Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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intempérie

intempérieintempérie | n. f.
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in·tem·pé·ri·e in·tem·pé·ri·e


(latim intemperies, -ei)
nome feminino

1. Inclemência do tempo.

2. Perturbação atmosférica violenta. = TEMPESTADE

3. Acontecimento infeliz ou desfavorável. = DESGRAÇA

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Dúvidas linguísticas


Bavária ou Baviera? Não é Baviera a forma portuguesa para a região alemã Bayern? A Wikipedia diz "Bavária - forma ortograficamente incorreta em português" e o vosso corretor FLiP reconhece as duas formas...
Ambas as formas estão previstas nos dicionários e vocabulários de referência, sendo que Baviera é a forma que vem pelo francês e Bavária a forma mais próxima do étimo latino.

José Pedro Machado, no seu Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa (Ed. Confluência, Lisboa, 1984) remete Bavária para Baviera. Rebelo Gonçalves, no Vocabulário da Língua Portuguesa (Coimbra, Coimbra Editora, 1966), diz que Baviera é forma menos preferível que Bavária mas consagrada pelo uso. O FLiP reconhece por isso as duas formas.




Tenho uma dúvida relativamente ao novo acordo ortográfico. Será que alguém me pode explicar de forma convincente porque é que a palavra "pára" (3ª pess. sing. pres. ind. de parar e 2ª pess. sing. imp. de parar) terá a sua grafia alterada para "para"?
Não bastavam já todos os outros exemplos na língua portuguesa em que diferentes palavras têm a mesma grafia, mudando a sua pronúncia para alterar o significado? A final o novo acordo ortográfico serve para simplificar ou para complicar?
Não quero dizer que muitas das coisas do novo ortográfico não fazem sentido, por muito que nos custe alterar a forma como nos ensinaram a ler e a escrever, mas é por causa destes exemplos, no meu ver, completamente estúpidos, que o novo acordo perde credibilidade e fará com que muita gente se recuse a aplicá-lo.
Como deverá ser do seu conhecimento, a Priberam, sendo uma empresa privada, não teve qualquer intervenção ou influência na redacção, aprovação e/ou aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, limitando-se apenas a adaptar os seus produtos de cariz linguístico a um acordo com valor legislativo e a divulgar as novas regras por ele estipuladas, permitindo assim aos utilizadores da língua portuguesa e dos produtos e serviços da Priberam uma familiarização gradual com a nova grafia. É de referir que a Priberam tem feito uma análise crítica do texto legal e dos problemas colocados na sua aplicação efectiva, como poderá verificar na secção Acordo Ortográfico em www.flip.pt.

A ortografia é um conjunto de regras convencionadas; como tal, é artificial e muitas vezes com motivações pouco claras para o utilizador.

No caso específico da alteração de pára que passa a para, (cf. Base IX, 9.º), o texto da “Nota Explicativa” (no ponto 5.4.1) que se segue ao texto do Acordo Ortográfico, pretende justificar esta alteração da seguinte forma:
“a) Em primeiro lugar, por coerência com a abolição do acento gráfico já consagrada pelo Acordo de 1945, em Portugal, e pela Lei n.º 5765, de 18 de Dezembro de 1971, no Brasil, em casos semelhantes, como, por exemplo: acerto (ê), substantivo, e acerto (é), flexão de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo (ó), flexão de acordar; cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; sede (ê) e sede (é), ambos substantivos; etc.;
b) Em segundo lugar, porque, tratando-se de pares cujos elementos pertencem a classes gramaticais diferentes, o contexto sintáctico permite distinguir claramente tais homógrafas.”

É de referir que esta opção parece ser inconsistente com o estipulado no n.º 3 da Base VIII para o caso do verbo pôr e da preposição por: "3.º Prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofónicas/heterofônicas, do tipo de cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; colher (ê), verbo, e colher (é), substantivo. Excetua-se a forma verbal pôr, para a distinguir da preposição por." Repare-se como o critério que é válido para pôr/por não parece ser suficiente no caso de pára/para, o que é revelador de falta de sistematicidade.

Por outro lado ainda, este Acordo Ortográfico de 1990 admite, na Base IX, 6.º b), a grafia fôrma, a par de forma, apesar de se tratar da reinserção de uma grafia que já fora abolida quer no português europeu, quer no português do Brasil, e de contrariar, de alguma forma, o disposto na mesma base, ponto 10.º.

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Palavra do dia

jor·na·de·ar jor·na·de·ar

- ConjugarConjugar

(jornada + -ear)
verbo intransitivo

Ir de jornada, de viagem. = VIAJAR

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/intemp%C3%A9rie [consultado em 14-04-2021]