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erva-molar

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erva-molarerva-molar
( er·va·-mo·lar

er·va·-mo·lar

)


nome feminino

[Botânica] [Botânica] Planta (Holcus mollis) da família das poáceas, gramínea, vivaz.

etimologiaOrigem etimológica:erva + molar.


Dúvidas linguísticas



Qual das expressões é a correcta: de forma a ou por forma a? Caso ambas estejam correctas, qual a diferença entre elas e quando usar uma ou outra?
As duas expressões estão correctas e são locuções prepositivas sinónimas, significando ambas “para”, “a fim de” ou “de modo a” e indicando um fim ou objectivo (ex.: procedeu cautelosamente de forma a/por forma a evitar erros), sendo a locução por forma a menos usada que de forma a, como se pode verificar pela pesquisa em corpora e motores de busca na internet. Ambas se encontram registadas em dicionários de língua portuguesa.

Estas duas expressões, construídas com a preposição a, pertencem a um conjunto de locuções (do qual fazem parte de modo a ou de maneira a) cujo uso é desaconselhado por alguns puristas, com o argumento de que se trata de expressões de influência francesa, o que, neste caso, não parece constituir argumento suficiente para as considerar incorrectas. Acresce ainda que, em qualquer dos casos, locuções prepositivas como de/por forma a, de maneira a ou de modo a desempenham a mesma função da preposição para, que neste contexto introduz frases subordinadas infinitivas adverbiais de fim (ex.: procedeu cautelosamente para evitar erros), da mesma forma que, com alterações ao nível dos tempos verbais, as locuções conjuncionais de/por forma que, de maneira que ou de modo que desempenham a função da locução conjuncional para que, que neste contexto introduz frases subordinadas finitas adverbiais de fim (ex.: procedeu cautelosamente para que evitasse erros). Não parece assim haver motivo para deixar de usar umas ou outras.




Como se pronuncia "farelo"?
Como poderá actualmente constatar no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, a letra e de farelo pode ser pronunciada de duas maneiras: como é aberto ou como é fechado. Outras obras, como o Vocabulário da Língua Portuguesa de Rebelo Gonçalves (Coimbra: Coimbra Editora, 1966), indicam que em Portugal a pronúncia da vogal e da palavra farelo oscila entre o som do é aberto [È], como na primeira sílaba da palavra voa, e o som do é fechado [e], como na segunda sílaba da palavra camelo. A mesma obra refere que no Brasil a palavra é pronunciada com o som de é aberto [È], sem a oscilação que ocorre em Portugal.

Ao contrário da ortografia, que é regulada por textos legais, não há critérios rigorosos de correcção linguística no que diz respeito à pronúncia, e, na maioria dos casos em que os falantes têm dúvidas quanto à pronúncia das palavras, não se trata de erros, mas de variações de pronúncia relacionadas com um dialecto (variedade de uma língua própria de uma região), um sociolecto (variedade de uma língua própria de um grupo social, etário ou profissional) ou mesmo um idiolecto (variedade de uma língua própria de um indivíduo) do falante. Alguns gramáticos preconizam determinadas indicações ortoépicas e algumas obras lexicográficas contêm indicações de pronúncia ou até transcrições fonéticas; estas indicações podem então funcionar como referência, o que não invalida outras opções que têm de ser aceites, desde que não colidam com as relações entre ortografia e fonética e não constituam entraves à comunicação.