é referida como marca registada a palavra da qual derivou, na sua grafia original, geralmente com maiúscula inicial (como é o caso de Aristo). A lexicalização de uma marca é um critério seguido pela tradição lexicográfica para a sua dicionarização e são excluídos juízos de valor, mas é claro que cada falante ou utilizador da língua faz as suas escolhas, consoante as suas preferências ou conveniências ou o seu conhecimento linguístico, e poderá sempre optar por outra palavra que não tenha esta origem.

Como curiosidade, podemos referir que no Dicionário Priberam, no espaço de um ano (entre Julho de 2020 e Julho de 2021), foram feitas cerca de 1650 pesquisas por aristo, tendo mais de um quinto destas pesquisas sido feitas em Setembro de 2020, correspondendo ao início do ano escolar.