Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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felix qui potuit rerum cognoscere causasfelix qui potuit rerum cognoscere causas | loc.
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felix qui potuit rerum cognoscere causas
(locução latina que significa "feliz aquele que pôde perscrutar as causas das coisas")
locução

Versos de Virgílio, celebrando a felicidade dos espíritos superiores, que penetram os arcanos da Natureza e descobrem as causas íntimas dos fenómenos.

Fonte: Virgílio, Geórgicas, II, 489.
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Dúvidas linguísticas


Devo dizer em Porto Moniz ou no Porto Moniz (Porto Moniz é um município)?
Como poderá verificar na resposta topónimos com e sem artigos, esta questão não pode ter uma resposta peremptória, pois as poucas e vagas regras enunciadas por alguns prontuários têm muitos contra-exemplos.

No caso de Porto Moniz, este topónimo madeirense enquadra-se na regra que defende que não se usa geralmente o artigo com os nomes das cidades, localidades e ilhas, regra que tem, contudo, muitas excepções. Nesse caso, seria mais indicado em Porto Moniz.

Por outro lado, não pode ser ignorado o facto de os falantes madeirenses geralmente colocarem artigo neste caso (no Porto Moniz, mas também no Porto da Cruz ou no Porto Santo, outros dois casos em que o mesmo problema se coloca). Do ponto de vista lógico, e uma vez que a regras das gramáticas são vagas, este pode ser o melhor critério para decidir utilizar o artigo com este topónimo.

Pelos motivos acima apontados, pode afirmar-se que nenhuma das duas opções está incorrecta, uma (em Porto Moniz) seguindo as indicações vagas e pouco fundamentadas de algumas gramáticas, outra (no Porto Moniz) podendo ser justificada pelo facto de os habitantes da própria localidade utilizarem o artigo antes do topónimo e também pelo facto de a palavra Porto ter origem num nome comum a que se junta uma outra denominação (no caso, o antropónimo Moniz que, segundo José Pedro Machado, no Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, corresponde a “um dos mais antigos povoadores da ilha”).




Gostaria de saber como se pronuncia a palavra "como" visto que pode ser do verbo comer ou uma preposição. A pronúncia difere quando é verbo?
A palavra como pronuncia-se geralmente ['komu], sendo [o] o símbolo fonético correspondente a o fechado (como a letra o de sopa ou avô), independentemente se é usada como verbo (ex.: Eu como tudo o que me apetece.), advérbio (ex.: Como está lindo o céu!; O modo como ele se comportou deixou-a surpreendida.), conjunção (ex.: O rapaz é tão brincalhão como os seus colegas.) ou preposição (ex.: Era conhecida como a mais importante cientista portuguesa.). Esta é a opção de transcrição do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa e da indicação de ortoépia do Vocabulário da Língua Portuguesa, de Rebelo Gonçalves.

Quando não se trata de forma verbal, isto é, quando se trata do advérbio, da conjunção ou da preposição, há outras pronúncias alternativas, consideradas dialectais. O Grande Dicionário Língua Portuguesa, da Porto Editora, por exemplo, regista, a par da transcrição ['komu], a transcrição ['kumu], sendo [u] correspondente à vogal de nu. Esta pronúncia alternativa será um caso muito excepcional na língua portuguesa, pois a um o tónico nunca corresponde um fonema [u], mas é uma marca característica de alguns dialectos do Norte do país. Esta excepção justifica-se apenas por se tratar de uma palavra gramatical (e tem um paralelo na pronúncia da preposição para, em que um a tónico corresponde excepcionalmente a um fonema [á]). Ainda será de referir a ocorrência da pronúncia ['kɔmu] em alguns dialectos, nomeadamente no dialecto madeirense, sendo [ɔ] correspondente a o aberto (como em nove ou avó).

Na maioria dos casos em que os falantes têm dúvidas quanto à pronúncia das palavras, não se trata de erros, mas de variações de pronúncia relacionadas com o dialecto (variedade de uma língua própria de uma região), sociolecto (variedade de uma língua própria de um grupo social, etário ou profissional) ou mesmo idiolecto (variedade de uma língua própria de um indivíduo) do falante, pois, à excepção de certas relações entre ortografia e fonética que têm de ser respeitadas, não há critérios rigorosos de correcção linguística no que diz respeito à pronúncia. O que acontece é que alguns gramáticos preconizam determinadas indicações ortoépicas e algumas obras lexicográficas contêm indicações de pronúncia ou até transcrições fonéticas; estas indicações podem então funcionar como referência, o que não invalida outras opções que têm de ser aceites, desde que não colidam com as relações entre ortografia e fonética.

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Palavra do dia

an·te·ri·a·no an·te·ri·a·no
(Antero [de Quental], antropónimo + -iano)
adjectivo
adjetivo

1. Relativo a Antero de Quental (1842-1891), poeta e filósofo português, à sua obra ou ao seu estilo (ex.: obra anteriana; soneto anteriano).

adjectivo e substantivo masculino
adjetivo e substantivo masculino

2. Que ou quem admira ou se dedica ao estudo e à investigação da obra de Antero de Quental.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/felix+qui+potuit+rerum+cognoscere+causas [consultado em 18-04-2019]