Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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espécieespécie | s. f. | s. f. pl.
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es·pé·ci·e es·pé·ci·e
nome feminino

1. Subdivisão que abrange todos os seres ou indivíduos que se distinguem dos restantes por um carácter específico que só a eles é comum.

2. Casta, género, sorte.

3. Classe, qualidade.

4. Índole, carácter, condição.

5. Caso especial.

6. Aparência.

7. Informação, notícia.

8. Especiaria; droga.

9. Moeda metálica.

10. Géneros alimentícios (dados em pagamento).

11. Amêndoa pisada com cravo-da-índia, canela, etc.


espécies
nome feminino plural

12. [Farmácia]   [Farmácia]  Mistura, em partes iguais, de substâncias vegetais, secas, que têm as mesmas propriedades terapêuticas.


causar espécie
O mesmo que fazer espécie.

fazer espécie
Provocar incómodo ou estranheza (ex.: não me fez espécie andar de metro).

sob espécie
Disfarçadamente; sob o pretexto de.

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Dúvidas linguísticas


...para um dia ser de vossa utilidade. Gostaria de saber se na frase acima o emprego do pronome vossa é errado.
Se não analisarmos o contexto, não há nenhuma incorrecção no fragmento frásico que nos apresenta, pois o pronome pessoal vossa pode dizer respeito à segunda pessoa do plural (vós), inferindo-se que essa é a forma de tratamento utilizada (ex.: Aprendei [vós] esta lição, para um dia ser de vossa utilidade).

Deduzimos, no entanto, que a dúvida diz respeito à utilização do pronome de segunda pessoa vosso no contexto de um tratamento por vocês, que corresponde a uma terceira pessoa gramatical.

Esta utilização é muito comum e está a ser cada vez mais aceite, apesar de ser desaconselhada por alguns gramáticos, que aconselhariam o uso do pronome seu, sua no mesmo contexto (ex.: Aprendam [vocês] esta lição, para um dia ser de sua utilidade).

O Dicionário da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa, por exemplo, apesar de registar no verbete vosso que este pronome é usado no tratamento por vós e no tratamento por vocês observa que "no uso mais purista da língua, aconselha-se seu, sua em vez de vosso, vossa para o tratamento por vocês".




Última crónica de António Lobo Antunes na Visão "Aguentar à bronca", disponível online. 1.º Parágrafo: "Ficaram por ali um bocado no passeio, a conversarem, aborrecidas por os homens repararem menos nelas do que desejavam."; 2.º Parágrafo: "nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos, nunca os tinha visto, claro, mas aí estão eles, a tremerem. Ou são os dedos que tremem?".
Dúvidas: a conversarem ou a conversar? A tremerem ou a tremer?
O uso do infinitivo flexionado (ou pessoal) e do infinitivo não flexionado (ou impessoal) é uma questão controversa da língua portuguesa, sendo mais adequado falar de tendências do que de regras, uma vez que estas nem sempre podem ser aplicadas rigidamente (cf. Celso CUNHA e Lindley CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, p. 482). É também por essa razão que dúvidas como esta são muito frequentes e as respostas raramente podem ser peremptórias.

Em ambas as frases que refere as construções com o infinitivo flexionado são precedidas pela preposição a e estão delimitadas por pontuação. Uma das interpretações possíveis é que se trata de uma oração reduzida de infinitivo, com valor adjectivo explicativo, à semelhança de uma oração gerundiva (ex.: Ficaram por ali um bocado no passeio, a conversarem, aborrecidas [...] = Ficaram por ali um bocado no passeio, conversando, aborrecidas [...]; nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] mas aí estão eles, a tremerem. = nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] mas aí estão eles, tremendo.). Nesse caso, não há uma regra específica e verifica-se uma oscilação no uso do infinitivo flexionado ou não flexionado.

No entanto, se estas construções não estivessem separadas por pontuação do resto da frase, não tivessem valor adjectival e fizessem parte de uma locução verbal, seria obrigatório o uso da forma não flexionada: Ficaram por ali um bocado no passeio a conversar, aborrecidas [...] = Ficaram a conversar por ali um bocado no passeio, aborrecidas [...]; nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] nunca os tinha visto, claro, mas aí estão eles a tremer. = nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] nunca os tinha visto, claro, mas eles aí estão a tremer. Neste caso, a forma flexionada do infinitivo pode ser classificada como agramatical (ex.: *ficaram a conversarem, *estão a tremerem [o asterisco indica agramaticalidade]), uma vez que as marcas de flexão em pessoa e número já estão no verbo auxiliar ou semiauxiliar (no caso, estar e ficar).

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Palavra do dia

sig·ma sig·ma
(grego sîgma, sígmatos)
nome masculino

1. Décima oitava letra do alfabeto grego (σ, ς, Σ), correspondente ao s do alfabeto latino.


sigma invertido
Sinal, em forma de sigma lunar maiúsculo invertido (Ͻ), usado para indicar que se deve inverter a ordem dos versos ou das palavras. = ANTI-SIGMA

sigma lunar
Forma simplificada (C, c) da letra sigma, encontrada a partir do século IV a.C.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/esp%C3%A9cies [consultado em 11-07-2020]